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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cazuza inspira exposição


Em homenagem ao poeta e músico Cazuza, o Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº, Centro, São Paulo) inaugura amanhã, dia 22 de outubro, a exposição “Cazuza mostra sua cara”, com curadoria do arquiteto e cenógrafo Gringo Cardia.

Montada no primeiro andar do Museu, a mostra vai até o dia 23 de fevereiro de 2014, e apresenta Cazuza como um dos expoentes da canção popular, que soube unir a tradição escrita à oral, fazendo a poesia circular livremente do livro para a música.

Dividida em salas, a exposição traduz a inquietação do artista e apresenta sua obra musical e poética de maneira lúdica e expressiva, de modo a agradar o público de todas as idades.

No dia da abertura da exposição o acesso ao Museu é gratuito e a visitação poderá ser feita até 22h.


Por: PublishNews

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Viva Elis


Foto da exposição Viva Elis, no CCBB - Rio
Terça a domingo, das 9h às 21h.
Entrada Franca

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beatles na faculdade


Quem diria que eles então, fizeram escola!
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PUC-Rio inova e cria especialização sobre os Beatles
Curso de extensão aborda a história, a evolução artística e a influência cultural do conjunto inglês na sociedade pós-moderna
Por: Luisa Girão
Em: 13/04/2012 - iG Rio de Janeiro

Roger Waters e Pink Floyd criticam o sistema em “Another Brick In The Wall”. Alice Cooper celebra – de uma forma bem rebelde – a formatura em “School's Out". A sala de aula e o Rock n’Roll têm uma relação complicada e não faltam exemplos. Mas desde a última semana a tradicional faculdade PUC- Rio mostra que está disposta a romper com o tabu e oferece em sua grade um inusitado curso de extensão inteiramente dedicado a uma das principais bandas da história: Os Beatles.

"Beatles: história, arte e legado", ministrado pelo departamento de Letras da universidade, aborda toda a história, evolução artística e influência cultural e midiática do conjunto na sociedade pós-moderna. “Pretendemos cobrir toda a história dos Beatles, através dos discos e músicas mais relevantes, utilizando de clipes a trechos de filmes e aproximando o grupo da história do seu tempo. Além da história, vamos entender a filosofia do grupo inglês e, por exemplo, como a banda influenciou o movimento tropicalista aqui no Brasil”, explica o doutor em Literatura Brasileira pela PUC, pós-doutor pela Universidad de Salamanca, na Espanha, e coordenador do curso, o professor Júlio Diniz.

A ideia da especialização surgiu depois que  Eduardo Brocchi, professor de Engenharia na PUC e beatlemaníaco confesso, descobriu que a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, tem um mestrado sobre o quarteto. “Eu e alguns amigos ficamos com vontade de fazer, mas o curso demora quatro anos. Então, pensamos: temos que fazer isso aqui no Brasil!”, disse ele, que tem mais de 400 livros sobre o Fab Four e uma coleção de apetrechos raros como CDs, vinis etc.

São sete professores com as profissões mais distintas. Tem filósofo, jornalista e até dentista. Todos usando o seu connhecimento adquirido em livros, viagens e pesquisas sobre o quarteto de Liverpool. “Somos aficionados pelo universo dos quatro músicos mais importantes da segunda metade do século passado”, afirma o professor Luis Otávio Pinheiro, que também é titular no curso de Engenharia da PUC.

Os professores do curso: Júlio Diniz, Luis Otávio Pinheiro, Eduardo Brocchi e Carlos Augusto.


De beatlemaníacos a alunos

A primeira turma do curso "Beatles: história, arte e legado" é formado por 25 pessoas, com idades entre 19 e 61 anos. A jornalista Maria Estrella, de 43 anos, tem orgulho de dizer que foi a primeira inscrita. “Liguei todas as semanas para cá para saber quando começariam as inscrições. Sou beatlemaníaca e, por mais que saiba grande parte da história deles, sempre há algo novo para aprender”, diz.

A contadora Vera Nunes, de 57 anos, mora em Volta Redonda. Mas é tão fã de Beatles que gasta de duas a três horas para ir à Gávea, assistir às aulas do curso de extensão. Mas essa não é o primeiro sinal de devoção dela. Além de ter ido para Liverpool e rodado o Brasil atrás de Paul McCartney, ela batizou a filha dela com o nome de Maurine, primeira mulher do baterista Ringo Starr. “As aulas são uma boa oportunidade para conhecer outros apaixonados como eu e trocar experiências e conhecimento”.

A estudante do primeiro período de psicologia Theodora França, de apenas 19 anos, é a mascote da turma. “Por incrível que pareça, não comecei a gostar de Beatles por causa dos meus pais. Acho que eles começaram a escutar por minha causa”, conta ela, que acrescenta: “Como ainda não trabalho, são eles que estão pagando o meu curso. Mas tive que explicar que era importante para mim. Nunca é demais se aprofundar em algo que você já ama”, disse.


Outro aluno, o médico Rodrigo Toledo, de 37 anos, é fã de Beatles desde criancinha. Colecionador de material relativo à banda ele toca anualmente com sua banda cover Blue Beatles na International Beatle Week Festival, em Liverpool. “Geralmente, temos uma lembrança não agradável da sala de aula, com provas e testes. Nunca pensei estudar ídolos meus em uma faculdade. Para mim isso é um hobby, não é uma aula”.

“O sucesso abre portas para estudarmos outros ícones importantes da nossa cultura. A bossa nova, por exemplo, está um tanto quanto esquecida aqui no país. No entanto, lá fora, as pessoas são apaixonadas. Podemos fazer esse resgate”, analisa Diniz. A lista de espera para o curso "Beatles: história, arte e legado" já tem 13 nomes, o que pode resultar numa segunda turma, no segundo semestre. Cada aluno terá que desembolsar R$ 1.860 por 12 aulas.

É bom lembrar que os Beatles também criticaram escola e professores, como na música "Getting Better", composta por Paul McCartney. Mas esse curso, com certeza, eles aprovariam.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ele voltou!

Sim, Chico Buarque fará uma turnê
Além das músicas do novo CD, o compositor vai cantar antigos sucessos, como Geni e Sonho de Carnaval. Chico não sai em turnê há cinco anos
Em: 13/10/2011
Por: Danilo Casaletti, para Revista Época.

Desde que lançou seu novo álbum, Chico, que chegou às lojas em julho e já vendeu 80 mil cópias, havia uma dúvida se o compositor faria ou não shows para promover seu mais recente trabalho. A resposta chegou nesta quinta-feira (13). A assessoria de imprensa de Chico divulgou que a nova turnê do artista começa no próximo dia 5 de novembro, em Belo Horizonte. Depois, o show segue para Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo (confira as datas no final desta reportagem).Outras cidades devem ser incluídas.

O roteiro do show foi construído a partir das dez novas canções lançadas por Chico. Elas serão amarradas por 18 canções de seu vasto repertório. No palco, o artista estará acompanhando por Luiz Claudio Ramos (violonista e arranjador), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros).

Em seu site oficial, o mesmo pelo qual lançou seu disco, Chico postou um vídeo falando sobre a turnê. “Vamos mostrar uma pouco da nossa bagunça”, diz o compositor, referindo-se ao ensaio. Chico também diz que enquanto gravava o disco não quis pensar em turnê, mas depois mudou de ideia. “Fiquei com vontade de cantar ao vivo as músicas do disco”.

No video, Chico dá algumas dicas das canções antigas que devem estar no show, como “Sonho de Carnaval”, uma das primeiras músicas gravadas por ele. “Ela foi reservada para o bis. Isso é, se pedirem bis”, diz. Outro grande sucesso dele, “Geni”, nunca cantada em shows por ele, também vai estar no roteiro, segundo Chico.

A última turnê de Chico aconteceu em 2006, quando ele lançou o elogiado álbum "Carioca". A apresentação rendeu um DVD. Aliás, sair com um espetáculo após lançar um trabalho não é algo que atraia muito o compositor. Apesar de já ter lançado mais de 40 discos, nos últimos 36 anos, Chico saiu em turnê apenas seis vezes: Chico e Bethânia (1975), Francisco (1988), Paratodos (1994), As Cidades (1999) e Carioca (2006).
(fim da matéria)
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Os fãs devem estar apreensivos com essa novidade, já que não é sempre que o ídolo da mpb dá o ar de sua graça nos palcos. O grande ícone da música nacional, começa sua carreira na década de 60 se destacando em 1966 quando vence o Fesival de Música Popular Brasileira com a canção "A Banda".


Pouco antes disso, em 63, ingressa no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU). Porém, cursa apenas dois anos e para em 1965, quando começa a se dedicar à carreira artística.
Conhece Elis Regina, que havia vencido o Festival de Música Popular Brasileira em 65 com a canção "Arrastão", mas a cantora acabou desistindo de gravá-la devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque revela-se ao público brasileiro quando ganha o mesmo Festival no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com "A Banda", interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com "Disparada", de Geraldo Vandré e interpretado por Jair Rodrigues ). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro "A Era dos Festivais: Uma Parábola", revela que "A Banda" venceu o festival. O musicólogo preserva por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, consta que a música "A Banda" ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, vai até o presidente da comissão e diz não aceitar a derrota de "Disparada". Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente. No dia 10 de outubro de 1966, data da final, se inicia o processo que torna Chico Buarque uma unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes.



Chico e seus amigos do MPB-4
No festival de 1967 faz sucesso também com "Roda Viva", interpretada por ele e pelo grupo MPB-4 — amigos e intérpretes de muitas de suas canções. Em 1968 volta a vencer outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Como compositor, em parceira com Tom Jobim, com a canção "Sabiá". Mas desta vez a vitória foi contestada pelo público, que preferiu a canção que ficou em segundo lugar: "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré.

Socialista declarado, Chico se autoexila na Itália em 1969 devido à grande repressão da ditadura militar no Brasil. Lá faz espetáculos com Toquinho e tem suas canções "Apesar de você" (que dizem ser uma alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici, mas que Chico sustenta ser em referência à situação) e "Cálice" proibidas pela censura brasileira. Adota o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: "Milagre Brasileiro", "Acorda amor" e "Jorge Maravilha". Na Itália Chico torna-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima "Minha História", versão em português (1970) da canção "Gesù Bambino" (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino. Em viagem a França, torna-se amigo de Carlos Bandeirense Mirandópolis inspirando-se em uma de suas composições para criar a famosa "Samba de Orly".




Ao retornar ao Brasil, em 1970, se torna um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do país. Continua com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre "Construção" ou a divertida "Partido Alto". Apresenta-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontra para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chega a ter cédula de identidade e até mesmo concede entrevista a um jornal da época.





Uma das canções de Chico Buarque que critica a ditadura é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem a Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar. A canção se chama "Meu Caro Amigo" e é dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado "Meus Caros Amigos", do ano de 1976.

O "Eu Feminino" é outro traço marcante na carreira de Chico. São muitas composições que se notabilizam pela decantação de um "eu" feminino, retratando temas a partir do ponto de vista das mulheres com notória poesia e beleza. Esse estilo é adaptado em "Com açúcar e com afeto" escrito para Nara Leão. Continua nessa linha com belas canções como "Olhos nos Olhos" e "Teresinha", gravadas por Maria Bethânia, "Atrás da Porta", interpretada por Elis Regina, e "Folhetim", com Gal Costa, "Iolanda" (versão adaptada de letra original de Pablo Milanés), num dueto com Simone, "Anos Dourados" – um clássico feito em parceria com Tom Jobim para a minissérie de mesmo nome e "O Meu Amor" para a peça "Ópera do Malandro" interpretada por Marieta Severo e Elba Ramalho sendo que, para essa última, fez também "Palavra de Mulher".


Desde muito jovem, Chico conquista reconhecimento de crítica e público tão logo os primeiros trabalhos são apresentados. Ao longo da carreira se torna parceiro como compositor e intérprete de vários dos maiores artistas da Música Popular Brasileira como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Os parceiros mais constantes são Francis Hime e Edu Lobo.



Edu Lobo e Chico Buarque
Como grande artista que é, não figura apena nas música. Na carreira literária ganhou 3 prêmios Jabuti: melhor romance em 1992 (Estorvo), além do Livro do Ano, tanto pelo livro "Budapeste" (2004) como por "Leite Derramado" (2010).




Tem ainda obras teatrais completas compostas, como "Roda Viva" (escrita no final de 1967 com estreia no Rio de Janeiro no início de 1968, direção de José Celso Martinez Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio Pedro nos papéis principais); "Calabar" (escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto); "Gota D'água" (escrita com Paulo Pontes a partir de um projeto de Oduvaldo Viana Filho, tragédia urbana em forma de poema com mais de quatro mil versos); "Ópera do Malandro" (texto baseado na 'Ópera dos mendigos' (1728), de John Gay, e na 'Ópera de três vinténs' (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O trabalho partiu de uma análise dessas duas peças conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa e que contou com a colaboração de Maurício Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório) e "O Grande Circo Místico" (inspirado no poema do modernista Jorge de Lima, Chico e Edu Lobo compuseram juntos a canção homônima para este espetáculo, que estreou em 17 de março de 1983).




Com 53 discos lançados, 7 livros, 4 filmes (como ator e co-autor), 6 dvds, entre outros, Chico Buarque hoje é considerado grande ícone e referência da música popular brasileira. Um nome que tem um legado marcado na historia brasileira de forma irretocável.

Veja agora as datas da nova turnê de Chico Buarque:

Belo Horizonte:
Palácio das Artes / De 5 a 8 de novembro
Porto Alegre:
Teatro do Sesi / Dias 28 e 29 de novembro
Curitiba:
Teatro Guaíra / De 15 a 18 de dezembro
Rio de Janeiro:
Vivo Rio / De 5 a 29 de janeiro
São Paulo:
HSBC Brasil / De 1 a 25 de março




Baixe aqui algumas das músicas citadas nesse 
post e mais algumas de Chico Buarque que eu 
selecionei especialmente pra vc!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rock in Rio

Essa edição do festival mais comentado de todos os tempos está dando o que falar. Desde a venda relâmpago de ingressos até a escala das atrações para os dias de rock. Rock? Bem... essa é a questão mais discutida.
Sou roqueira, não suporto axé, pagode, muito menos sertanejo. Meu pai e meus tios tinham uma banda na época da Jovem Guarda e cresci ouvindo esse som e tb com Beatles, Raul Seixas, Pink Floyd por aí vai. É uma evolução natural não querer axé no meu player, não é? Não fui acostumada com esse tipo de música. E meus primos tb seguem o mesmo caminho.
Nesse final de semana, nos reunimos para um almoço de domingo e começamos a comentar como seria o show do Metallica (que eu AMO e foi mesmo sen-sa-cio-nal) e as demais atrações do dia mais metal do festival. Aí, um dos meus primos, o mais afetado musicalmente posso dizer assim, começou a me metralhar perguntando se eu tinha conseguido assistir "a palhaçada do pop in rio". Bem, eu respirei fundo e disse que um festival desse tamanho não conseguiria sobreviver com toda aquela estrutura se não fosse o pop. Infelizmente!
Eu não gosto da Rhyanna nem da Katy Perry, mas assisti aos shows e adorei. Elton John tb arrasou com um piano impecável. Nisso, meu primo riu e insistiu que isso não é Rock in Rio! E eu emendei: "amore, se fossem apenas atrações de rock e heavy metal em todos os 7 dias, o público não seria nem de 50mil por dia! O primeiro dia trouxe 100 mil pessoas, vc tem noção desse número?! Vc tem noção da grana que rola pra isso acontecer?"
Realmente se não fosse o pop que muita gente (inclusive eu!!) torce o nariz, um evento desse porte e que cresce mais a cada edição não se realizaria.
Ontem o Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, lançou em seu blog um texto falando a mesma coisa que eu tentava explicar para o meu primo, de uma forma bastante coerente e plausível.
Divido com vcs agora!
Bjs
Cintia

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Rock in Rio - eu vou criticar


Para começar , não faço media com ninguém. Nunca precisei fazer e se tivesse feito, talvez não enfrentasse tantos obstáculos para manter o que consegui na raça. Então, me dê licença que também quero falar.

Desde que começaram os primeiros boatos de que o Rock in Rio voltaria para o Brasil, antes mesmo de sonhar em tocar no evento, já comemorei! Estive em duas edições do Festival e tive o privilégio de assistir a shows memoráveis.

Quem mora no Rio de janeiro e gosta de Rock, sabe o quanto é complicado ter acesso a boas apresentações de artistas internacionais na cidade. O Rio, há tempos, saiu do circuito principal do segmento, tornando-se uma cidade que se dedica a exaltar em geral, apenas o que está em evidência.

Quem conhece a história do Rock in Rio, sabe que esta celebração nunca foi EXCLUSIVAMENTE dedicada ao Rock'n'Roll.  Em 1985, variados artistas participaram, desde Morais Moreira e Pepeu Gomes até Ivan Lins e James Taylor.

Em 91 mais uma vez, uma penca de artistas POP e de ritmos regionais tiveram o privilégio de desfrutar de grandes públicos no Maracanã. Aha, New Kids on The Block, George Michael, além dos Brasileiros Alceu Valença, Elba Ramalho, entre outros que não estão contextualizados no que se considera Rock n’Roll. O mesmo se repetiu na edição de 2001 e naturalmente no elenco do atual.

POR QUE?

Simples, minha gente.

Um festival desse tamanho no BRASIL, não é bancado apenas por atrações de Rock. Embora tenhamos muitos fãs fieis ao estilo, a grande maioria dos brasileiros não tem qualquer apego a utopia e a filosofia Rock que muitos de nós temos. Quem praticamente banca a vinda de artistas de rock consagrados no exterior com cachês milionários é o público que consome o Pop.

HEIN????????? Não entendi, Tico Santa Cruz.

O que quero dizer é que um festival da grandiosidade do Rock in Rio, não consegue reunir em 7 dias dedicados exclusivamente ao Rock, público suficiente para arcar com todos os custos do evento. Já viram a estrutura? Já pararam para pensar em quanto custa para levantar tudo aquilo, para trazer equipes, pagar os equipamentos, cachê dos artistas e tudo mais que esta relacionado a uma produção deste tamanho?

Estamos falando de investimentos milionários. Alguém vai entrar nessa para se arriscar a perder?

Há tempos que o Rock in Rio se tornou uma marca. É um dos mais importantes festivais do mundo e vai agregando valores a cada edição. Quem desdenha do fato de não haver só Roqueiros no Casting, ou é ingênuo ou é burro.

Se em países que tem o Rock como musica popular originalmente já não existe mais essa exclusividade, quem dirá no Brasil do Sertanejo Universitário, dos Axés, Pagodes e Sambas.  Estes sim, ritmos tradicionais do nosso território. Sendo assim, é preciso que se pense no Festival de forma equilibrada, tanto artisticamente como financeiramente.

Artisticamente, o Festival privilegiou como sempre fez, pelo menos 3 dias inteiros exclusivamente dedicados ao Rock. Tivemos Metallica, Motorhead, RHCP. Teremos ainda, Guns n’Roses, System of a Down entre outros nomes importantes. Se não conseguiram trazer ainda mais artistas que gostaríamos de assistir, foi por conta das agendas e das logísticas que bandas grandes detém. Nem sempre é Possível conciliar.

Quem banca praticamente estes 3 dias de Rock, é o público que gosta de POP. Pois são eles que acabam por esgotar rapidamente os primeiros ingressos, dos dias mais populares. Artista GRINGO nem aparece no Brasil se não estiver com o dinheiro em  sua conta bancária.

Particularmente, não achei ruim os shows que vi pela TV nos dias de Pop. Não conhecia praticamente nada e adorei a Katy Perry, por exemplo. Achei que mesmo deslocado, Elton John fez um baita show e sofreu apenas com a falta de educação dos mais jovens que estavam sedentos pela Rihanna. Então, entra a polêmica do AXÉ.

Por que Axé no Rock in Rio? E todo esse blá blá blá, com relação a apresentação de Cláudia Leitte, que fez um desabafo no seu Blog e gerou ainda mais polêmica.

É simples, atualmente o que a MASSA escuta é Cláudia Leitte, Ivete Sangalo, Luan Santana, Restart, Nxzero, e grupos que tem orientações voltadas para o público mais adolescente e com abordagens mais simples e acessíveis. É o que o Brasil consome, é o que lota micaretas, lota casas de shows e leva CONSUMIDORES aos lugares.

Não assisti o show da Cláudia Leitte, não gosto de axé, mas conheço a Claudia de Bastidores, assim como conheço a Ivete, e outros artistas de segmentos dos quais não suporto a música, mas isso não me faz crer que pelo FATOR COMERCIAL, eles não sejam importantes para os organizadores. São as estrelas do MOMENTO e um festival se baseia também, pelo que está em ALTA ATUALMENTE. Tanto é, que o público não só não vaiou a Claudia Leitte, como ainda pulou na corda do Caranguejo e bebeu a água Mineral do Carlinhos Brown que foi enxotado pelo público Brasileiro em 2001 e é um artista respeitadíssimo no exterior.

Também acho que o AXÉ, já tem espaço suficiente e não precisava estar no Rock in Rio, mas se está, podem acreditar que é exclusivamente por uma questão financeira e não pelo conceito. Se o público de massa gosta de axé, é o axé que eles vão querer assistir. O senso crítico musical da grande maioria é tão volúvel, que o objetivo maior é apenas se divertir e celebrar a oportunidade de participar de um evento que oferece centenas de outras atrações além da música.

Nós que gostamos de Rock é que vamos apenas pelo som. A maioria vai para entretenimento puro, beijar na boca, arrumar namorados e namoradas e sorrir, ficar bêbado e arrumar um monte de histórias legais para contar. Qual é o problema nisso?

Falo por mim mesmo, que é muito cômodo ficar pelas redes sociais malhando o evento e os artistas e brincar, como brinquei o tempo inteiro pelo twitter, do que buscar a história do Festival e o mecanismo que faz um gigante como esse conseguir andar.

Todos tem o direito da livre expressão, tanto os críticos, quanto os criticados, mas alimentar essa picuinha com esse discurso de que o Rock in Rio deveria se Chamar POP in Rio ou qualquer outra porcaria é desconhecer COMPLETAMENTE a história do FESTIVAL.

Jamais hei de comparar os artistas regionais de 85, com os da atualidades, pelo simples contexto GERAL, que envolve tal abordagem. O fato é que naquela época essas mesmas criticas foram feitas, e no fim lá estavam muitos que meteram o pau, se divertindo nas pistas do Evento.

Então, vamos ter um pouco mais de maturidade, se possível for, e incentivar que cada vez mais aconteçam eventos como esse. Porque é bom para todo mundo. É bom para a cidade que recebe, é bom para a economia, é bom para quem está trabalhando, para quem quer se divertir e para quem quer curtir os shows. Se o artista que está no palco não lhe agrada, você tem todo o direito de criticar e até de vaiar, mas tenha o bom senso de entender o porquê de certas escolhas. Numa hora dessas não é só o coração que determina quem estará em cima do palco. Existem muitas outras variáveis.

Dou graças a Deus do Rock in Rio ter voltado para cá. E no dia que fui, percebi que a produção esta IMPECÁVEL, digo isso por ser veterano dessa festa, tem 20 anos desde a primeira vez que tive a chance de pisar no solo do Festival.

Só fui no dia que me interessou, mesmo tendo passe livre para circular a vontade em qualquer outra data. E não estou aqui escrevendo isso só porque tive o PRIVILÉGIO de ser escalado para uma chance tão importante. Digo isso, porque gosto do Festival e porque torço para que outros aconteçam e possam tanto revelar novos artistas, como consagrar antigos e mais do que isso, proporcionar encontros inusitados propostos pelo Palco Sunset  e divertir aqueles que estão lá sem compromisso ideológico.

Fico constrangido quando vejo artistas e colegas falando mal do festival pelo simples exercício de falar mal, porque DUVIDO que recusariam o convite caso tivessem recebido.

Sem hipocrisia alguma, vivemos num mundo capitalistas e a virtude desse festival é exatamente conseguir equilibrar na medida do Possível, atrações meramente comerciais com atrações de conceito. Por trás das cortinas, existe muito mais do que apenas a grade de atrações que vocês recebem.

Bom festival para todos. Espero fazer um bom show e depois vou me esbaldar com System e Guns. Dia do Rock.

Abs
Tico Sta Cruz

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Björk e sua arte

To aprendendo a ouvir e curtir esse som. É confuso, mas é bom.
Mas que ela não deixa de ser uma grande artista, isso é verdade!!!!
Cintia

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Björk é um exemplo de cantores que se preocupam com seus videoclipes não apenas como uma divulgação comercial, mas realmente como obras de arte. E no caso de "All is Full of Love", isso toma proporções literais.



"All is Full of Love" foi o último e mais popular single do álbum Homogenic. E mais confuso. Pra entender um pouco, vamos ao conceito de single. Antigamente, na época dos LPs, os artistas lançavam álbuns completos em LP (Long Play), compilações com menos músicas em EPs (Extended Play) e as músicas de trabalho, geralmente só as que as pessoas queriam adiquirir, em Singles. Eram como os compactos no Brasil, no Lado A a música original e um remix, e do Lado B (o famoso B-side) uma música que não tenha entrado no álbum mas que era boa demais pra se deixar de lado, além de um Acapella para os DJs.

Björk lançou o "All is Full of Love" com a Versão Original, e outros remix. Mas no CD Homogenic a música era um remix de Howie B. O original no single e o remix no álbum? É. Confuso? É? Mas lembre de que estamos falando da Björk. A versão original é usada no clipe, e diga-se de passagem, muito mais tocante que a do álbum.


Pois bem, a música fala de como o amor está presente ao redor e dentro de nós, mesmo que não o aceitemos ou não possamos enxergá-lo. Björk a compôs num passeio pelo jardim após uma forte chuva, quando ela lembrou das histórias Vikings. Mesmo após toda a guerra e catástrofe, tudo se enchia de amor. Pra transcrever todo o lirismo da música em linguagem audiovisual, Björk chamou Chris Cunningham, diretor de videoclipes, videoarte e comerciais.

Ao ouvir a faixa pela primeira vez, ele escreveu em um papel "Sexual, Leite, Porcelana Branca, Cirurgia". Segundo o diretor, ele colocou no clipe coisas que rondavam a adolescência, como robôs e pornografia. Björk concordou com a ideia imediatamente, pois havia chegado em Londres com um livro de Kama Sutra, servindo de referência para o clipe.


Tudo começa no escuro, com as luzes acendendo gradativamente. Numa mesa, um robô com o rosto da cantora está deitado, recebendo manutenção de braços robóticos. Enquanto canta, outro robô, idêntico, a acompanha na música.


No ponto alto, quando a música se torna cheia de sons não simétricos, caóticos e extremamente delicados, as duas começam a se beijar intensamente. Os sons de harpa se misturam com os ruídos industriais, construindo uma atmosfera dúbia: amor x artificialidade, harpas x ruídos, claro x escuro. Poesia jorrando entre efeitos hi-tech e a intensidade de Björk.


Para executar o clipe, Chris usou unicamente robôs em tamanho real (o clipe é de 1997). A cabeça da réplica foi desprezada. Gravaram Björk cantando na mesmpa posição das peças.


Com edição de vídeo e CGI, criaram a cabeça robótica e utilizaram somente a boca e os olhos da cantora.


Para os braços robóticos foram criadas animações 3D. Essa mistura de 2D com 3D, real e edição constroem ainda a linguagem dualista. Você não sabe definir exatamente o que é real ou não!


O video foi indicado a vários prêmios, incluindo o Grammy de melhor Curta. Ganhou o VMA. Para completar (o que disse sobre ser uma obra de arte) o clipe está em exposição permanente no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Outra polêmica foi o filme "Eu, Robô". Os andróides do filme, de 2004, são incrivelmente parecidos com os do clipe, de 1997. Chris Cunningham não se pronunciou sobre, mas todos comentaram a incrível semelhança. O site Low Culture fez um lado-a-lado das semelhanças:


O Amor e a poesia estão em todo lugar. Você consegue sentir?


Por: Julio - Metheoro.net
Link da postagem

domingo, 3 de abril de 2011

Café, Cachaça e Chorinho 2011

Choro brasileiro e gastronomia no cenário das fazendas do século XIX. É nesse cenário que acontece o tão esperado evento que enche de alegria o Vale do Paraíba: "Café, Cachaça e Chorinho".

O circuito de outono é uma viagem nos cenários histórico-culturais das fazendas de café e vilas do século XIX para descobrir os encantos do Vale do Café com sua arquitetura, costumes, gastronomia, música, folclore e artesanato. O eventro acontece simultaneamente em Barra do Piraí - Ipiabas, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Piraí, Valença - Conservatória e Vassouras. Cada cidade apresenta uma programação ligada ao tema e mostra toda sua hospitalidade e cultura.

Vale a pena acessar o site do evento e consultar a programação de cada cidade. Além de conhecer mais sobre a festa, vc vai navegando embalado ao som de um choro delicioso de Carlos Henrique, do grupo Vale dos Tambores, um dos grandes compositores de choro da região. A música "Jogueiro" ao mesmo tempo em que devolve a homenagem aos mantenedores de uma cultura que atravessou todo o Ciclo do Café no Vale, compreende que os mesmos tiveram participação fundamental na construção da linguagem do choro brasileiro, pois esses jongueiros que cantavam e dançavam o jongo em torno da Bacia do Paraíba, eram os mesmos que formavam as famosas bandas de escravos que tiveram no vale a sua mais extensa representatividade.

Fazenda do Arvoredo - Barra do Piraí
É nesse clima que vai acontecendo a festa, cheia de detalhes, histórias, curiosidades e diversão. Os visitantes vão poder encontrar além de um excelente clima, um verdadeiro passeio pela história do estado do Rio de janeiro, com sua suntuosa arquitetura rural do Ciclo do café. São casarões, fazendas, senzalas, um patrimônio cultural riquíssimo que vale a pena ser visitado e explorado. Isso sem falar na exuberância da mata Atlântica emoldurando todo esse cenário.

Fazenda Bocaina - estrada Barra Mansa - Bananal
Mais informações: Café Cachaça e Chorinho 2011

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Crônicas da decadência

Guitarrista do grupo Titãs, Tony Bellotto, narra a história de um roqueiro em maré baixa. Esse é o novo livro lançado pela Companhia das Letras e mostra um bellotto mais contemplativo e perdido em suas meditações sobre arte, vida e envelhecimento.
Matéria de Carlos Messias, para a revista Rolling Stone (out. 2010).

Cintia
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Esqueça sa complexas tramas policiais e o suspense iminente que fizeram a fama do Tony Bellotto escritor com a trilogia Bellini (1995, 1997, 2005). Mas, se você gosta do protagonista desses livros, aquele tipo canastrão que enxerga um viés sexual em tudo e não tem medo de assumir os próprios defeitos, vai se deliciar com "No Buraco", primeiro romance adulto do guitarrista dos Titãs a se passar longe dos distritos policiais. Desta vez, o protagonista é o Teo Zanquis, ex-guitarrista de uma banda de um hit só dos anos 80 que, nos tempos atuais, amarga uma longa e contínua derrocada, sozinho ou na companhia de Lien, sua namoradinha de 19 anos. De suas memórias oitentistas saem as cenas mais engraçadas , já que o protagonista olha para aquele "período trágico" sem o menor saudosismo. E dá-lhe referências pop. Seu sarcasmo é ainda mais afiado do que o de Bellini, e o autor se permite ser mais descritivo quanto aos detalhes sexuais. Mas 'No Buraco' não se resume a um livro de humor, e o drama do roqueiro derrotado convence. O vocabulário do autor é totalmente coloquial e admiravelmente preciso, o que garante o bom ritmo da história e a fluidez da leitura.

Entrevista:
- O livro trata de um guitarrista de rock decadente. Tirando a parte do sucesso, o quanto de Teo Zanquis é autobiográfico?
- O Teo Zanquis tem muita coisa minha. E náo é só uma projeção tipo "Tony versão frustrada". Por mais sucesso que você faça , o fracasso é sempre uma sombra constante, ameaçadora e instrutiva. Ninguém está satisfeito com o que tem. Para mim, a questão principal desse personagem não é nem o fato de ele ser um guitarrista, fracasado ou não. É o fato de ser um homem que completa 50 anos e se depara pela primeira vez com a finitude da vida. E nisso eu e o Teo somos a mesmíssima pessoa.

- No livro, você se refere aos anos 80 como um período trágico para a nossa cultura. Algum  arrependimento, do ponto de vista artístico?
- Olha, essa é uma visão do Teo Zanquis, que, como você já percebeu é um sujeito extremamente recalcado e ressentido. Há algo de desdém nessa visão. Apesar de concordar com o Teo que alguns figurinos e cortes de cabelos dos anos 80 eram pavorosos, vejo muita qualidade em vários trabalhos da época, como o de bandas como a minha, Titãs, Paralamas,  Legião, Blitz, artistas como Lulu Santos etc. Por outro lado, devo concordar com Teo Zanquis quando ele diz que as bandas brasileiras da época copiavam deslavadamente as estrangeiras.

- O quanto das memórias de Teo são baseadas nas suas experiências?
- Quase tudo o que está no livro. Não quer dizer que eu tenha vivido tudo aquilo ípisis litteris. O grande fascínio da ficção é justamente poder alterar e distorcer a realidade à vontade. Descrevo situações que vivi, muitas que presenciei, algumas de que ouvi falar e outras coisas eu inventei, claro.

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Leia mais em: www.rollingstone.com.br

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Deixe a Rita em paz!!!!

Adorei essa matéria que saiu na Rolling Stone desse mês.
O que vcs acham? Concordam em dizer que realmente essa banalização, essa "lucianohuckzação" de querer fazer sempre tudo certinho apenas para agradar a todos é legal?  Eu não concordo e acho que ninguém deve mudar seu ponto de vista e seu jeito de agir e pensar só para parecer bonitinho para os outros. Opinem.

Bjs
Cintia
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Deixem a Rita em Paz
Por: Miguel Sokol
Revista Rolling Stone, Outubro, 2010.
Coluna Vida Pop

Como alguém ousa ameaçar a Rita Lee? Ela é humana! E corintiana! (snif) Vocês tem sorte que ela ainda cante pra vocês, seus desgraçados! (snif, snif) Deixem a Rita Lee em paz! (buááá...).

Eu seria emo se a Rita Lee fosse a Britney Spears, mas não é o caso. Rita em cérebro e foi ele, aliás, o grande culpado do ataque covarde e cruel que a cantora sofreu. Tudo começou quando ela aderiu ao twitter - mas não para fazer um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Fugindo à regra, Rita tem o que dizer e, no caso, foi contra a construção do estádio do seu time  do coração em "ritaquera", pelo menos pelo menos da forma que está sendo construído. E aí, o império contra-atacou. A  cantora foi ameaçada e chegou a abandonar a rede social  temendo pela sua segurança depois que, usando as palavras dela, "o Cansástico lhe atirou aos leões".

O mundo (virtual e real) não está mais preparado para artistas que tem o que dizer. Se estivesse, Justin Bieber não lançaria uma autobiografia aos 16 anos de vida. devem ser umas sete páginas para contar a vida e mais umas 700 de agradecimentos - e o pior é que vai vender que nem disco de padre. Agora é assim: artista legal, é artista bonzinho. Um fenômeno perigoso que o apresentador Rafnha Bastos, do CQC, chamou de "lucianohuckzação", uma "bundamolização" generalizada que está transformando o nosso planeta em uma imensa chapa branca. Sim, o fenômeno é mundial, tanto que Justin Timberlake e Keith Richards foram parar no mesmo disco, o novo da Sheryl Crow! me dá calafiro só de imaginar o resultado, mas é bom ir se acostumando porque no mundo "lucianohuckzado" é assim: todo mundo tem que gostar de todo mundo.

Susan Boyle viajou da Grã-Bretanha aos EUA só para cantar "Perfect Day" no programa de calouros America's Got Talenet. Mas Lou Reed, o dono da música, proibiu sumariamente e, quando perguntaram porque, ele disse: "Eu não gosto de Susan Boyle". Susan voltou para casa chorando, a notícia repercutiu e, uma semana depois, Lou deixou a coitadinha gravar a bendita música no seu próxiumo disco.

Dito isso, eu proponho um teste: você acha que, tipo assim, foi muito fofo o Lou Reed reconsiderar?
(     ) Sim          (     ) Não

 Se você assinou "sim", você está "lucianohuckzado" e mais, foi por sua causa que Lou cedeu. Ele é mais uma vítima dessa "bundamolização" generalizada. Mais personalidade, mais opinião e menos "lucioanohuckzação". Deixem o Lou Reed em paz. Deixem a Rita Lee em paz!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Kurt Cobain à venda

Um retrato. E no valor de US$ 12 mil.
É isso mesmo, um retrato de Kurt Cobain, o ídolo grunge dos anos 90, está à venda em São Paulo na feira SP - Arte Foto, que começou na quarta-feira (8). O retrato foi feito pelo fotógrafo Mark Seliger e pertence à galeria nova-iorquina 1500.

 Alguém se interessa??


Fonte: Folha, coluna Mônica Bergamo

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E  por falar em Kurt Cobain, a aguardada cinebiografia do astropromete ser "caótica", revelou o diretor da produção Oren Moverman. Segundo o site "NME", o diretor afirmou que o filme - ainda sem data para estrear - deverá reproduzir o tom áspero que foi a vida do líder do Nirvana.
O roteiro será parcialmente baseado na biografia "Mais Pesado que o Céu", de Charles R. Cross. Mas, de acordo com o diretor, pode evitar o óbvio na história de Kurt: "As pessoas conhecem o resumo da vida dele - ele tomou montes de heroína, escreveu 'Smells Like Teen Spirit', se tornou o maior astro do rock do mundo e se matou. Para mim, essas são as coisas menos importantes", afirma Moverman. 
Agora é esperar para ver o resultado...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma expo para Jimi Hendrix

Essa eu queria ver bem de perto! Abrem-se as portas do apartamento do ídolo roqueiro Jimi Hendrix. Ícone das guitarras dos anos 70 que morreu hediondamente aos 27 anos, afogado no próprio vômito em um quarto de hotel no dia 18 de setembro de 1970, depois de ingerir um coquetel mortal de soníferos e vinho tinto.
Veja a matéria na íntegra abaixo!
Bjs
Cintia
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O apartamento de Londres onde viveu Jimi Hendrix abrirá suas portas ao público em setembro, 40 anos depois da morte do lendário guitarrista.
Hendrix, cujos sucessos incluem "Purple Haze" e "Hey Joe", tinha 27 anos e estava no auge da carreira quando morreu, afogado no próprio vômito em um quarto de hotel no dia 18 de setembro de 1970.
O músico americano havia alcançado a fama pouco antes de se mudar dos Estados Unidos para a Inglaterra, onde se instalou em 1968 com a namorada Kathy Etchingham no número 23 da rua Brook, no elegante bairro de Mayfair.
O apartamento abrirá suas portas excepcionalmente durante 12 dias em setembro, coincidindo com o aniversário de sua morte. O imóvel pertence à Casa Museu de Georg Friedrich Hendel, compositor barroco de origem alemã nacionalizado britânico que morou no mesmo edifício. Conta-se que Hendrix, ao saber disso, correu para a loja de discos mais próxima para comprar uma cópia do "Messias".
O local também abrigará a partir desta semana uma exposição sobre Hendrix, na qual o visitante poderá ver suas guitarras e até um curioso autorretrato, além de roupas usadas pelo músico em shows, como uma colorida jaqueta de veludo estampada e um chapéu.
Kathy Etchingham contou que os 18 meses que Hendrix passou no apartamento foram a primeira vez em que o ídolo do rock sentiu ter sua própria casa: "Estávamos encantados por ter nosso pequeno espaço próprio, onde Jimi podia descer da montanha-russa da fama e fortuna e se esconder", lembra Kathy, "...podíamos ser como qualquer outro jovem casal, assistir Coronation Street (uma das séries de TV mais populares do Reino Unido na época) e beber chá com leite ao invés de whisky com Coca-Cola".


Outras estrelas da música dos anos 60, como o Beatle John Lennon, vinham visitar o guitarrista - que, por sua vez, também jurava receber visitas do fantasma de Hendel -, relata Martin Wyatt, subdiretor do museu e curador da exposição.
O estilo de sua vida londrina respalda a descrição de Jimi Hendrix como um homem tranquilo, apesar do personagem que encarnava nos palcos quando incendiava guitarras e tocava solos distorcidos com os dentes.
"Ele era muito calmo, muito agradável e amigo das diversões. Seu estilo de vida não era de maneira nenhuma selvagem, como as pessoas imaginam", lembra Roger Mayer, que trabalhou como engenheiro de som no arranjo de músicas como "Purple Haze".


Fonte: G1 Pop e Arte
Por: Da France Presse, em 26/08/2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Elvis em quadrinhos

Um ícone do rock merecia uma homenagem dessas, não é verdade? Sempre curti as músicas dele desde pequena, pois meu pai tinha um conjunto e eles tocavam muitas músicas dele. Assim, foi um caminho natural eu gostar muito de rock, mpb e músicas de qualidade.
Adorei a ideia e espero poder ter um exemplar nas mãos!
Bjs,
Cintia
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O cantor norte-americano Elvis Presley (1935-1977) é, sem dúvidas, um dos grandes nomes do rock'n'roll de todos os tempos. Com seu topetão, voz grave, passos originais e roupas extravagantes, influenciou toda uma geração, que até hoje ouve suas músicas incansavelmente - seja nas batidas originais ou nas versões remixadas nas baladas. Para homenagear este ícone pop, chega ao mercado brasileiro a biografia em quadrinhos "Elvis" (8Inverso Editora).
Organizada e roteirizada pelos quadrinistas alemães Titus Ackermann e Reinhard Kleist - este último também autor da graphic novel "Johnny Cash - Uma Biografia", de 2009 -, a obra é separada em dez capítulos ilustrados por artistas europeus diferentes, como Nic Klein, Uli Oesterle, Isabel Kreitz e Thomas von Kummant. Já Ackermann faz um trabalho com desenhos que remetem à fotos históricas da iconografia do astro. "Grande parte das impressões causadas pelos estilos gráficos da obra sofre influência direta dos textos ali incluídos", conta Cássio Pantaleoni, diretor-geral da 8Inverso.
As histórias, por sua vez, trazem detalhes de sua conturbada trajetória, incluindo passagens sobre o início do sucesso, a participação em produções de Hollywood e a decadência aos 40 anos, quase desfigurado e no limiar de sua morte.


Publicado na Alemanha em 2007, "Elvis" foi lançado naquele mesmo ano na França e, em abril de 2010, na Holanda. O livro chega às livrarias brasileiras antes mesmo da própria versão em inglês. "Publicar biografias de ícones da música mundial representa a oportunidade de estabelecer um contato direto com diferentes tipos de leitores", diz Pantaleoni.



♦ "Elvis"
Autor: Titus Ackermann e Reinhard Kleist
Editora: 8Inverso
Tradução: Margit Neumann e Michael Korfmann
Páginas: 220
Preço: R$ 63,00


Fonte: Uol Entretenimento

quarta-feira, 21 de julho de 2010








♦ Festival de Gramado - Foram divulgados nesta segunda-feira (19) os filmes que vão disputar os Kikitos do 38º Festival de Gramado, um dos mais importantes do cinema no Brasil. Além dos longas, o Festival de Gramado, que será realizado entre os dias 6 e 14 de agosto, também inclui uma competição de curtas-metragens. O Festival é realizado anualmente durante o inverno em Gramado (RS) e deve, além da exibição dos filmes das mostras competitivas e das paralelas, incentivar diversos debates, encontros e seminários sobre o cinema no Brasil e na região ibero-americana.

♦ Driblando a  Pirataria - As reedições revistas e ampliadas de álbuns de catálogo voltam ao mercado para ajudar na recuperação da saúde financeira das gravadoras e promovem a festa entre colecionadores e aficcionados por música. Artistas como Jimi Hendrix, Beatles, The Clash, Rolling Stones, The Stooges e Miles Davis, além dos brasileiros Jorge Ben Jor, Wilson Simonal, Dolores Duran, Nara Leão e Cazuza, entre outros, voltaram a ocupar as prateleiras das lojas em relançamentos turbinados por faixas-bônus, áudio remasterizado, documentários em DVD e encartes luxuosos com textos informativos, fotografias inéditas e fichas técnicas completas.A tendência não é exatamente uma novidade, mas ganhou mais força com a pirataria (matéria completa aqui).

Maria Gadú grava dvd ao vivo - Depois de ganhar disco de platina pelo trabalho de estreia, Maria Gadú vai agora registrar em DVD o show que levou durante um ano por todo o Brasil, incluindo novas músicas e participações especiais. Gadú promete surpresas e vai levar ao palco músicas do seu primeiro disco e amigos que fizeram parte da sua história. A gravação do "Multishow Ao Vivo - Maria Gadú" será na quinta-feira (29), no Credicard Hall, em São Paulo.

♦  Artista brasileiro é documentado em livro e video - Entre 2005 e 2008, o artista paulistano Stephan Doitschinoff, também conhecido como Calma, morou na cidade de Lençóis, no interior da Bahia, onde se dedicou a "pintar uma cidade inteira", como ele conta no documentário "Temporal - The Art of Stephan Doitschinoff", que foi lançado quarta-feira (6) junto ao livro "Calma - The Art of Stephan Doitschinoff" (ed. Gestalten, 160 pgs.) no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. Em Lençóis, Doitschinoff pintou muros, capelas e casas de moradores. O documentário, de cerca de 13 minutos, e o livro registram o processo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Metendo o pé na Lama

Um lançamento indispensável pra publicitários, mas uma excelente leitura para os que curtem música e cultura de uma forma geral.
"Metendo o Pé na Lama" traz curiosidades sobre um dos maiores eventos musicais que surgiu no Brasil e hoje já alcançou o mundo: O Rock in Rio. Abaixo selecionei os anúncios do lançamento do livro, muito legais por sinal, e um recado do autor, Cid Castro (publicitário e o criador da marca Rock in Rio Festival).
Espero que curtam!

Bjs
Cintia
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Queridos amigos,

Passados 6 meses do lançamento do meu livro sobre o 1º Rock in Rio, gostaria d agradecer os comentários
q venho recebendo d todos. Divertido é a palavra mais utilizada pela maioria.
E se a voz do povo é realmente a voz de Deus, acho q Ele tbm deve estar dando boas risadas...
Risadas produzem endorfina, o q faz bem p todo o corpo!
Agora só preciso q uma parte muito sensível do meu corpo tbm fique contente: o bolso!
Por isso peço a vcs q enviem para a sua lista d email esses anunciozinhos divulgando o livro, assim ajudarão o autor a unir o útil ao agradável.

Abs a todos
Cid Castro





Quem quiser comprar o livro, é só clicar aqui!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Quarta Cultural em VRedonda

Passada rápida e mortal para divulgar um evento super legal aqui em Volta Redonda.

Beijosssssssss
Cintia
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Café, Cachaça e Chorinho - 2010


Chegou a época. Agora "Café, Cachaça e Chorinho" passa a fazer parte do nosso outono. Essa é uma das melhores conversas. Confiram a programação e participem, vale a pena!

Bjs,
Cíntia
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O circuito "Café, Cachaça e Chorinho" é uma viagem ao cenários histórico-culturais das fazendas e vilas do século XIX para descobrir os encantos do Vale do Café, sua arquitetura, costumes, gastronomia, música, folclore e seu artesanato. Uma viagem inesquecível.

A região do Vale do café é composta por 14 cidades do estado do Rio de Janeiro, que tem sua história ligada ao ciclo do café. Oferece aos visitantes além de um excelente clima, um verdadeiro passeio pela história do estado, com sua suntuosa arquitetura rural do ciclo do café. São casarões, fazendas, senzalas, um patromônio riquíssimo que vale a pena ser visitado e explorado.

♦ Programação:


15 de abril – quinta-feira:

20h: Abertura da exposição “Império do Café” e esquete teatral com personagens históricos do século XIX
Elaboração e Coordenação: Ana Maria Bastos Seraphim.
Local: Centro de Cultura Fazenda da Posse. Rua Dário Aragão nº 02 – Centro – Barra Mansa – RJ.
Realização: PMBM / SESI.

21h: Show de Chorinho
Local: Centro de Cultura Fazenda da Posse. Rua Dário Aragão nº 02 – Centro – Barra Mansa – RJ.
Realização: PMBM


17 de abril – sábado:


10h: Abertura da exposição sobre o livro “Café, um grão de história” – Editora Dialeto
Direção e Fotografia: Vito D´Alessio , Texto: Sérgio Túlio Caldas.
Produção Vale Imperial: Ana Maria Bastos Seraphim, Sonia Maria Mattos Lucas.
Local: Palácio Barão de Guapy (Biblioteca Municipal) – Rua Custódio Ferreira Leite, nº 01 - Centro.
Realização: PMBM

13h: Feijoada na Fazenda São Lucas
Apresentação musical: Show de Chorinho
Degustação de drinks com cachaça.
Local: Rodovia Lúcio Meira – BR393, Km 295 – Jardim Guanabara, 800.
Venda antecipada de convite camiseta: R$ 25,00.
Contato: (24)3342-7678 / (24)9979-1758.

15h: Oficina "Café com Requinte", com o barista George Gepp.
Local: SESC Barra Mansa. Rua Tenente José Eduardo, 560 – Ano Bom.
Classificação: 18 anos
Entrada Grátis
Vagas limitadas – Inscrições no Setor de Cultura
Tel.: (24)3324-2807
Realização: SESC Rio de Janeiro

 
18 de abril – domingo:


12h: Dito e seu grupo de Chorinho - Apresentação musical de clássicos do choro
Local: SESC Barra Mansa. Rua Tenente José Eduardo, 560 – Ano Bom. Tel.: (24) 3324-2807
Classificação: livre
Entrada Grátis
Realização: SESC Rio de Janeiro


21 de abril – quarta-feira:

10h: Chorinho itinerante pelo Centro de Barra Mansa
Concentração: Praça Ponce De Leon (Igreja Matriz de São Sebastião)
Realização: PMBM


23 de abril – sexta-feira:

10h: Chorinho itinerante pelo Centro de Barra Mansa
Concentração: Praça da Liberdade
Realização: PMBM

20h30min: Samba, Choro & Cia
Uma noite com muito samba, choro, gafieira e gastronomia típica.
Degustação de diversas receitas elaboradas com café pelo barista George Gepp.
Apresentação do cantor e violonista Thales Dias.
Local: SESC Barra Mansa - Rua Tenente José Eduardo, 560 – Ano Bom. Tel: (24)3324-2807
Classificação: 14 anos
Entrada Grátis
Realização: SESC Rio de Janeiro


24 de abril – sábado:

15h: Oficina "Café com Requinte", com o barista George Gepp
Local: SESC Barra Mansa - Rua Tenente José Eduardo, 560 – Ano Bom
Classificação: 18 anos
Entrada Grátis
Vagas limitadas – Inscrições no Setor de Cultura
Tel.: (24)3324-2807
Realização: SESC Rio de Janeiro

16h30min às 18h30min: Café Colonial na Fazenda São Lucas
LOcal: Rodovia Lúcio Meira – BR393, Km 295 – Jardim Guanabara, 800.
Informações: (24)3342-7678 / (24)9979-1758


25 de abril – domingo:

12h: Dito e seu grupo de Chorinho. Apresentação musical de clássicos do choro
Local: SESC Barra Mansa - Rua Tenente José Eduardo, 560 – Ano Bom - Tel: (24)3324-2807
Classificação: livre
Entrada Grátis
Realização: SESC Rio de Janeiro


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