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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Exposições de arte incríveis para conferir em São Paulo

O que não falta em São Paulo é cultura!

A cidade tem sempre alguma mostra interessante rolando.
Se vc está na cidade aproveite!

  • Nelson Leirner: Parque de Diversões

Esta exposição celebra a trajetória do artista Nelson Leirner com mais de 70 obras. Entre esculturas, colagens e pinturas, você poderá refletir sobre a banalização da arte, a fusão entre o popular e o erudito, cultura de massas e consumismo.

🗓️ Até 23/02
🎟 Gratuito
📍 Caixa Cultural



  • re_CURSOS – Valter Nu

As esculturas feitas de resíduos eletrônicos promovem uma reflexão sobre consumo, memória e sustentabilidade. Nesta mostra, cabos, fios e teclados se tornam protagonistas de uma jornada pela ressignificação do obsoleto.

🗓️ Até 29/03
🎟 Gratuito
📍 Casa de Metal



  • Eu, Ayrton Senna da Silva – 30 Anos

Confira o legado de Ayrton Senna nesta mostra interativa e tecnológica narrada sob a perspectiva do próprio piloto que, por meio de ferramentas como modelagem 3D e inteligência artificial, recriam momentos marcantes da carreira do ídolo do automobilismo.

🗓️ Até 16/03
🎟 A partir de R$ 25
📍 Shopping Lar Center



  • Artistas do Vestir: Uma Costura dos Afetos

Com mais de 80 peças de mais de 70 artistas, a mostra explora a linguagem plural da moda. Dividida em três eixos temáticos: Ancestralidades, Contemporaneidades e Fazeres Contínuos, temas como arte, política e identidade são debatidos por meio das peças.

🗓️ Até 23/02
🎟 Gratuito
📍Itaú Cultural



  • Marvel – O Poder é Nosso

Jovens artistas negros, indígenas e LGBTQIAP+ apresentam suas releituras de personagens negros da Marvel. Assim, fortalecendo o poder da representatividade nas artes. Além disso, a exposição ainda traz uma música trap inédita e com videoclipe gravado em Heliópolis chamada “Poder É Nosso“.

🗓️ Até 28/02
🎟 Gratuito
📍Largo Páteo do Colégio, 148 – Centro Histórico de São Paulo



  • Vida em Literatura de Cordel

Esta exposição celebra a rica tradição da literatura de cordel, unindo poesias transformadoras e xilogravuras vibrantes. A mostra apresenta narrativas épicas e cotidianas de personalidades como Ailton Krenak e Cleone Santos, além de revelar relatos inéditos de figuras marcantes da região da Luz, destacando o impacto cultural e histórico dessa arte popular.

📅 Até 28/02
🎟  Gratuito
📍 Museu da Língua Portuguesa



  • Eu mesmo, Carnaval

Como um bom folião, Mário de Andrade era apaixonado pelo Carnaval, mas também aproveitava a data festiva para pesquisar a festa popular. Assim, esta mostra reúne fantasias originais de desfiles, fotos do poeta e muito mais.

🗓️ Até 02/05
🎟 Gratuito
📍Casa Mário de Andrade


👉 Confira aqui todas as exposições!


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

30ª Bienal de São Paulo - A iminência das poéticas


Com curadoria do venezuelano Luis Pérez-Oramas, curador de arte latino-americana do Museu de Arte Moderna de Nova York, "A iminência das poéticas" (título da exposição) terá aproximadamente 200 obras de cerca de 80 artistas internacionais num espaço de 13 mil m² do Pavilhão da Bienal. 


A exposição está prevista para o período de setembro a dezembro de 2012, com entrada gratuita. O programa educativo vai desenvolver uma extensa agenda de formação para professores na capital e interior do Estado de São Paulo, além de promover visitas guiadas durante a exposição e envolver públicos diversos, com uma comunicação efetiva, trazendo novo sentido para a leitura das obras expostas.



Pérez afirma que tem intenção de usar um filtro brasileiro e latino-americano, já que nas suas palavras, o mundo global só pode ser percebido de uma perspectiva local. O curador, que tem uma licença do museu nova-iorquino para se dedicar ao projeto brasileiro, também será responsável em 2013 pelas mostras itinerantes da 30ª Bienal.

Procurando uma descentralização do pavilhão da bienal, Pérez pensa em chamar artistas que criam obras públicas. Outra mudança é começar a mostra antes do usual (setembro), com um número menor de artistas, em relação ao anterior, que contabilizou 159, e com mais obras pensadas especialmente para o evento.


História
Criada por iniciativa do empresário Francisco Matarazzo Sobrinho, em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma das mais importantes instituições internacionais de promoção da arte contemporânea, e seu impacto no desenvolvimento das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido. A Bienal de Arte, seu mais importante evento, não apenas apresenta aos diferentes públicos a produção de artistas brasileiros e estrangeiros, mas também atrai os olhares do mundo para a arte contemporânea de nosso país. Mais que isso, o evento atua como um periscópio, na medida em que quebra o isolamento de um país cujas condições sócioculturais e dimensões dificultam o contato com essa ampla produção, e promove a insubstituível aproximação com as obras – cujas imagens digitais na tela do computador jamais provocarão o deslumbramento e a revelação do momento íntimo diante da arte.


Após a realização da 6ª Bienal de Artes, a Fundação foi criada para levar adiante a mostra, que até então era promovida, com muito sucesso, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM-SP. E o pavilhão que a instituição ocupa, até hoje sua casa, só veio a abrigar as exposições Bienais a partir da sua 4ª edição, em 1957. Desde 1951, foram produzidas dezenas Bienais, com a participação de 159 países, mais de 13 mil artistas, cerca de 60 mil obras, e quase 7 milhões de visitantes, tornando possível o contato direto do público brasileiro com as artes visuais, cênicas e gráficas, música, cinema, arquitetura e outras formas de expressão artística de todo o mundo. Em 2012, chegaremos à 30ª Bienal de São Paulo, com uma aura bem-vinda de recomeço.

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Info:
De Setembro a Dezembro de 2012
Marta Delpoio • marta.delpoio@bienal.org.br
Tel.: +55 11 5576 7641
Local: Parque Ibirapuera, Portão 3, Pavilhão Ciccillo Matarazzo
04094-000 – São Paulo-SP – Brasil
Entrada gratuitta

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Expo - Impressionismo: Paris e a Modernidade


Conheça uma das 85 obras do acervo do Museu d’Orsay, que chegam ao CCBB Rio de Janeiro em outubro. A exposição está em cartaz no CCBB São Paulo até o dia 7 de outubro e depois parte para o Rio de Janeiro.
Estou esperando ansiosa, ver essas obras de perto é uma oportunidade rara!

"Impressionismo: Paris e a Modernidade"
CCBB Rio de Janeiro: 22 de outubro/2012 a 13 de janeiro/2013


Pierre-Auguste Renoir - 'Jeunes filles au piano' (1892) 

A obra retrata uma situação comum à época, quando as moças de famílias bem situadas economicamente aprendiam falar francês e tocar piano. Tais habilidades demonstravam a boa educação feminina recebida, bem como caracterizava uma posição social distinta e privilegiada.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Museu virtual


Uma novidade na web! Visitação online a  brasileiros no site
Era Virtual Museus.
Visando a ampla divulgação e promoção dos museus brasileiros e de seus acervos, o site Era Virtual iniciou em 2008 o desenvolvimento de projetos de visitação virtual a vários museus do Brasil, como forma de inovar, rever e reconstruir o modo de promover a cultura. E a estratégia é bem simples: modernizar a linguagem e aumentar a comunicação com crianças e jovens, democratizando o uso através da internet e dvd's que são distribuídos gratuitamente.
O acesso é supersimples. Vc escolhe o museu, espera carregar e vai passeando com o mouse por dentro das salas e espaços. E ainda conta com uma locução que conta um pouco da história do local. Eu escolhi o Museu de Artes e Ofícios, e olha que legal:


Museu de Artes e Ofícios - MAO é um espaço cultural que abriga e difunde um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios do Brasil.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Menos TV, mais arte.


Menos TV, mais arte.
Anúncio criado para o MASP, Museu de Arte de São Paulo, pela agência DM9.
Mas bem que poderia ser "mais arte na TV"!


O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, é uma das mais importantes instituições culturais brasileiras. Localiza-se, desde 1968, na Avenida Paulista, São Paulo, em um edifício projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi para ser sua sede.


Famoso pelo vão-livre de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, concebido pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, o edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira e um dos mais populares ícones da capital paulista, sendo tombado pelas três esferas do poder executivo.


Instituição particular sem fins lucrativos, o Masp foi fundado em 1947 por iniciativa do paraibano Assis Chateaubriand e do ítalo-brasileiro Pietro Maria Bardi. Possui a mais importante e abrangente coleção de arte ocidental da América Latina e de todo o hemisfério sul, em que se notabilizam sobretudo os consistentes conjuntos referentes às escolas italiana e francesa. Possui também extensa seção de arte brasileira e pequenos conjuntos de arte africana e asiática, artes decorativas, peças arqueológicas etc., totalizando aproximadamente 8 mil peças. O acervo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O museu também abriga uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país.


Quando a sede do Masp se fixou na Av. Paulista, foi preciso projetar um prédio no qual a vista da cidade fosse preservada, através do vale da Av. Nove de Julho. Foi então que Lina Bo Bardi, começou a idealizar o projeto.




Para preservar a vista exigida para o centro da cidade era necessário ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta optou por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso. A construção é considerada única pela sua peculiaridade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais, resultando em um vão livre de 74 metros, à época considerado o maior do mundo. A inovação foi viabilizada pelo trabalho do engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, que aplicou na obra a sua própria patente de concreto protendido.


O edifício, projetado em 1958, levou dez anos para ser concluído e foi finalmente inaugurado em 8 de novembro de 1968 na presença do príncipe Filipe e da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, a quem coube o discurso de inauguração. Lina Bo coordenou a exposição de abertura intitulada "A mão do povo brasileiro", dedicada à cultura popular do país. A arquiteta inovou na forma de expor a coleção permanente, ao utilizar lâminas de cristal temperado amparados por blocos de concreto como suportes para as pinturas. Paradoxalmente, essa forma de exibição deixou de ser adotada pelo MASP no momento em que, no fim dos anos noventa, passou a ser estudada internacionalmente.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Notas de um Percurso Gráfico: Clécio Penedo - 50 anos de arte

Mais uma ótima oportunidade para ver de perto as obras desse grande mestre das artes plásticas, Clécio Penedo. A exposição vai acontecer no MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, com abertura no dia 05 de outubro, às 19h. Dica fresquinha do meu amigo Leandro Torturella. Vale a pena uma visita!

Cíntia

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Notas de um Percurso Gráfico é uma exposição que contempla 50 anos de produção gráfica e plástica do artista visual Clécio Penedo. Nascido em 14 de dezembro de 1936, na cidade de Bom Jardim, em Minas Gerais, Clécio Penedo inicia seus estudos artísticos na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, no ano de 1954, deixando-a em 1956. Como herança destes dois anos, Clécio Penedo dedica-se à pintura a óleo e, pelos dezessete anos seguintes, desenvolve grande acuidade técnica e uma pintura mimética; mas, é no ano de 1973 que Clécio inicia sua formação artística fundamental, ao ingressar no Centro de Pesquisa e Arte, no Rio de Janeiro, estudando com Ivan Serpa e Bruno Tauz.

Durante seus dois anos de estudos com o grupo, Clécio desenvolve uma pesquisa imagética interpenetrada por figuração e abstração que, em Notas de um Percurso Gráfico, evidencia-se nas séries "Geróticos", "Inominados" e "Corpo sem Cabeça".


Após sua saída do Centro de Pesquisa e Arte, ingressa nos cursos de calcogravura e desenho, do Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro, com Aluízio Carvão e Eduardo Sued. Ao longo de sua juventude, Clécio Penedo vive um conturbado período histórico brasileiro, o que, mais tarde, subsidiará a constante presença, em sua obra, de temáticas sociais e culturais que discutem o indivíduo como um corpo indissociável do seu espaço existencial e histórico.

Nesta exposição, é evidente a preocupação de Clécio Penedo com a construção da identidade social e política brasileira, pois o artista conjuga, de forma excepcional, a essência do Manifesto Antropófago, com a ironia e contundência da Pop Art, em uma crítica direta à colonização européia e, mais tarde, à total abertura nacional à americanização, vistas nas séries "És Tupi do Brasil", "Cartilhada", "Comei-vos Uns aos Outros" e "Jary". Nas séries "Marcas de um Março Marcial", "Os anos 60" e "Re-tratos", percebemos a insatisfação e afronta, do artista, para com a política nacional e a ditadura.


Para além de uma exposição comemorativa, ou mesmo retrospectiva, Notas de um Percurso Gráfico, apresenta ao público visitante uma complexa articulação entre o processo criativo e a imagem “pronta”, assim, além de desenhos, gravuras, colagens, plotagens e pinturas referentes à produção de Clécio Penedo, o público terá acesso a estudos, a rascunhos, a croquis e anotações que precedem a “finalização” de uma imagem, desmistificando a “aura divina” do fazer artístico e revelando o laboro intelectual, teórico, prático e metódico existente por toda a obra de Clécio Penedo, desde seus primeiros trabalhos até sua última série produzida, "Corpo sem Cabeça", em 2002, antes de seu falecimento em 17 de janeiro de 2004.
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Edson Borges
(Graduado em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pelas Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (Lorena-SP), Pós-Graduado em Teorias e Práticas em Arte Contemporânea pela mesma instituição, Mestre em Ciência da Arte pela UFF. Artista Visual com produção em desenho e gravura, professor de Artes Visuais do IFG – campus Formosa, tem exposições coletivas e individuais. Organizou e curou diversas exposições e, em novembro de 2009, foi contemplado pelo projeto Vida Longa ao Vila Longuinhos, em Recife-PE. É curador responsável pelo acervo do Instituto Cultural Clécio Penedo e vem, desde 2009, organizando, e curando as exposições do ICCP e Clécio Penedo.)

Convite da exposição


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“Percurso Gráfico – 70 Anos de Clécio Penedo”
Onde: Museu Histórico Nacional | Praça Marechal Âncora, s/n, Rio de Janeiro - RJ
Quando: de 06 de outubro 27 de novembro de 2011
Horário: Terça a Sexta das 10h às 17h30h; Sáb, Dom e feriados das 14h às 18h.
Quanto: Seg a Sáb R$ 6,00. Aos domingos, entrada franca.
Contato: (
21) 2550.9220 / 2550.9224

domingo, 3 de julho de 2011

Louvre!

Sou assinante da revista Viagem e Turismo que sempre traz matérias deliciosas sobre turismo e afins, dicas e roteiros sensacionais pra quem gosta de conhecer lugares e culturas diferentes.
Esse mês veio uma matéria ótima sobre ele, o sonho de consumo de quase todas as pessoas que, com eu, gostam de arte: o Museu do Louvre.
Copiei a matéria na íntegra pra vcs se deliciarem.
Beijos
Cintia
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Louvre, o maior dos museus.
Por: Paulo Nogueira | Fotos: Fagu
Publicado em 07/2011, no site da revista Viagem e Turismo

 Você pode ir ao Louvre por diversas razões. Em seu livro Paris É uma Festa, Hemingway conta que foi com Fitzgerald ao museu nos anos 1920 para que o autor de O Grande Gatsby pudesse checar, diante das estátuas da Antiguidade, se suas medidas masculinas eram adequadas. Fitzgerald saiu tão confuso quanto entrou. Você também pode ir ao Louvre porque se sentirá culpado se, em Paris, decidir não prestar um tributo à arte. Nesse caso, mesmo sem entrar no museu mais visitado do mundo (8,4 milhões de ingressos em 2010), dá para tirar uma foto externa e mandá-la aos amigos. Um fotógrafo mediano fará com que você pareça segurar a pirâmide pelo topo.

Se parece fácil repetir a brincadeira dos turistas do lado de fora, dentro você poderá lembrar o personagem de Stendhal em A Cartuxa de Parma, que viu a batalha de Waterloo sem entender do que se tratava. Fui assim algumas vezes ao Louvre e encontrei brasileiros na mesma situação - um clássico, já que somos o segundo maior público estrangeiro do museu, atrás dos americanos.

Mas dessa vez finalmente decidi fazer uma visita planejada. Estudada. Livros, Google, experiências pessoais - juntei tudo, coloquei num liquidificador e extraí um suco lógico, que pode ser tomado antes de pegar a fila quase inevitável que vai dar na pirâmide invertida do subsolo. Compartilho essa visita aqui.

Foto: Google
Uma boa ida ao Louvre deve se amparar em história. O museu, como o conhecemos, é obra dos revolucionários que derrubaram a monarquia em 1789. Erguida a partir do século 13, a construção era inicialmente uma fortaleza. "Louvre", ninguém sabe ao certo a origem da palavra, derivaria de "Lou", que remete a Louis, o nome de 18 reis fanceses. Com o tempo, o palácio passou a ser utilizado pela realeza, sobretudo para festas. Depois da revolução, em 1793, os novos líderes decidiram que aquele era o lugar ideal para montar um museu - gratuito - que proporcionasse conhecimento ao povo. Já havia um número considerável de obras ali. A Mona Lisa, por exemplo, fora dada de presente no início do século 16 por Leonardo da Vinci ao rei Francisco, em cuja corte fora trabalhar. Foi, por isso, um ato de ignorância histórica e patriotismo tresloucado o perpetrado pelo italiano Vincenzo Peruggia, que em 1911 roubou a Mona Lisa e a levou à Itália.

Foto: Google
"Ladrão que rouba ladrão"
Peruggia era um fabricante de vidros e conhecia bem o museu. Certo dia, ele se escondeu dentro do prédio durante a visita dominical e permaneceu ali até a manhã da segunda-feira, dia em que o Louvre fechava naquele tempo (hoje é às terças). Então, tirou o quadro da parede do Salão Carré, colocou-o debaixo do sobretudo e o levou para a Itália. Tratava-se de uma repatriação, segundo ele. A Mona Lisa chegou a ser exibida em cidades italianas, mas logo as autoridades fancesas a tomaram de volta. Peruggia foi tratado como ladrão na França, mas virou herói nacional para os italianos. O roubo da obra-prima obrigou os responsáveis pelo Louvre a investir em segurança, deixando para trás os dias em que o visitante segurava o quadro na mão para apreciá-lo de perto.

Se o Louvre era proprietário de direito da Mona Lisa, vale dizer que muito do que está em suas galerias advém de pilhagem. Napoleão tinha um apreço especial por surrupiar obras de arte em suas campanhas militares. Um quadro ilustra bem sua admiração por esse universo: no próprio Louvre, orgulhoso, ele mostra a um grupo de pessoas o Apolo Belvedere, uma escultura grega que representou por séculos a beleza masculina. Napoleão pegou-a da coleção do Vaticano, depois de conquistar Roma e impor seu poder ao papa. Com a queda de Napoleão, Apolo e outras obras retornaram aos donos. Não todas. Os egípcios, por exemplo, jamais reouveram o que lhes foi tirado.

Foto: Google
Ninguém teve um papel tão marcante na história do Louvre quanto Napoleão. Por isso, é justo que você demore alguns minutos para vê-lo numa situação gloriosa, como em A Coroação de Bonaparte, de Jacques-Louis David, o grande pintor da corte napoleônica. David, um jacobino que se atirara à vida de revolucionário, escolheu um momento simbólico da cerimônia para registrar em sua obra. Nela, Napoleão está prestes a depositar a coroa em sua mulher, Josefina, um gesto que caberia ao papa Pio VII. Assim, ficava claro de quem era o poder na nova ordem, como prova a situação embaraçosa e a expressão contrariada do papa, captada espetacularmente por David.

De David, no Louvre, também é altamente recomendável ver um instante dramático na saga jacobina, A Morte de Marat. Um dos líderes revolucionários mais amados pelo povo, Marat foi assassinado por uma jovem que se dizia partidária de suas ideias. Ela o esfaqueou na banheira em que ele mitigava as dores terríveis que sentia por causa de uma doença na pele. O crime precipitaria uma onda de terror na qual a guilhotina trabalharia feneticamente.

Foto: Google
A etapa revolucionária pode ser enriquecida com a contemplação de A Maldição Paterna, de Jean-Baptiste Greuze. Ele foi o pintor favorito de Diderot, o intelectual iluminista que contribuiu como poucos para abrir caminho para a Revolução de 1789. Diderot admirava a arte de Greuze pelo seu conteúdo moral - moral no sentido de educar, construir um caráter. A Maldição Paterna mostra um filho desesperado no quarto em que seu pai agoniza sob as vistas da família. O filho contrariara o pai e por isso é reprovado enfaticamente. Greuze reproduziu com seu pincel um pensamento fundamental de Confúcio, o filósofo de 2 500 anos atrás que até hoje influencia fortemente os chineses: a obediência aos pais é vital na personalidade de homens e mulheres.

Nossas preferências também devem ser levadas em consideração numa visita ao Louvre. Para mim, A Morte de Sêneca, de Peter Paul Rubens, é obrigatória. Rubens homenageou a bravura de Sêneca, que cortou os pulsos por ordem de Nero, o imperador de quem fora preceptor. Autor de ensaios notáveis sobre a arte de viver e de morrer, Sêneca cuidou de Nero antes que este degenerasse. Depois, acusado de conspiração pelo antigo pupilo, foi obrigado a se matar. A exemplo de Sócrates ao tomar a cicuta, Sêneca, como mostra a tela de Rubens, consolou os discípulos em vez de ser consolado por eles.


"Mulheres Peladas"
"Artistas medíocres imitam", disse Picasso. "Grandes artistas roubam as ideias dos mestres." É instrutivo, a esse respeito, ver o Concerto Campestre, de Ticiano. Cercados de árvores e arbustos, dois homens estão absolutamente entretidos um com o outro, a despeito da nudez de duas mulheres que os acompanham. Esse quadro enigmático - o que estão fazendo as duas moças peladas num local público, e por que são alvo da brutal indiferença dos cavalheiros? - inspiraria séculos depois Edouard Manet num quadro que entraria para a história da pintura. Em Desjejum no Gramado, obra-prima do impressionismo, Manet retrata exatamente dois homens vestidos e duas mulheres nuas. Em comum, os homens das pinturas parecem não notar a deslumbrante presença feminina. Se você encontrar sentido nisso, me avise. O Desjejum está em outro museu de Paris, o D’Orsay, repleto de obras de impressionistas. O Louvre, numa decisão tomada há cerca de 40 anos, exibe obras apenas de artistas antigos. Não que o impressionismo - que floresceu na segunda metade do século 19 - seja novo. Mas não é antigo o bastante para estar representado ali.


Se grandes pintores como Ticiano e Manet se curvaram escancaradamente à nudez feminina, não há razão para que homens comuns se constranjam em admirá-la. Dois quadros são especialmente interessantes nesse quesito no Louvre. Um é O Banho Turco, de Jean-Auguste Domenique Ingres, em que mulheres jovens e lindas se esfegam umas nas outras. Contemplandoas, você vai lamentar o triunfo da estética anoréxica entre as mulheres. O segundo é de autor ignorado, da célebre Escola de Fontainebleau, cujo estilo foi inspirado no maneirismo italiano. O nome é Gabrielle d’Estrès e uma de Suas Irmãs. Favorita do rei Henrique IV, Gabrielle, ninguém nunca soube o porquê, aperta com a mão esquerda o mamilo direito da irmã.

Pelos meus cálculos, ver direito as obras citadas vai demandar umas duas horas. É o tempo justo. Mais que isso, bate um cansaço que pode levar você a odiar o que bem poderia venerar. São 35 mil obras em exposição, apenas 12% de todo o acervo. Melhor se encaminhar para a saída e dizer a esse grande museu não adieu, mas até breve.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

6 bilhões de Outros | MASP

Adorei! Superindico pro feriadão!!!
Bjs
Cintia
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O objetivo da mostra "Seis Bilhões de Outros" é desvendar o sentido da vida, os sonhos, as angústias de anônimos. A exposição já passou pela Europa e Ásia e chega pela primeira vez à América. Os vídeos foram gravados durante cinco anos.



O fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, de 65 anos, nasceu numa conhecida família de joalheiros parisienses, mas nunca se interessou por diamantes e esmeraldas. Seu tesouro está acima da terra. Bem acima, aliás. Conhecido por suas fotos aéreas, entre elas a de um manguezal em forma de coração na Nova Caledônia, arquipélago da Oceania, Arthus-Bertrand já esteve algumas vezes no Brasil e volta para inaugurar amanhã, no Masp, a exposição "6 Bilhões de Outros", seu mais ambicioso projeto até o momento. Recorde de público na França na temporada passada, a mostra é inédita no Brasil e só foi exibida na Europa e Ásia, onde foi vista por 3,5 milhões de pessoas.


Perguntado sobre qual o objetivo do trabalho, ele afirma: “Meu sonho é mudar o mundo, mas se não for possível, pelo menos melhorar um pouco”.


Lançado em 2003, o projeto reuniu até o momento 5 mil depoimentos captados em 75 diferentes países, alguns escolhidos para o DVD triplo que ele lançou na França e será exibido na mostra do Masp. São pessoas comuns, que respondem a questões simples sobre suas lembranças de criança, seus sonhos e projetos futuros. Arthus-Bertrand acredita tanto no poder mobilizador desses depoimentos que até fundou, em 2005, uma organização filantrópica dedicada à promoção do desenvolvimento sustentável.


“Toda pessoa fotografada nesta exposição conta alguma coisa. Somando tudo isso você tem uma grande história da narrativa da humanidade independentemente de cor, lugar de origem, credo, de profissão, de ideologia, esse que é a grande atração dessa exposição”, declara Texeira Coelho, curador do Masp.


Fonte: Jornal Hoje e Ig - Último Segundo

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Museus para o chocolate

Oi gente! Hj eu trouxe alguns museus de dar água na boca...
Pelo mundo há museus dedicados a todo o tipo de coisa. E sobre o chocolate? Sim, há oito museus espalhados pelo planeta dedicados a essa deliciosa iguaria! Selecionei aqui alguns deles.


1) The Chocolate Museum (St. Stephens, Canadá)

Aberto em 1999, o museu conta a história dos irmãos fundadores da Ganong Bros. Ltd., a mais antiga fabricante de doces do Canadá, fundada em 1873. Além de equipamentos e caixas de chocolates antigos, estão disponíveis aos visitantes computadores com displays interativos e quantidade ilimitada de chocolates gratuitos (essa é a melhor parte, não é mesmo??).
As exposições são bilíngues (inglês e francês) e acessíveis a portadores de cadeiras de rodas.
Acesse o site aqui.


2) Choco-Story, The Chocolate Museum (Bruges, Bélgica)

Quase mil objetos remontam a história da origem e da evolução do chocolate, além de revelarem detalhes do processo de produção e das características típicas do produto na Bélgica.
O museu fica no prédio histórico Huis de Crone, erguido em 1490, e tem unidades em Paris e em Praga.
A visita termina com vídeo e degustação (eba!!) de chocolate. Acesse.


3) Cadbury World (Birmingham, Inglaterra)

Até 2009, 8,5 milhões de pessoas já tinham visitado o museu inglês criado pela empresa Cadbury. Inaugurado em 1990, foi projetado para tour interativo sem guia, cuja duração é de três horas. O amplo espaço tem jogos eletrônicos, painéis sensíveis ao toque, vídeos explicativos com efeitos especiais e 14 zonas com decoração cenográfica (foto). É preciso agendar a visita, e está disponível no site o mapa do visitante, com todas as atrações do Cadbury World.Veja o site clicando aqui.


4) Reino do Chocolate (Gramado, RS)

O passeio pelo museu de 1,6 mil metros quadrados inclui minifábrica de chocolate, "túnel do tempo" com ambientes que contam a história do doce, entre outras atrações interativas. A sala da pirâmide asteca (foto) reconstrói a crença daquele povo no Deus Quetzalcoatl, que teria dado a eles as primeiras sementes de cacau. O museu disponibiliza transporte gratuito do hotel até o local mediante reserva, e o ingresso de entrada, que custa R$ 5, pode ser usado para comprar chocolate na loja. Acesse o site.


5) Hershey's World (Pensilvânia, Estados Unidos)

O museu tem unidades em Nova York, Chicago, Shangai, Dubai e Singapura, mas o Hershey's World na Pensilvânia é o maior e mais antigo museu de chocolate da marca. O tour começa com a colheita do cacau, passa por diversos ambientes tematizados e interativos - alguns com carrinhos -, até chegar ao produto final da Hershey's. O visitante também pode fazer seu próprio chocolate com equipamentos de fábrica e opções variadas de recheios, além de desenhar a embalagem do produto e levá-lo para casa. Veja preços, mais atrações e horários de funcionamento no site da Hershey's. Site do museu aqui.


6) Imhoff Schokoladen Museum (Colônia, Alemanha)

Feito de vidro e metal, o prédio de 1993 foi projetado para parecer um navio ancorado à margem do Reno, próximo à parte antiga da cidade. O Schokoladen Museum, de 4.000 metros quadrados, é um dos 10 museus mais visitados da Alemanha. Na entrada, ele tem uma fonte de chocolate de três metros onde se pode mergulhar waffles e experimentar o doce quente derretido. Na jornada pelos 4.000 anos de chocolate, os turistas podem ver verdadeiras árvores de cacau e as máquinas da fábrica. Entre os destaques, há a exibição televisiva e em pôsteres da trajetória das propagandas de chocolate desde 1926.
Veja o site do museu aqui.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Arte contemporânea em Roma

Nessas horas eu queria estar lá na Itália... rsrsrsr!
Bjs
Cintia
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Roma inaugura dois museus dedicados à arte contemporânea
27/05/2010 - 15h28

Carmen Pliego / EFE
"Cosmic Magnet", feita pelo artista italiano Gino de Dominicis (1947 - 1998) pouco antes de morrer, posicionada na entrada exterior do novo museu MAXXI, em Roma (27/05/2010)
    ROMA, 27 Mai 2010 (AFP) - Roma viveu um dia histórico nesta quinta-feira ao inaugurar dois espetaculares museus dedicados à arte contemporânea, projetados por célebres arquitetas, a anglo-iraquiana Zaha Hadid e a francesa Odile Decq, e concebidos para abrigar a cultura do terceiro milênio.

    O chamado MAXXI (Museu Nacional das Artes do Século XXI) de Hadid, com suas enormes salas de cimento armado e formas chamativas, iluminadas em grande parte com luz natural, pretende tornar-se uma referência para instituições artísticas públicas e privadas, tanto na Itália como internacionalmente.
    "Queria fazer uma homenagem a Roma, à sua fantástica luz e à sua incrível história estratificada", afirmou Hadid, que projetou espaços generosos, inundados de luz, com transparências e jogos de espelhos.

    MAXXI abre as portas ao público em 30 de maio, depois de três dias de festas.
    Para a inauguração, foram programadas quatro exibições. Além da seleção de esculturas, vídeos, pinturas e instalações da coleção permanente sobre o tema "Espaço", foi programada uma exposição dedicada ao controverso artista italiano Gino De Dominicis, cujo célebre esqueleto de 24 metros de comprimento com nariz longo e afinado, feito antes de ele morrer em 1998, adorna a entrada.
    Alberto Pizzoli / AFP 
    Vista do MACRO, Museu de Arte Contemporânea de Roma, durante abertura para a imprensa


      O museu, de 21.200 metros quadrados, dos quais 10.000 são destinados a salas de exposição, custou nada menos que 150 milhões de euros.

      Menos custoso (20 milhões de euros), mas igualmente espetacular, é a ampliação do Museu de Arte Contemporânea de Roma, o Macro, em outra região da cidade, abrigado em um edifício do início do século 20 e cujos novos 10 mil metros quadrados foram projetados pela excêntrica arquiteta francesa Decq.

      "Aqui, a cidade entra no museu e o museu sai à cidade", explicou a arquiteta, que joga com as alturas, reflexos, escadas e fachadas.

      Na sala principal foram instaladas obras de um dos pilares da chamada Arte Povera, Jannis Kounellis, assim como uma enorme pintura do pai do pop italiano, Mario Schifano, junto da instalação do indiano Subodh Gupta.


      Via: Uol Entretenimento

      sexta-feira, 21 de maio de 2010

      Telas roubadas em Paris

      Três telas foram roubadas recentemente do Museu de Arte Moderna de Paris. A Prefeitura pede aos assaltantes que não danifiquem as obras. Também, seria um contrassesso se eles fizesem isso, afinal que valor teria uma tela danificada? Cem milhões de euros não podem ser destruídos desse jeito.


      Dentre as telas roubadas estão as de Picasso, Modigliani e Matisse. O crime foi descoberto às 7h do dia 20/05 (2h no horário de Brasília), antes da abertura do museu, quando seguranças encontraram uma janela quebrada e a fechadura de uma porta violada. Câmeras de vídeo do local filmaram uma pessoa com o rosto coberto realizando o roubo. Os quadros teriam sido cuidadosamente removidos de suas molduras, e não cortados, com normalmente acontece.
      O roubo de quadros de artistas consagrados é um crime que proporciona alta lucratividade, segundo a Interpol. Dentre os pintores mais visados, Pablo Picasso ocupa lugar especial: no conjunto de obras desaparecidas no mundo, aproximadamente mil são do espanhol, outras 300 são de Marc Chagall e 220 do mestre holandês Rembrandt. No Brasil, quadros do artista espanhol já foram levados da Estação Pinacoteca, uma extensão da Pinacoteca de São Paulo, em 2008, e do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em 2007.

        



      quarta-feira, 28 de abril de 2010

      Teatro Cultura Artística de cara nova

      Adoro quando acontece esse tipo de coisa, pois mostra que a sociedade está mudando em relação ao campo das artes. Parece que quando essas reformas acontecem, a arte fica mais democrática e passa a ser vista pelas pessoas de outra forma, como algo para todos e não mais com era antigamente, quando arte era privilégio da elite.
      Bjs
      Cintia
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      Reforma do Teatro Cultura Artística vai mudar estrutura e reformar painel de Di Cavalcanti
      Gyovanni Gerolla
      28/04/10 - 07h

      O Teatro Cultura Artística, no centro de São Paulo, faz parte da história da cidade. Após ser destruído por um incêndio, em agosto de 2008, o movimento de atores no local deu lugar ao vai e vem de operários da construção. Quem passa hoje por lá vê tapumes e o surgimento de estruturas metálicas. Paulo Bruna, do escritório Paulo Bruna Arquitetos Associados, antigo parceiro do arquiteto Rino Levi, sente-se reformando a própria casa com seu novo projeto para o Cultura Artística.

      O projeto original, datado de 1942, teve a assinatura de Roberto Cerqueira Cesar em parceria com Rino Levi. Oito anos depois, o teatro foi inaugurado, com dez mulheres na fachada, em painel de pastilhas Vidrotil, assinado por Di Cavalcanti.

      Como era tradicional nos anos 1950, havia um palco, não tão grande, nem tão fundo, mas para enorme plateia: 1.560 lugares se abriam em leque a partir de um eixo central do palco, que ficava de frente para a Rua Nestor Pestana. “O teatro tinha um eixo perpendicular à rua”, relembra Paulo Bruna. O comprimento da última fila era o mesmo do painel da fachada, em sua curvatura, de 48 metros. “Agora, estamos invertendo esse eixo, de forma que o palco fique paralelo à Nestor, ou de lado para ela”, explica.

      Se antigamente a última fila ouvia claramente o que o ator representava, era porque Levi foi um grande estudioso da acústica. Mas para Paulo, o mais importante, agora, é abrir possibilidades. O novo teatro terá cinco pavimentos, com três níveis de balcões e camarotes, e uma plateia mais estreita, reduzida para 788 lugares: “É para baixar as luzes dos balcões e manter um maior nível de intimidade entre o palco e o público, nos dias em que o espetáculo não lotar a sala”.

      Os últimos pavimentos, acima dos balcões, portarão camarins, administração e haverá ainda um andar subsolo de estacionamento para atores, funcionários, equipes técnicas, depósitos e casas de máquinas. “A decisão de fazer um teatro moderno parte do princípio de que ele terá de ser multifuncional, para orquestra sinfônica – e daí a necessidade de se ter um fosso entre o palco e a plateia -, música de câmara, solistas, teatro, balés, óperas e musicais”, diz o arquiteto. Para tanto, o estudo de acústica e materiais de revestimento terá de ser minucioso.
       
      Se não havia lugar para abrigar músicos, tampouco suficiente era o espaço de foyers. A legislação atual exige que haja de 0,7m² a 0,85m² disponíveis de foyer para cada assento dentro da sala de espetáculos. “Os foyers antigos tinham área total menor que 1/3 da área de plateia”, conta Paulo. “Nem a metade dos presentes conseguia pegar champanhe na hora do intervalo”.

      O novo conceito dá mais importância ao momento de socialização, com bares, mesas, lojas de CDs e múltiplos foyers e toaletes.

      Fonte: Uol

      segunda-feira, 15 de março de 2010

      Projeto Arquitetônico do MIS - Museu da Imagem e do Som

      O novo MIS - Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, será construído onde hoje se encontra a boite HELP na Praia de Copacabana.
      O projeto do escritório nova-iorquino é inspirado no calçadão de Copacabana e abrigará biblioteca, videoteca, café, restaurante, espaço para shows, palestras e até mesmo salas de exibição ao ar livre.
      O escritório Diller Scofidio + Renfro, dos arquitetos Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, venceu o concurso de projeto para a nova sede do MIS do Rio de Janeiro, que será construída em Copacabana. A escolha foi anunciada no dia 10 de agosto pelo governador carioca, Sérgio Cabral, e pela secretária de Cultura, Adriana Rattes. O custo da obra é estimado em R$ 65 milhões.

      Além do ganhador, também foram convidados pelos organizadores do concurso outros seis escritórios: o americano Daniel Libeskind, o japonês Shigeru Ban e os brasileiros Bernardes Jacobsen, Brasil Arquitetura, Isay Weinfeld e Tacoa Arquitetos.

      O projeto de Elizabeth Diller e de Ricardo Scofidio propõe a "verticalização" (imagem acima) do calçadão de Copacabana para a nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. O prédio de cinco pavimentos será concebido como se fosse um fole de sanfona na horizontal, com escadas e rampas fazendo o acesso aos andares. Vidros permitirão a visualização interna do museu pelas pessoas que circulam do lado de fora.

      Internamente, o novo MIS terá salas de exposição fixas e temporárias, biblioteca, videoteca, café, restaurante, espaço para shows, palestras e até um auditório para projeções no topo do prédio, ao ar livre. Além disso, a edificação também possuirá dois pavimentos de estacionamento e salas reservadas para a administração do museu. 

      De acordo com informações do Governo do Rio de Janeiro, as obras do futuro MIS devem se iniciar em até dois meses e a perspectiva é de que o espaço seja aberto ao público em abril de 2012. O projeto está orçado em R$ 65 milhões, sendo que cerca de R$ 50 milhões virão do Estado e o restante será captado por meio de parcerias privadas.


      Veja abaixo as outras propostas criadas 
      para a nova arquitetura do MIS do Rio de Janeiro: 

      Projeto de Bernardes & Jacobsem

      Projeto de Isay Weinfeld

      Projeto de Brasil Arquitetura

      Projeto de Daniel Libeskind

      Projeto de Tacoa Arquitetos

      Projeto de Shigeru Ban



      Fonte:  recebi essa apresentação por email, mas não continha os créditos, infelizmente.

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