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terça-feira, 28 de outubro de 2014

MOMOVR


UM CONVITE ESPECIAL

RELANÇAMENTO DO LIVRO PUBLICADO PELO UGB:

MOMOVR - A inscrição do Movimento Moderno no patrimônio Arquitetônico e Urbanístico de Volta Redonda

DIA 30/Out
Espaço das Artes Zélia Arbex
Vila Santa Cecília - Volta Redonda - RJ
A partir das 20h

Junto à belísssima exposição 
"RECORTES URBANOS" 
de Juliene de Paula, Fagner Ferreira e Igor Azevedo

Participe!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tem brasileiro expondo em Paris

Vejam que exuberante essa escultura do artista brasileiro Henrique de Oliveira que está exposta no museu Palais de Tokyio, em Paris.

Sua imensa escultura em madeira – Baitogogo – brinca com a arquitetura do museu.

Henrique Oliveira tem tudo para tornar-se a grande presença brasileira no exterior no momento. Ele trabalha com madeira compensada (recicla o que já foi usado) e cria esse efeito de troncos reais de árvores.


Impressionante, não?





Acesse o site do artista e conheça também suas pinturas, desenhos e outros trabalhos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gaudí e seus 161 anos de história


Se Antoni Gaudí, arquiteto catalão, estivesse vivo completaria hoje 161 anos! Gaudí é um dos símbolos da cidade de Barcelona, local onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquiteto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão.

Grande parte da obra de Gaudí é marcada pelas suas grandes paixões na vida: arquitetura, natureza e religião. Gaudí prestava atenção aos mais ínfimos detalhes de cada uma das suas obras, incorporando nelas uma série de ofícios que dominava: cerâmica, vitral, ferro forjado e marcenaria. Introduziu novas técnicas no tratamento de materiais, como o trencadís, que consiste em usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies.

Depois de vários anos sob influência do neogótico e de técnicas orientais, Gaudí tornou-se parte do movimento modernista catalão, que atingiu o seu apogeu durante o final do século XIX e início do século XX. O conjunto da sua obra transcende o próprio movimento, culminando num estilo orgânico único inspirado na natureza. Gaudi raramente desenhava projetos detalhados, preferindo a criação de maquetes e moldar os detalhes à medida que os concebia.

A obra de Gaudi é amplamente reconhecida internacionalmente e objeto de inúmeros estudos, sendo apreciada não só por arquitetos como pelo público em geral. A sua obra-prima, a inacabada Sagrada Família (foto abaixo), é um dos monumentos mais visitados de Espanha. Entre 1984 e 2005, sete das suas obras foram classificadas Património Mundial pela UNESCO. A devoção católica de Gaudi intensificou-se ao longo da sua vida e a sua obra é rica em imaginária religiosa, o que levou a que fosse proposta a sua beatificação.


Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura. Com o tempo, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família, possuem um poder quase alucinatório.



Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde estudou arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tendeu para a procura do luxo durante a juventude; no entanto na idade adulta e no final da vida, essa sua tendência diluiu-se por completo.

Morreu aos 72 anos, vítima de atropelamento. Encontra-se sepultado no Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona, na Espanha.

Exemplo de Trocadís, a arte de combinar pedaços cerâmicos partidos.


Parque Guell, em Barcelona.


O Doodle de hoje homenageia esse grande artista:



Fonte: Wikipédia
Fotos: Wikipédia e Google

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Theatro Municipal virtual


Um dos grandes ícones culturais do nosso país ganha um novo site, com tour em inglês, português, áudio e pode agora ser inteiramente explorado na internet. Um tour virtual completo, tanto pelo exterior quanto pelo interior do teatro, com áudio e textos informativos.

O centenário Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi construído entre 1905 e 1909 como uma réplica da Ópera de Paris, com arcadas de mármore, detalhes em bronze e vitrais importados da Europa. Permaneceu fechado durante 18 meses para restauração, num período entre 2008 e 2010. Finalizada há dois anos, a reforma onde foram utilizadas 219.000 folhas de ouro e mais de cinco quilos de cobre no revestimento de adornos foi a maior da história do prédio e custou mais de 60 milhões de reais.



Instalado em um belo palacete no Catete, o Museu da República também está disponível para visitação online, que permite explorar todo o acervo da casa.

Clique aqui para conhecer o projeto e fazer o tour. Vale a pena o passeio!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Guarda-chuvas de todas as cores


Águeda é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro, Região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 14.504 habitantes. Lá algumas ruas são decoradas com guarda-chuvas coloridos que parecem flutuar no ar, fazendo com que as pessoas que andam sobre o sol quente, fiquem mais aliviadas [e também bem mais felizes] com todas essas cores. Lindo, não?!







Fonte: Follow the Colours

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A catedral de Gaudí

Recebi hoje uma apresentação sobre a maravilhosa obra de arte viva de Antoni Gaudí, famoso arquiteto catalão, o Templo da Sagrada Família. É uma beleza brutal e ao mesmo tempo delicada, ousada e imponente. A foto ao lado é da maquete inicial para a construção do templo, datada de 1998.
Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do "arco parabólico catenário", que se utiliza das formas comuns na natureza. 
Era chamado de "arquiteto da natureza" por esse traço marcante em seus trabalhos. Para fazer isso, Gaudí se utilizada de um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala, criadas por ele mesmo, moldadas pela gravidade (!!!): para isso, Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades, quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias. Genial, heim?! 

O templo é também conhecido simplesmente como Sagrada Família. É um grande templo católico da cidade catalã de Barcelona (Espanha). Todo desenhado pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, considerado por muitos críticos como a sua obra-prima e expoente da arquitetura modernista catalã.



Financiado unicamente por contribuições privadas, o projeto foi iniciado em 1882 e assumido por Gaudí em 1883, quando tinha 31 anos de idade, dedicando-lhe os seus últimos 40 anos de vida, os últimos quinze de forma exclusiva.






A construção foi suspensa em 1936 devido à Guerra Civil Espanhola e não se estima a conclusão para antes de 2026, centenário da morte de Gaudí. Em de setembro de 2010 foi definida a conclusão do interior e abertura para cultos e visitas.

O início da obra 
começou em estilo neogótico, mas o projeto foi reformulado completamente por Gaudí ao assumi-lo. O templo foi projetado para ter três grandes fachadas: a "Fachada da Natividade", quase terminada com Gaudí ainda em vida, a "Fachada da Paixão", iniciada em 1952, e a "Fachada da Glória", ainda por completar.






Segundo o seu proceder habitual, a partir de esboços gerais do edifício, Gaudí improvisou a construção à medida que esta avançava. O templo, quando estiver terminado, disporá de 18 torres: quatro em cada uma das três entradas-portais, a jeito de cúpulas; irá ter um sistema de seis torres, com a torre do zimbório central dedicada a Jesus Cristo, de 170 metros de altura, outras quatro ao redor desta, dedicadas aos evangelistas, e um segundo zimbório dedicado à Virgem. O interior será formado por inovadoras colunas arborescentes inclinadas e abóbadas baseadas em hiperboloides e paraboloides buscando a forma da catenária.





Estima-se que poderá levar no seu coro 1500 cantores, 700 crianças e cinco órgãos. Em 1926, ano em que faleceu Gaudí, apenas estava construída uma torre. Do projeto do edifício só ficaram planos e um modelo em gesso que resultou muito danificado durante a Guerra Civil Espanhola. Desde então prosseguiram as obras: atualmente (2011) estão terminados os portais da Natividade e da Paixão, e foi iniciado o da Glória, estando em construção as abóbadas interiores.

Na Wikipédia, tem muito mais informações detalhadas sobre a construção, desde o início, desse grande patrimônio da humanidade. Vale a pena uma visita para saber mais.

Clique aqui e veja a apresentação completa com 32 fotos sobre a obra!
Fonte: Wikipédia

domingo, 3 de julho de 2011

Louvre!

Sou assinante da revista Viagem e Turismo que sempre traz matérias deliciosas sobre turismo e afins, dicas e roteiros sensacionais pra quem gosta de conhecer lugares e culturas diferentes.
Esse mês veio uma matéria ótima sobre ele, o sonho de consumo de quase todas as pessoas que, com eu, gostam de arte: o Museu do Louvre.
Copiei a matéria na íntegra pra vcs se deliciarem.
Beijos
Cintia
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Louvre, o maior dos museus.
Por: Paulo Nogueira | Fotos: Fagu
Publicado em 07/2011, no site da revista Viagem e Turismo

 Você pode ir ao Louvre por diversas razões. Em seu livro Paris É uma Festa, Hemingway conta que foi com Fitzgerald ao museu nos anos 1920 para que o autor de O Grande Gatsby pudesse checar, diante das estátuas da Antiguidade, se suas medidas masculinas eram adequadas. Fitzgerald saiu tão confuso quanto entrou. Você também pode ir ao Louvre porque se sentirá culpado se, em Paris, decidir não prestar um tributo à arte. Nesse caso, mesmo sem entrar no museu mais visitado do mundo (8,4 milhões de ingressos em 2010), dá para tirar uma foto externa e mandá-la aos amigos. Um fotógrafo mediano fará com que você pareça segurar a pirâmide pelo topo.

Se parece fácil repetir a brincadeira dos turistas do lado de fora, dentro você poderá lembrar o personagem de Stendhal em A Cartuxa de Parma, que viu a batalha de Waterloo sem entender do que se tratava. Fui assim algumas vezes ao Louvre e encontrei brasileiros na mesma situação - um clássico, já que somos o segundo maior público estrangeiro do museu, atrás dos americanos.

Mas dessa vez finalmente decidi fazer uma visita planejada. Estudada. Livros, Google, experiências pessoais - juntei tudo, coloquei num liquidificador e extraí um suco lógico, que pode ser tomado antes de pegar a fila quase inevitável que vai dar na pirâmide invertida do subsolo. Compartilho essa visita aqui.

Foto: Google
Uma boa ida ao Louvre deve se amparar em história. O museu, como o conhecemos, é obra dos revolucionários que derrubaram a monarquia em 1789. Erguida a partir do século 13, a construção era inicialmente uma fortaleza. "Louvre", ninguém sabe ao certo a origem da palavra, derivaria de "Lou", que remete a Louis, o nome de 18 reis fanceses. Com o tempo, o palácio passou a ser utilizado pela realeza, sobretudo para festas. Depois da revolução, em 1793, os novos líderes decidiram que aquele era o lugar ideal para montar um museu - gratuito - que proporcionasse conhecimento ao povo. Já havia um número considerável de obras ali. A Mona Lisa, por exemplo, fora dada de presente no início do século 16 por Leonardo da Vinci ao rei Francisco, em cuja corte fora trabalhar. Foi, por isso, um ato de ignorância histórica e patriotismo tresloucado o perpetrado pelo italiano Vincenzo Peruggia, que em 1911 roubou a Mona Lisa e a levou à Itália.

Foto: Google
"Ladrão que rouba ladrão"
Peruggia era um fabricante de vidros e conhecia bem o museu. Certo dia, ele se escondeu dentro do prédio durante a visita dominical e permaneceu ali até a manhã da segunda-feira, dia em que o Louvre fechava naquele tempo (hoje é às terças). Então, tirou o quadro da parede do Salão Carré, colocou-o debaixo do sobretudo e o levou para a Itália. Tratava-se de uma repatriação, segundo ele. A Mona Lisa chegou a ser exibida em cidades italianas, mas logo as autoridades fancesas a tomaram de volta. Peruggia foi tratado como ladrão na França, mas virou herói nacional para os italianos. O roubo da obra-prima obrigou os responsáveis pelo Louvre a investir em segurança, deixando para trás os dias em que o visitante segurava o quadro na mão para apreciá-lo de perto.

Se o Louvre era proprietário de direito da Mona Lisa, vale dizer que muito do que está em suas galerias advém de pilhagem. Napoleão tinha um apreço especial por surrupiar obras de arte em suas campanhas militares. Um quadro ilustra bem sua admiração por esse universo: no próprio Louvre, orgulhoso, ele mostra a um grupo de pessoas o Apolo Belvedere, uma escultura grega que representou por séculos a beleza masculina. Napoleão pegou-a da coleção do Vaticano, depois de conquistar Roma e impor seu poder ao papa. Com a queda de Napoleão, Apolo e outras obras retornaram aos donos. Não todas. Os egípcios, por exemplo, jamais reouveram o que lhes foi tirado.

Foto: Google
Ninguém teve um papel tão marcante na história do Louvre quanto Napoleão. Por isso, é justo que você demore alguns minutos para vê-lo numa situação gloriosa, como em A Coroação de Bonaparte, de Jacques-Louis David, o grande pintor da corte napoleônica. David, um jacobino que se atirara à vida de revolucionário, escolheu um momento simbólico da cerimônia para registrar em sua obra. Nela, Napoleão está prestes a depositar a coroa em sua mulher, Josefina, um gesto que caberia ao papa Pio VII. Assim, ficava claro de quem era o poder na nova ordem, como prova a situação embaraçosa e a expressão contrariada do papa, captada espetacularmente por David.

De David, no Louvre, também é altamente recomendável ver um instante dramático na saga jacobina, A Morte de Marat. Um dos líderes revolucionários mais amados pelo povo, Marat foi assassinado por uma jovem que se dizia partidária de suas ideias. Ela o esfaqueou na banheira em que ele mitigava as dores terríveis que sentia por causa de uma doença na pele. O crime precipitaria uma onda de terror na qual a guilhotina trabalharia feneticamente.

Foto: Google
A etapa revolucionária pode ser enriquecida com a contemplação de A Maldição Paterna, de Jean-Baptiste Greuze. Ele foi o pintor favorito de Diderot, o intelectual iluminista que contribuiu como poucos para abrir caminho para a Revolução de 1789. Diderot admirava a arte de Greuze pelo seu conteúdo moral - moral no sentido de educar, construir um caráter. A Maldição Paterna mostra um filho desesperado no quarto em que seu pai agoniza sob as vistas da família. O filho contrariara o pai e por isso é reprovado enfaticamente. Greuze reproduziu com seu pincel um pensamento fundamental de Confúcio, o filósofo de 2 500 anos atrás que até hoje influencia fortemente os chineses: a obediência aos pais é vital na personalidade de homens e mulheres.

Nossas preferências também devem ser levadas em consideração numa visita ao Louvre. Para mim, A Morte de Sêneca, de Peter Paul Rubens, é obrigatória. Rubens homenageou a bravura de Sêneca, que cortou os pulsos por ordem de Nero, o imperador de quem fora preceptor. Autor de ensaios notáveis sobre a arte de viver e de morrer, Sêneca cuidou de Nero antes que este degenerasse. Depois, acusado de conspiração pelo antigo pupilo, foi obrigado a se matar. A exemplo de Sócrates ao tomar a cicuta, Sêneca, como mostra a tela de Rubens, consolou os discípulos em vez de ser consolado por eles.


"Mulheres Peladas"
"Artistas medíocres imitam", disse Picasso. "Grandes artistas roubam as ideias dos mestres." É instrutivo, a esse respeito, ver o Concerto Campestre, de Ticiano. Cercados de árvores e arbustos, dois homens estão absolutamente entretidos um com o outro, a despeito da nudez de duas mulheres que os acompanham. Esse quadro enigmático - o que estão fazendo as duas moças peladas num local público, e por que são alvo da brutal indiferença dos cavalheiros? - inspiraria séculos depois Edouard Manet num quadro que entraria para a história da pintura. Em Desjejum no Gramado, obra-prima do impressionismo, Manet retrata exatamente dois homens vestidos e duas mulheres nuas. Em comum, os homens das pinturas parecem não notar a deslumbrante presença feminina. Se você encontrar sentido nisso, me avise. O Desjejum está em outro museu de Paris, o D’Orsay, repleto de obras de impressionistas. O Louvre, numa decisão tomada há cerca de 40 anos, exibe obras apenas de artistas antigos. Não que o impressionismo - que floresceu na segunda metade do século 19 - seja novo. Mas não é antigo o bastante para estar representado ali.


Se grandes pintores como Ticiano e Manet se curvaram escancaradamente à nudez feminina, não há razão para que homens comuns se constranjam em admirá-la. Dois quadros são especialmente interessantes nesse quesito no Louvre. Um é O Banho Turco, de Jean-Auguste Domenique Ingres, em que mulheres jovens e lindas se esfegam umas nas outras. Contemplandoas, você vai lamentar o triunfo da estética anoréxica entre as mulheres. O segundo é de autor ignorado, da célebre Escola de Fontainebleau, cujo estilo foi inspirado no maneirismo italiano. O nome é Gabrielle d’Estrès e uma de Suas Irmãs. Favorita do rei Henrique IV, Gabrielle, ninguém nunca soube o porquê, aperta com a mão esquerda o mamilo direito da irmã.

Pelos meus cálculos, ver direito as obras citadas vai demandar umas duas horas. É o tempo justo. Mais que isso, bate um cansaço que pode levar você a odiar o que bem poderia venerar. São 35 mil obras em exposição, apenas 12% de todo o acervo. Melhor se encaminhar para a saída e dizer a esse grande museu não adieu, mas até breve.


domingo, 3 de abril de 2011

Café, Cachaça e Chorinho 2011

Choro brasileiro e gastronomia no cenário das fazendas do século XIX. É nesse cenário que acontece o tão esperado evento que enche de alegria o Vale do Paraíba: "Café, Cachaça e Chorinho".

O circuito de outono é uma viagem nos cenários histórico-culturais das fazendas de café e vilas do século XIX para descobrir os encantos do Vale do Café com sua arquitetura, costumes, gastronomia, música, folclore e artesanato. O eventro acontece simultaneamente em Barra do Piraí - Ipiabas, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Piraí, Valença - Conservatória e Vassouras. Cada cidade apresenta uma programação ligada ao tema e mostra toda sua hospitalidade e cultura.

Vale a pena acessar o site do evento e consultar a programação de cada cidade. Além de conhecer mais sobre a festa, vc vai navegando embalado ao som de um choro delicioso de Carlos Henrique, do grupo Vale dos Tambores, um dos grandes compositores de choro da região. A música "Jogueiro" ao mesmo tempo em que devolve a homenagem aos mantenedores de uma cultura que atravessou todo o Ciclo do Café no Vale, compreende que os mesmos tiveram participação fundamental na construção da linguagem do choro brasileiro, pois esses jongueiros que cantavam e dançavam o jongo em torno da Bacia do Paraíba, eram os mesmos que formavam as famosas bandas de escravos que tiveram no vale a sua mais extensa representatividade.

Fazenda do Arvoredo - Barra do Piraí
É nesse clima que vai acontecendo a festa, cheia de detalhes, histórias, curiosidades e diversão. Os visitantes vão poder encontrar além de um excelente clima, um verdadeiro passeio pela história do estado do Rio de janeiro, com sua suntuosa arquitetura rural do Ciclo do café. São casarões, fazendas, senzalas, um patrimônio cultural riquíssimo que vale a pena ser visitado e explorado. Isso sem falar na exuberância da mata Atlântica emoldurando todo esse cenário.

Fazenda Bocaina - estrada Barra Mansa - Bananal
Mais informações: Café Cachaça e Chorinho 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Reforma do Palácio Guanabara

Foto: Luiza Reis-11.fev.2011/Governo do Rio de Janeiro.

Semana passada criei uma postagem sobre os azulejos de Portugal e agora eles voltam a ser assunto aqui no blog. É que está acontecendo uma reforma no Palácio Guanabara, sede do governo no Rio de Janeiro, desde de 2009 e agora, debaixo de algumas camadas de cimento, foram encontrados azulejos do século 19 e pisos da época da escravatura, período em que a princesa Isabel viveu na mansão em estilo neoclássico.
Todo material encontrado está sendo cuidadosamente restaurado e peças poderão ser vistas pelo público quando o Palácio for reaberto, após o restauro, em julho deste ano.
O palacete instalado no bairro das Laranjeiras, na zona sul da cidade, foi um presente de casamento do imperador Pedro II para a princesa.

Foto: Luiza Reis-11.fev.2011/Governo do Rio de Janeiro.

Quem passa em frente ao local já pode perceber as primeiras mudanças. Depois de vários anos pintado de branco com detalhes em cinza, ele voltou ao seu tom original: o ocre.
Toda a parte elétrica e hidráulica também estão sendo refeita. Antes os salões ficavam cheios de divisórias, com uma enormidade de fios embaralhados pelo chão.
Cerca de cem especialistas trabalham na restauração do Palácio. Desde 1889, quando deixou de ser o Paço Isabel e passou a ser chamado de Palácio Guanabara, esta é a quinta vez que é reformado.


♦ Curiosidade: 'Reforma' pretende alterar o visual do objeto ao contrário da 'Restauração', que tem por objetivo resgatar a aparência original. Nesse caso, acontece os dois, pois parte do Palácio será restaurado e parte modificado - como no caso das instalações elétricas e hidráulicas que serão modernizadas.


Fonte: Folha / Cotidiano

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Azulejos em Portugal

Recebi por email uma apresentação e compartilho por aqui para quem admira essa belissima arte que é a produção de azulejos multicoloridos e muito bem desenhados de Portugal.
Como a apresentação tinha mais imagens (lindas) que história, acabei fazendo uma pesquisa rápida pela internet para criar esse post. Espero que gostem!

Bjs
Cíntia
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A arte em toda sua dimensão é algo a ser reverenciado e, como tal, o povo lusitano o faz com a classe que lhe é peculiar. Um país rico culturalmente, tem na azulejaria um de seus exemplos mais clássicos. Uma simples peça, que em outros povos não é dada tanta importância, tem neste uma verdadeira catequese. Em quase toda extensão de Portugal, é consenso geral o uso desta peça de porcelana, divulgando sua história e sua arte, em todo canto onde seja visível.
Há cinco séculos que a azulejaria ocupa uma posição de destaque entre as artes decorativas portuguesas e, apesar de ter sofrido múltiplas influências ao longo de sua história, desenvolveu-se em Portugal características que merecem destaque como a riqueza cromática, a monumentalidade, o sentido cenográfico e a integração com a arquitetura.


Foi durante a ocupação árabe da Península que os povos ibéricos tiveram contato com a cerâmica mural. O termo "azulejo" deriva, aliás, de uma palavra árabe (al zulej) que significa pedra lisa e polida.
Até o fim do século XV, os artífices andaluzes produzem grandes placas de barro cobertas de vidrado colorido uniforme que, uma vez cozidas, corta-se em fragmentos geométricos que são recombinados em belos desenhos decorativos. Este processo, fica conhecido pelo nome de “alicatado”, porque envolve a utilização de um alicate.
A impossibilidade de exportar o produto já pronto constitue numa limitação importante e, talvez por isso, os exemplares existentes em Portugal sejam escassos. Os mais célebres são os do Palácio de Sintra (Capela e quarto onde esteve preso D. Afonso VI).


No final do século XVI surge uma transformação técnica que leva ao aparecimento do azulejo tal como o conhecemos hoje: uma placa de barro quadrangular com uma face vidrada lisa ou decorada com desenhos coloridos. Contudo, a separação das cores na superfície vidrada levanta problemas porque as substâncias utilizadas eram hidrosolúveis e misturavam-se tanto na fase de aplicação como durante o cozimento. Para evitar este contratempo utilizaram, como separador, uma barreira gordurosa feita com óleo de linhaça e manganês. A técnica fica conhecida como "corda seca" e associa-se quase sempre a uma elevação em "aresta" da superfície do barro, que funciona como barreira mecânica nas zonas de separação dos vidrados. A "aresta" ou "cuenca" só passa a ser utilizada isoladamente depois da introdução de uma outra inovação: a "fritagem" - que consiste no aquecimento dos vidrados a altas temperaturas antes de serem aplicados.


Nessa época, são importados em grande quantidade para Portugal e aplicados em igrejas e palácios. Alguns exemplares ficam célebres como os azulejos de "corda seca" representando a esfera armilar, encomendados por D. Manuel I e que ainda hoje revestem o Pátio das Carrancas, no Palácio de Sintra. Os desenhos dos azulejos hispano-árabes mantém a influência das decorações árabes e reproduzem as laçarias e os esquemas geométricos.
Ainda no final do sec XVI, surge outro avanço técnico decisivo: graças à utilização do esmalte estanífero branco e dos pigmentos metálicos, passa a ser possível pintar diretamente sobre o vidrado. Esta nova técnica conhecida pelo nome de "majólica" (provavelmente vinda da palavra Maiorca, porto de onde os azulejos eram importados) foi trazida para Portugal por Francisco Niculoso. Com ela, vem associada a estética Renascentista com a sua gramática decorativa própria e que evoluie, mais tarde, para o Maneirismo.




Quando Portugal cai sob o domínio dos Filipes, as dificuldades econômicas não permitem acesso fácil às tapeçarias, vitrais e mármores, assim são usados ao máximo os azulejos como material decorativo. Aí aparecem numerosos exemplares de composições geométricas que vão desde as combinações em xadrez até formas bastante complexas. Seguindo esse padrão, surge no sec XVII os "tapetes" formados pela repetição de padrões coloridos, justapostos e emoldurados por faixas, revestem de alto a baixo as paredes das igrejas e até mesmo o teto, produzindo efeitos decorativos surpreendentes.


Azulejaria no estilo oriental, monocromático.
 Ao final do sec XVII, muitas mudanças transformam a estética do azulejo e os navegadores Portugueses, ao chegarem do Oriente, trazem a estética de faiança azul e branca (famosa nas porcelanas chinesas). Rapidamente o estilo cai no gosto dos países do norte da Europa e se estende aos países meridionais. Assim, a policromia doa azulejos e substituída pelo monocromatismo e surgem os primeiros tapetes com essa temática.
Paralelamente a esse evento, se alastra na Europa a estética do Barroco, com encenações de teatralidade e vida, que afeta todas as formas de arte. Surge entao o "azulejo historiado" que mostram cenas emolduradas ricamente. Muitos palácios são revestidos com belos painpéis de azulejos com cenas de batalhas, caçadas ou cenas cotidianas.


Após esse período, a azulejaria portuguesa passa ainda por diversas modificações, voltando a ser policromático e passando por diferentes estilos. Muitos artistas se destacam com brilhantismo em seu estilo pessoal, como  Gabriel del Barco e António Oliveira Bernardes.
Com as invasões francesas, a Independência do Brasil e a guerra civil de 1832 muitas olarias são obrigadas a fechar as portas e deixam de responder à muitas encomendas.

Exemplo de tapete monocromático adornada com moldura.

Exemplo de "azulejo historiado" - na imagem porém, não aprecem as molduras.


Mais um exemplo de "azulejo historiado" dessa vez, ricamente emoldurado.
No sec XX os azulejos continuam a ser largamente utilizados como decoração e aparecem também em trabalhos artísticos, com muitos artistas de renome internacional.

Exemplo de azulejos nas paredes e no teto.


Padrão que surge no sec XVII com os "tapetes" formados pela repetição de padrões justapostos e emoldurados por faixas.


Na segunda metade do sec XX os azulejos passam a manifestar-se através de exemplares menos elaborados ou de caráter popular, como revestimentos de fechadas e interiores de casas, lojas, empresas. Muitos revestem fachadas da casa de emigrantes com registros, cartelas e painéis naturalistas desenhados pelos artífices que trabalham nas fábricas.
O azulejo é visto hoje em várias formas, cores e tamanhos. Mas continua a revelar sua vitalidade e reafirmar-se como uma das manifestações mais originais decorativas europeias até hoje.

Exemplo de azulejos modernos com estampas geométricas.

Museu do Azulejo, em Portugal, com obras de vários artistas.


Fonte:
Museu Nacional do Azulejo - Portugal

O Azulejo em Portugal
PPT criado por Dom Patrô e Shirley Lubaszewski

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