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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Exposições de arte incríveis para conferir em São Paulo

O que não falta em São Paulo é cultura!

A cidade tem sempre alguma mostra interessante rolando.
Se vc está na cidade aproveite!

  • Nelson Leirner: Parque de Diversões

Esta exposição celebra a trajetória do artista Nelson Leirner com mais de 70 obras. Entre esculturas, colagens e pinturas, você poderá refletir sobre a banalização da arte, a fusão entre o popular e o erudito, cultura de massas e consumismo.

🗓️ Até 23/02
🎟 Gratuito
📍 Caixa Cultural



  • re_CURSOS – Valter Nu

As esculturas feitas de resíduos eletrônicos promovem uma reflexão sobre consumo, memória e sustentabilidade. Nesta mostra, cabos, fios e teclados se tornam protagonistas de uma jornada pela ressignificação do obsoleto.

🗓️ Até 29/03
🎟 Gratuito
📍 Casa de Metal



  • Eu, Ayrton Senna da Silva – 30 Anos

Confira o legado de Ayrton Senna nesta mostra interativa e tecnológica narrada sob a perspectiva do próprio piloto que, por meio de ferramentas como modelagem 3D e inteligência artificial, recriam momentos marcantes da carreira do ídolo do automobilismo.

🗓️ Até 16/03
🎟 A partir de R$ 25
📍 Shopping Lar Center



  • Artistas do Vestir: Uma Costura dos Afetos

Com mais de 80 peças de mais de 70 artistas, a mostra explora a linguagem plural da moda. Dividida em três eixos temáticos: Ancestralidades, Contemporaneidades e Fazeres Contínuos, temas como arte, política e identidade são debatidos por meio das peças.

🗓️ Até 23/02
🎟 Gratuito
📍Itaú Cultural



  • Marvel – O Poder é Nosso

Jovens artistas negros, indígenas e LGBTQIAP+ apresentam suas releituras de personagens negros da Marvel. Assim, fortalecendo o poder da representatividade nas artes. Além disso, a exposição ainda traz uma música trap inédita e com videoclipe gravado em Heliópolis chamada “Poder É Nosso“.

🗓️ Até 28/02
🎟 Gratuito
📍Largo Páteo do Colégio, 148 – Centro Histórico de São Paulo



  • Vida em Literatura de Cordel

Esta exposição celebra a rica tradição da literatura de cordel, unindo poesias transformadoras e xilogravuras vibrantes. A mostra apresenta narrativas épicas e cotidianas de personalidades como Ailton Krenak e Cleone Santos, além de revelar relatos inéditos de figuras marcantes da região da Luz, destacando o impacto cultural e histórico dessa arte popular.

📅 Até 28/02
🎟  Gratuito
📍 Museu da Língua Portuguesa



  • Eu mesmo, Carnaval

Como um bom folião, Mário de Andrade era apaixonado pelo Carnaval, mas também aproveitava a data festiva para pesquisar a festa popular. Assim, esta mostra reúne fantasias originais de desfiles, fotos do poeta e muito mais.

🗓️ Até 02/05
🎟 Gratuito
📍Casa Mário de Andrade


👉 Confira aqui todas as exposições!


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tudo Começa num Ponto

Exposição que mostra arte moderna russa de Wassily Kandinsky chega ao Brasil intitulada "Tudo Começa num Ponto".
Mostra chega à Brasília e vai passar ainda por outras três capitais em 2015.
Por: O Globo / Revista Exame


O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro inaugurou a exposição Kandinsky: Tudo Começa num Ponto. A mostra - que já esteve em Brasília e ainda vai percorrer mais duas capitais brasileiras - traz pela primeira vez ao país mais de uma centena de obras e objetos do artista, além de trabalhos de contemporâneos sob suas influências.

Considerado o criador da pintura abstrata, o russo Wassily Kandinsky (1866-1944) teve no impressionismo o seu despertar para a arte. Foi o impacto causado por uma exposição em Moscou, de Claude Monet e outros franceses, em 1895, um dos fatores que levaram o então jovem advogado Wassily a dar uma guinada radical na sua vida. O outro foi ter assistido, no Teatro Bolshoi, a uma apresentação da ópera Lohengrin, de Richard Wagner.

O acervo trazido ao Brasil tem como base a coleção do Museu Estatal Russo, de São Petersburgo, enriquecido com obras de sete museus russos e de colecionadores particulares da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França. As referências culturais e espirituais que contribuíram para a transformação artística do pintor, como a arte popular do norte da Sibéria e os rituais xamânicos, também ganham destaque na mostra.
 
“Diferentemente de outras exposições sobre Kandinsky, apresentadas pelo mundo, esta tem a característica de se centrar no surgimento dele como artista e de mostrar o período que vai desde o final do século 19 até às primeiras décadas do século 20”, explica o idealizador e diretor-geral da mostra, Rodolfo de Athayde. “É o período em que Kandinsky passa por um processo de evolução que o leva de um pintor representativo comum até a criação e consolidação da ideia da abstração”, acrescenta.

Os curadores, Evgenia Petrova (também diretora do Museu de São Petersburgo) e Joseph Kiblitsky, organizaram a exposição em cinco blocos. Os segmentos retratam as raízes da obra em relação à cultura popular e o folclore; o universo espiritual do xamanismo no Norte da Rússia; a primeira temporada de Kandinsky na Alemanha e sua experiência com o grupo Der Blaue Reiter (O cavaleiro azul); o diálogo do artista com a música, por meio de sua amizade com o compositor Schonberg e os caminhos abertos pela abstração.

“A exposição, portanto, cobre a etapa que consideramos, do ponto de vista criativo, a mais inquietante e produtiva do artista, que vai até 1922, quando ele parte para o exílio, primeiramente na Alemanha, depois na França”, enfatiza Athayde.

Ausentes dos acervos dos museus brasileiros, as telas de Kandinsky são conhecidas por quem já teve a oportunidade de visitar o Centre Pompidou, em Paris, ou o Guggenheim Museum e o Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. As obras expostas nessas três instituições são em grande parte das décadas finais do artista, quando vivia afastado da Rússia natal, o que não ocorre na mostra que percorre os CCBBs.


“São obras raramente vistas no mundo ocidental, dispersas em acervos de museus russos, alguns muito distantes dos outros, e obras de coleções particulares que não são comuns de serem expostas. É um acervo único que, provavelmente, nunca mais voltará a estar junto como fizemos aqui”, frisa o idealizador da exposição.

Kandinsky chegou a colaborar com o governo revolucionário russo, de 1918 a 1921. No entanto, a imposição do realismo socialista como estética oficial do regime fez com que ele deixasse de vez o país, e por muitos anos suas obras foram banidas dos museus da então União Soviética.

Na Alemanha, ele participou da Bauhaus, escola vanguardista de artes plásticas, arquitetura e design que acabou sendo fechada com a ascensão de Adolf Hitler. Incluído pelos nazistas na lista dos artistas considerados “degenerados”, ele partiu para o seu derradeiro exílio, em Paris, onde viveu até a morte, em 1944.

De acordo com Athayde, a experiência adquirida em outras exposições que ele vivenciou no circuito do CCBB, como Virada Russa (2009) e Arte do Islã (2010), ajudou na logística de trazer as obras de Kandinsky para o Brasil. “É um acervo caro, que tem que ser trabalhado com muito cuidado. A negociação levou tempo, mas conseguimos que esse acervo permaneça um ano itinerando pelo Brasil. Isto é uma coisa pouco comum em empréstimos de obras. Os museus raramente permitem que suas obras fiquem mais de seis meses fora dos locais de origem”, destaca.

Do Rio, a exposição irá para o CCBB de Belo Horizonte, para visitação pública de 15 de abril a 22 de junho. De lá seguirá para São Paulo, com visitação agendade entre 19 de julho a 28 de setembro. A visitação no CCBB do Rio é de quarta-feira a segunda, das 9h às 21h, com entrada grátis.



Maiores informações neste LINK.

Expo | Como pigmentar com elementos naturais – de Antonio Geraldo



A Prefeitura de Barra Mansa, através da Fundação de Cultura, convida para a abertura da Exposição Como pigmentar com elementos naturais – de Antonio Geraldo no Centro de Cultura Estação das Artes dia 10 de abril de 2015 sexta feira às 20h .

Serão apresentados desenhos, pinturas, objetos, vídeos e instalações. Variados suportes que recebem materialidades diversas vindas da natureza e criam espaços de beleza e reflexão. A força da natureza que se mostra ora vibrante, ora suave dependendo do olhar incansável do artista.

Vale a pena uma visita!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Leonardo da Vinci no Brasil

 Mostra de Leonardo da Vinci chega ao Brasil e fica até maio na Paulista
Exposição traz reprodução de mais de 40 objetos históricos do artista. Obras ficarão expostas no Centro Cultural Fiesp, na Av. Paulista em SP.
Em: 11/11/2014
Por: G1 São Paulo


A exposição "Leonardo da Vinci, a natureza da invenção" chega ao Brasil e tem sua estreia ao público nesta terça-feira (11), em São Paulo. São mais de 40 objetos reproduzidos a partir de desenhos históricos do artista. O público poderá conferir, gratuitamente, a mostra até o dia 10 de maio de 2015 no Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista.

 O material faz parte do acervo do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci (MUST), de Milão, na Itália. Os projetos foram produzidos por pesquisadores e engenheiros, em 1952, para a celebração do 'aniversário de 500 anos' de Leonardo da Vinci, que nasceu em 1452.


São máquinas, desenhos, projetos e esboços de da Vinci. A exposição foi feita a partir do método de trabalho do artista. O objetivo, segundo o curador da exposição, é "renovar a percepção sobre sua atuação como engenheiro e pensador, explicando a importância de seu legado no contexto histórico e social da época".

O público vai poder conferir estudos de da Vinci sobre o automóvel, avião, submarino, bicicleta, tanque de guerra e mecanismos do relógio, por exemplo.

Antes do Brasil, a mostra já passou por Paris e Munique e segue para Londres após a exposição na Paulista.


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"Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção"
Onde: Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso - Avenida Paulista, 1.313.
Quando: de 11 de novembro de 2014 a 10 de maio de 2015, das 10h às 20h.
Quanto: Entrada gratuita e com classificação indicativa livre

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Expo | Ana Carolina

Super recomendo, uma nova artista começa a desabrochar no sul flumnense!
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Arte-ilustrações compõem mostra aberta a visitas em Barra Mansa, RJ
Exposição 'Ana Carolina' pode ser conferida no Sesc até fim de outubro. Ela reúne imagens de ícones pop e do surrealismo pop, diz organização.

Por: G1 Sul do Rio e Costa Verde
Em: 21/10/14


Arte-ilustrações figurativas — que representam a forma humana, os elementos da natureza ou objetos criados pelo homem — compõem a exposição "Ana Carolina", aberta para visitas no Sesc Barra Mansa, no sul do Rio de Janeiro. A mostra reúne imagens de ícones pop e do surrealismo pop, como a personagem Amélie Poulain, a protagonista excêntrica do longa francês "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Os trabalhos podem ser conferidos de graça até o fim do mês.
Confira mais algumas obras!








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Ana Carolina
Quando: até 31 de outubro; visitação de terça-feira a sábado, das 9h às 21h, e aos domingos e feriados, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita
Onde: Sesc Barra Mansa - Av.Tenente José Eduardo, nº 560, no Ano Bom.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Expo | Desenhar




A Prefeitura de Barra Mansa, através da Fundação de Cultura, convida para a abertura da Exposição DESENHAR de Flavia Veloso, dia 11 de julho sexta feira às 20h .

Serão apresentados 40 desenhos em pequeno formato e 20 tamanho 3x4, 10 fotografias e o caderno lugar da artista.

Flavia Veloso vive intensamente o desenho.Com grande habilidade cria fragmentos de algo percebido com delicadeza e conhecimento. Sua atmosfera de silencio comove e exige do observador um tempo dedicado a olhar, ver, sentir, pois ela toca, perturba e faz pensar.





quinta-feira, 19 de junho de 2014

Atrevida | Mostra com 300 obras no Rio

Lançar um olhar sobre a história da arte é sempre algo desafiador e novo. Proposta muito interessante, vale a pena conferir!
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Com 110 artistas, mostra no Rio propõe novo olhar sobre história da arte
Exposição ‘artevida’, com curadoria de Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa, ocupará quatro espaços na cidade
Por: Audrey Furlaneto para O Globo/Cultura
Em: 17/06/2014


Detalhe da obra “Seven Twists” (1979), da húngara Dóra Maurer - Divulgação

RIO - Ao espalhar 300 obras de arte pelo Rio, os curadores Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa têm um projeto ambicioso: “inverter a angulação” da história da arte — leia-se: partir de matrizes brasileiras, e não europeias ou norte-americanas, para buscar conexões com a arte produzida globalmente. O que os dois querem é observar artistas e suas criações a partir de filtros próprios, “fora do eixo”, algo que, dizem eles, ainda não foi feito no país.

Assim, a partir de 27 de junho na Casa França-Brasil, no Parque Lage e na Biblioteca Parque Estadual e de 19 de julho no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, a exposição “artevida” reunirá, até 21 de setembro, 110 artistas — entre brasileiros e nomes sobretudo do Leste Europeu, do Sudeste Asiático, da Índia, da África e do Oriente Médio — não para estabelecer uma tese, mas para propor um exercício: e se observarmos a história da arte a partir do Brasil?

Isto porque, explica Pedrosa, “as narrativas hegemônicas vêm se apropriando das narrativas periféricas”. As vanguardas brasileiras, por exemplo, despertam cada vez mais interesse, mas são lidas a partir de referências eurocêntricas, do construtivismo ou do minimalismo.

Nas grandes exposições internacionais dos últimos 15 anos, segue o curador, houve montagens como “Global minimalism”, “Global pop” ou “Global conceptualism”, mostras organizadas nos Estados Unidos e na Europa para observar o minimalismo, as artes pop ou conceitual.

— Essas são as rubricas deles (dos europeus e dos norte-americanos). Eles não vão fazer “Global dictatorship” (referindo-se à ditadura), “Global violence” (tratando da violência) ou “Global censorship” (sobre a censura). Isso nós é que temos de fazer. Então, nossa política é muito no sentido de olhar para essas relações: a relação da ditadura, da opressão, da censura e da margem. O que temos em comum com o Sudeste Asiático, com a Índia, com o Leste Europeu? (A resposta) Passa muito por esses temas de eleições, censura, violência, racismo, feminismo — afirma Pedrosa.

O curador foi convidado para o projeto pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio, em 2011, quando assinava a 12ª Bienal de Istambul. À época, a secretaria lhe informou sobre a intenção de fazer uma grande exposição no Rio envolvendo equipamentos do Estado. Após aceitar a proposta, Pedrosa convidou Rodrigo Moura, diretor de programas artísticos e culturais do Instituto Inhotim, em Minas, para dividir com ele a tarefa. Ambos têm o perfil de circular “fora do eixo” e pesquisar artistas na África, no Leste Europeu ou no Oriente Médio, a fim de sair dos nomes óbvios. Outros pesquisadores de arte, afirma a dupla, pouco conhecem ou mesmo desconhecem os nomes convidados para “artevida”. Há artistas do Líbano, do Paquistão, da Turquia, da Hungria, do Japão, da Argentina, do Peru, da Alemanha, entre outros países.

— É claro que tem (artista) americano e europeu ocidental, mas a exposição tem foco em América Latina, em mundo árabe, Ásia, um pouco de África e também em artistas mulheres. Existe esse foco deliberadamente. Como estamos tentando propor outras hipóteses, outras narrativas, também estamos evitando os grandes nomes mais canônicos — explica Pedrosa.

Rodrigo Moura explica que a mostra não ignora o minimalismo ou o abstracionismo geométrico, por exemplo. Mas, se esses movimentos são tradicionalmente vistos como “supressão da vida, assepsia e limpeza”, nas palavras de Moura, serão tratados na exposição a partir da ideia de vida, por meio de elementos como “tecido, trama ou linhas orgânicas”. A ideia é explorar as vanguardas brasileiras dos anos 1960, 1970 e 1980 — que se desenvolviam com ênfase no Rio, com Lygia Clark e Hélio Oiticica — e conectá-las a outras produções do Hemisfério Sul.

Assim, o trabalho que a alemã Annegret Soltau fazia nos anos 1970, cobrindo o próprio rosto com um emaranhado de linhas, relaciona-se com obras que a italiana radicada em São Paulo Anna Maria Mailiono criava, com barbantes, no mesmo período. Ambas as artistas terão obras na Casa França-Brasil, onde fica o segmento denominado pelos curadores como “artevida (corpo)”. Estarão lá também experiências com a articulação dos planos, feita por Lygia Clark com os “Bichos”, e por artistas como Mathias Goeritz (1915-1990), alemão que viveu no México e criou esculturas com dobradiças, bem como Clark.

Nessa linha curatorial, há trabalhos de artistas brasileiros notórios por abordar a política em suas produções (nomes como Cildo Meireles, Carlos Zílio e Artur Barrio, entre outros). As obras deles se relacionam com outras como, por exemplo, “Painting for poster — 1977 First of May (In that bloody celebration 36 people lost their lives with gun fire from the police)”, da artista turca Gülsün Karamustafa, que costuma tratar de imigração, exílio e deslocamentos.

Para Pedrosa, a possibilidade de reunir tal produção cabe ao Brasil, “país com sistema de arte com maiores recursos e mais desenvolvido dessa região (fora do eixo da Europa e dos Estados Unidos)”.

— Não existe uma cena de arte com instituições e recursos tão desenvolvidos como a nossa no mundo Sul global. Não há (tal cena) na África do Sul, na Índia, em outro país da América Latina. Esse é um papel que tínhamos que assumir, porque nós temos os recursos e as instituições — diz o curador. — É preciso ter o desejo, e não apenas ficar fazendo exposições dos grandes mestres modernos europeus, como com frequência a gente vê. Isso é importante também, mas é importante fazer pensar que nós temos conexões com a África, com o Oriente Médio, e que ninguém nem sabe.

MAIS DOIS SEGMENTOS

Na Biblioteca Parque Estadual, na Avenida Presidente Vargas, a mostra se desdobra em “artevida (arquivo)” e tem cocuradoria de Cristiana Tejo. Lá, será exposta parte dos arquivos de Paulo Bruscky (com abertura em 27 de junho) e de Graciela Carnevale (a partir de 19 de julho), membro do Grupo de Arte de Vanguardia de Rosário, na Argentina.

De Bruscky, artista que vive em Recife — onde guarda cerca de 70 mil documentos, entre livros de artista, arte postal, revistas, convites de mostras etc. — virá ao Rio uma seleção de 400 itens, a serem expostos em vitrines temáticas distribuídas pela Biblioteca Parque Estadual.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, por fim, receberá a única obra criada especialmente para a exposição — o artista do Benim Georges Adéagbo, que já participou da Bienal de São Paulo (em 1998), prepara uma obra para as Cavalariças do Parque Lage (a abertura será em 19 de julho).

Também estarão no parque obras da japonesa Tsuruko Yamazaki, do grupo Gutai, e da brasileira Martha Araújo (estas duas com inauguração em 27 de junho).

Os gastos do orçamento da exposição (de ao todo R$ 4 milhões), conta Pedrosa, foram concentrados no transporte das obras — na maioria dos casos, os trabalhos foram negociados diretamente pelos curadores com seus autores e vêm de 23 países rumo ao Brasil.

— A ideia é justamente ampliar o repertório das pessoas. Trabalhamos com perspectiva de outras latitudes e, forçosamente, vamos trazer artistas menos conhecidos. Essa é a graça — diz Rodrigo Moura.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dalí no CCBB

 
Pinturas, gravuras, documentos, fotografias e ilustrações vindas das principais instituições colecionadoras do artista.
 
Não deixe de visitar a biblioteca, no 5º andar. Tem uma exposição com várias publicações de Salvador Dalí. E muita curiosidade sobre este artista surreal!

No CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, de 30 de maio a 22 de setembro. Entrada franca, de Qua a Seg, das 9h às 21h.



terça-feira, 27 de maio de 2014

Expo | Richard Serra na Gávea

Imagem: "Drawings after Circuit", 1972

 A exposição "Richard Serra: desenhos na casa da Gávea" fica em cartaz no IMS-RJ de 30 de maio a 28 de setembro.

Composta por 96 obras selecionadas pelo próprio artista, a mostra foi especialmente concebida para o centro cultural do IMS no Rio de Janeiro, a antiga residência do embaixador Walther Moreira Salles (1912-2001), patrono e criador da instituição.

Para instalar seus desenhos no local, o artista solicitou a remoção de algumas paredes falsas, construídas sobre as paredes de vidro do projeto original para que o espaço abrigasse exposições. Os desenhos foram escolhidos a partir da escala da casa, “um espaço doméstico”, segundo Serra.

Mais informações aqui


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Richard Serra - Desenhos na casa da Gávea
Quando: de 30/05 a 28/09, terça a domingo das 11h às 20h.
Quanto: entrada franca
Onde: Instituto Moreira Salles | rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, Rio de Janeiro - RJ

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Restaurar é viver

Esta obra que o americano Richard Serra, um dos mais importantes artistas do século XX, fez no Centro de Arte Hélio Oiticica, em 1997, está sendo restaurada pelo carioca Ronald Duarte.


Ele trabalhou com Serra na exposição “Rio Rounds”, quando o artista fez várias intervenções ali. Esta é a única obra permanente de Serra, que também ganhará exposição no Instituto Moreira Salles, no Brasil.
Richard Serra é um escultor norte-americano. Para alguns críticos é considerado como um dos artistas mais importantes do pós-guerra.

Via: O Glogo / Blogs

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Expo | O Quintal é o Mundo


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cazuza inspira exposição


Em homenagem ao poeta e músico Cazuza, o Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo) inaugura amanhã, dia 22 de outubro, a exposição “Cazuza mostra sua cara”, com curadoria do arquiteto e cenógrafo Gringo Cardia.

Montada no primeiro andar do Museu, a mostra vai até o dia 23 de fevereiro de 2014, e apresenta Cazuza como um dos expoentes da canção popular, que soube unir a tradição escrita à oral, fazendo a poesia circular livremente do livro para a música.

Dividida em salas, a exposição traduz a inquietação do artista e apresenta sua obra musical e poética de maneira lúdica e expressiva, de modo a agradar o público de todas as idades.

No dia da abertura da exposição o acesso ao Museu é gratuito e a visitação poderá ser feita até 22h.


Por: PublishNews

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tem brasileiro expondo em Paris

Vejam que exuberante essa escultura do artista brasileiro Henrique de Oliveira que está exposta no museu Palais de Tokyio, em Paris.

Sua imensa escultura em madeira – Baitogogo – brinca com a arquitetura do museu.

Henrique Oliveira tem tudo para tornar-se a grande presença brasileira no exterior no momento. Ele trabalha com madeira compensada (recicla o que já foi usado) e cria esse efeito de troncos reais de árvores.


Impressionante, não?





Acesse o site do artista e conheça também suas pinturas, desenhos e outros trabalhos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Wallpeople: Apropriação de muros com muitas Cores

Em: 01/07/2013
Por: Follow the Colours

 
Adoramos conhecer o Wallpeople! O projeto de arte colaborativo com base em Barcelona, convida as pessoas a criarem e fazerem parte de um momento único e especial no espaço urbano. A ideia propõe a apropriação de um muro por pessoas anônimas, artistas ou não, convertendo-o numa espécie de galeria coletiva ao ar livre. Uma das razões da existência do Wallpeople é voltar a arte às ruas e reivindicar o espaço público como um meio de expressão e interação.

Em 1° de Junho, fizeram o 1° evento global em mais de 40 cidades ao redor do mundo. Milhares de pessoas participaram, criando trabalhos nos muros sob a temática música. No Brasil, em São Paulo (em parceria com Olhe os Muros) e no Rio de Janeiro, o projeto foi um sucesso. Ilustração, fotografia, pintura, colagem, intervenção, desenho, quadrinhos, crochet, post it, orgami, capas de cds, cartões postais etc encheram as cidades de cor! Legal, não?



Conversamos um pouco mais com o criador da ideia, Pablo Quijano:

FTC: Pablo, você vê algo em comum em todos os muros, mesmo em países diferentes?
PABLO: O fator mais comum em todos os murais é que as pessoas fazem questão de mostrar sua arte e divulgar o que fazem, para transformar uma parede vazia em uma galeria ao ar livre.

FTC: Como você acha que as cores influenciam o projeto?
PABLO: As cores são a melhor influência no projeto, a mistura caótica e brilhante contribui para que cada pessoa faça de suas obra, peça única. A mistura de cores e materiais faz com que cada mural tenha uma personalidade distinta e única de cada cidade.








Vamos ficar de olho para participar do próximo?
Acesse:

Site: wallpeople.org
Facebook: WallpeopleOfficialPage


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Expo | Sobre as Urgências da Pele

A exposição "Sobre as Urgências da Pele" inaugura nesta quarta feira, dia 15/05, às 19h, no MAM de Resende (próximo à Câmara Municipal).
Será um encontro de amigos, com instalações, obras de arte e música.

Esta exposição está inserida na programação nacional da 11ª Semana de Museus organizada pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) com o tema "Museus (Memória + Criatividade = mudança social)". A exposição em Resende é a única oportunidade do público do Sul Fluminense ver de perto as obras. Em setembro a coletiva vai para o Centro Cultural do Banco Central, no Rio de Janeiro, e depois para a PUC em São Paulo.

Os artistas Anderson de Souza, João Bosco Millen e Vanessa Gerbeli Ceroni esperam vocês lá. Participem!



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"Sobre as Urgências da Pele"
Quando: De segunda a sexta, das 9h às 17:30h, do dia 16 de maio ao dia 28 de junho de 2013
Onde: Museu de Arte Moderna de Resende fica situado na Rua Dr. Cunha Ferreira, nº 104, Centro Historico, Resende.
Quanto: Gratuito
Info: (24)3360 6155 - 3360 4470 | email: mam.resende@gmail.com

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tomie Ohtake - Correspondências

Uma das grandes artistas no cenário artístico e cultural brasileiro completa 100 anos em novembro com exposições.
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Tomie Ohtake relembra sua trajetória e celebra seu centenário com exposição em São Paulo
Uma das maiores pintoras do Brasil, ela iniciou a carreira aos 40 anos após ter criado cinco filhos
Em: 03/02/2013
Por: Audrey Furlaneto para O Globo / Cultura



SÃO PAULO - Desde que trocou o Japão pelo Brasil, Tomie Ohtake nunca aprendeu a pronunciar a letra “l”. Há 77 anos no país e consagrada como uma das maiores pintoras brasileiras, para ela, galeria ainda é “gareria” e tela vira “tera”. Às vésperas de iniciar as celebrações de seus 100 anos (dia 21 de novembro), ela ri do próprio sotaque:

— Nunca “aprendeu” a falar português. Agora não “aprende” mais, né?

Mas Tomie fala com parcimônia. Como sua obra, ela é rigorosa, suave e de poucos elementos. Se um poema haikai trata do mundo em 17 sílabas, afirma, por que ela deveria usar mais?

Sua carreira, que se iniciou aos 40 anos (só após ter criado os filhos), começa a ser revista a partir desta semana. Abrindo os festejos do centenário, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, inaugura na quarta-feira a primeira de uma série de mostras que serão dedicadas à artista até novembro. “Tomie Ohtake - Correspondências” relaciona suas obras com as de Mira Schendel, Cildo Meireles e Nuno Ramos, entre outros. E, no dia 23, a galeria Nara Roesler, também em São Paulo, exibe telas recentes da artista, de 2012 e 2013.

— Agora só se fala em centenário — ela diz, sorrindo. — É engraçado. Nunca senti os anos...

À cabeceira de uma mesa de concreto na casa modernista que o filho Ruy Ohtake projetou há 44 anos no bairro Campo Belo, em São Paulo, a artista recebe O GLOBO com um almoço à brasileira, servido em louças de delicada cerâmica (presente e obra de sua melhor amiga, a ceramista Kimi Nii), com talheres do designer finlandês Arne Jacobsen que, vaidosa, Tomie conta ter ganhado do filho Ruy nos anos 1970. À mesa, estão arroz, purê de batata-baroa, carne de panela com legumes - E tem saladinha, né? - diz.

Quando se trata de Tomie, os críticos de arte dizem que vida e obra estão “amalgamados”. A casa, de fato, parece o centro de tudo. Lá está seu ateliê, onde ela mandou instalar uma cama, de solteiro, ao lado das telas — “assim, já fica olhando quando acorda”.

E a sala de jantar não é só um ambiente a mais. Para Tomie, o “dia mais contente” é domingo, quando a mesa fica cheia. Há 30 anos, ela espera à cabeceira pela chegada dos filhos — Ruy, 75 anos, e Ricardo, 70, diretor do Instituto Tomie Ohtake — da nora Marcy (casada com Ricardo e também sua assessora de imprensa) e dos dois netos, Rodrigo, 28 anos, e Elisa, 32.

Durante a semana, Tomie almoça sozinha, sempre às 13h. Tem a disciplina dos orientais. Acorda às 8h, toma banho, aplica um creme antirrugas e senta-se, às 9h, para o café. Três vezes na semana vai ao ateliê, onde um assistente a aguarda. Às terças e quintas, faz fisioterapia e, uma vez por semana, recebe a cabeleireira do bairro, que mantém seu corte rigorosamente na altura do queixo e os fios pintados de preto. Também costuma vestir-se de preto. Guarda as cores para as telas.

Quando desembarcou do navio que a trouxe, após 40 dias de viagem, de Kioto para São Paulo, a primeira sensação que teve foi relacionada a uma cor.

— Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil.


Tomie chegou ao Brasil Nakakubo, sem o sobrenome Ohtake. Veio acompanhada do irmão em 1936. Algum tempo depois, estourou a Guerra do Pacífico, e o irmão voltou. Morreu lutando. Mas Tomie tinha outro irmão em São Paulo, que mantinha um laboratório em sociedade com Oshio Ohtake, “esse moço muito boa pessoa e muito bonito”, diz ela, sorridente.

Em um mês no país, aos 23 anos, ela se casou com Oshio.

— Minha mãe pediu uma fotografia do casamento. Não acreditava! Tive que botar vestido para a foto — diverte-se.

Um ano depois do casamento, nasceu Ruy. A família Ohtake, então, mudou-se para o Rio, onde Tomie desfrutou do mar, de que tanto gosta:

— Pegava a barca e ia nadar em Niterói, porque a praia era muito bonita!

Recém-casada, a jovem Tomie se fez a pergunta: “Família é mais importante que trabalho?”. Já tinha apreço pela pintura e, no Japão, comprava catálogos e desenhava. Mas a decisão de priorizar a família a manteve distante dos pincéis até os 40 anos, quando encontrou o artista Keisuke Sugano. Ele dava aulas a Tomie e outros japoneses. Pedia aos alunos que pintassem uma flor, por exemplo. Ao fim, criticava as pinturas. A de Tomie, no primeiro dia, foi eleita a melhor. Começava ali uma carreira que nasceu figurativa e tornou-se abstrata. Dez meses depois, ela já exibia telas no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Em 1951, com o filho Ricardo já nascido, voltou ao Japão. Sentia saudade da mãe, Kimi. Passaram o dia conversando e, entre um diálogo e outro, conta, a mãe suspirou e morreu.

— Meu irmão colocou a mão no pulso dela e disse: “Ih, parou!”. Às vezes tenho saudade, mas já estou acostumada. A única coisa que pode me deixar muito triste hoje é a morte de um filho. Se um filho morre antes de mim, eu morro.

Depois da pintura abstrata dos anos 60, Tomie se aventurou pelas gravuras nos anos 70. Em 1977, ficou viúva de Oshio Ohtake e não voltou a se casar. Na década seguinte, sua obra foi marcada por cores contrastantes e intensas, talvez inspirada em Mark Rothko, seu pintor preferido. Foi também nos anos 1980 que floresceu sua produção de esculturas, muitas delas públicas, como a “Estrela-do-mar” (1985), instalada na Lagoa, no Rio, que gerou polêmica, foi removida para manutenção em 1990 e nunca voltou. [Procurei essa imagem no Google e no site T.O. Inst. e não encontrei!]


Na casa onde vive, fez o paisagismo com mudas que ganhou de Burle Marx. Ao lado das plantas e da piscina, estão esculturas suas. Todos os dias, ela alimenta os pássaros no jardim, vizinho a seu ateliê.

Antes de passar por uma cirurgia na coluna aos 93 anos, Tomie era assídua de exposições. No ano passado, teve pneumonia, caiu doente e “a perna ficou muito fraquinha, né?”. Passou a usar cadeira de rodas e não vai mais a vernissages. Mas lê quase todos os (muitos) catálogos que recebe. Leitura é sua distração. Não gosta de cinema ou TV, porém não dispensa jornais, incluindo o “São Paulo Shimbun”, em japonês.

Sobre arte contemporânea, não se sente muito tocada pelo que vê. Gosta de Regina Silveira, Tunga e Adriana Varejão. Arte, diz, é para ser sentida.



O curador Paulo Herkenhoff costuma dizer que “não há pintura brasileira sem Tomie Ohtake”. Para o crítico Frederico Morais, ela soube equilibrar a tradição japonesa e a vivência no Brasil. Tomie criou algo muito particular entre os artistas nipo-brasileiros, afirma ele, ao combinar o informalismo dos anos 1950 com o “desejo de organizar” o informal.

— A arte de Tomie nunca foi muito expansiva, excessivamente lírica. É contida, nipônica. A pintura dela é como ela mesma: de poucas palavras.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Espelhos D'água

A beleza sempre presente na natureza capturada pelas lentes sensíveis de um fotógrafo amador. Belas imagens que enche os olhos!
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Ensaio traz beleza refletida em 'espelho natural'
Fotógrafo amador capta imagens que registram o esplendor do outono britânico em paisagens naturais refletidas em lagos.
Em: 23/11/2012
Por: BBC - G1 Mundo


O fotógrafo amador Roger Merrifield, de 46 anos, registrou uma série de imagens retratando a natureza da Grã-Bretanha, sempre refletida nas plácidas águas de lagos no norte do país.


As fotos de Merrifield foram feitas durante a mudança de estação característica do outono e flagram as cores características dessa estação, com tons vívidos de vermelho, laranja e marrom.

Os efeitos dos reflexos que ele registra por vezes são tão fortes que as imagens chegam a dar a impressão de que foram criadas artificialmente com o auxílio de computadores.



Merrifield diz que o outono é sua estação favorita do ano e que registra a maior parte de suas fotos nesta época do ano. Ainda que um amador, ele é bastante obsessivo e passional em relação aos temas de suas imagens. E viaja várias vezes ao ano às regiões onde mais aprecia registrar fotos, entre elas as Terras Altas da Escócia, para flagrar "o esplendor do outono".



Veja mais em aqui!

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