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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tem brasileiro expondo em Paris

Vejam que exuberante essa escultura do artista brasileiro Henrique de Oliveira que está exposta no museu Palais de Tokyio, em Paris.

Sua imensa escultura em madeira – Baitogogo – brinca com a arquitetura do museu.

Henrique Oliveira tem tudo para tornar-se a grande presença brasileira no exterior no momento. Ele trabalha com madeira compensada (recicla o que já foi usado) e cria esse efeito de troncos reais de árvores.


Impressionante, não?





Acesse o site do artista e conheça também suas pinturas, desenhos e outros trabalhos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gaudí e seus 161 anos de história


Se Antoni Gaudí, arquiteto catalão, estivesse vivo completaria hoje 161 anos! Gaudí é um dos símbolos da cidade de Barcelona, local onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquiteto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão.

Grande parte da obra de Gaudí é marcada pelas suas grandes paixões na vida: arquitetura, natureza e religião. Gaudí prestava atenção aos mais ínfimos detalhes de cada uma das suas obras, incorporando nelas uma série de ofícios que dominava: cerâmica, vitral, ferro forjado e marcenaria. Introduziu novas técnicas no tratamento de materiais, como o trencadís, que consiste em usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies.

Depois de vários anos sob influência do neogótico e de técnicas orientais, Gaudí tornou-se parte do movimento modernista catalão, que atingiu o seu apogeu durante o final do século XIX e início do século XX. O conjunto da sua obra transcende o próprio movimento, culminando num estilo orgânico único inspirado na natureza. Gaudi raramente desenhava projetos detalhados, preferindo a criação de maquetes e moldar os detalhes à medida que os concebia.

A obra de Gaudi é amplamente reconhecida internacionalmente e objeto de inúmeros estudos, sendo apreciada não só por arquitetos como pelo público em geral. A sua obra-prima, a inacabada Sagrada Família (foto abaixo), é um dos monumentos mais visitados de Espanha. Entre 1984 e 2005, sete das suas obras foram classificadas Património Mundial pela UNESCO. A devoção católica de Gaudi intensificou-se ao longo da sua vida e a sua obra é rica em imaginária religiosa, o que levou a que fosse proposta a sua beatificação.


Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura. Com o tempo, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família, possuem um poder quase alucinatório.



Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde estudou arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tendeu para a procura do luxo durante a juventude; no entanto na idade adulta e no final da vida, essa sua tendência diluiu-se por completo.

Morreu aos 72 anos, vítima de atropelamento. Encontra-se sepultado no Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona, na Espanha.

Exemplo de Trocadís, a arte de combinar pedaços cerâmicos partidos.


Parque Guell, em Barcelona.


O Doodle de hoje homenageia esse grande artista:



Fonte: Wikipédia
Fotos: Wikipédia e Google

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tomie Ohtake - Correspondências

Uma das grandes artistas no cenário artístico e cultural brasileiro completa 100 anos em novembro com exposições.
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Tomie Ohtake relembra sua trajetória e celebra seu centenário com exposição em São Paulo
Uma das maiores pintoras do Brasil, ela iniciou a carreira aos 40 anos após ter criado cinco filhos
Em: 03/02/2013
Por: Audrey Furlaneto para O Globo / Cultura



SÃO PAULO - Desde que trocou o Japão pelo Brasil, Tomie Ohtake nunca aprendeu a pronunciar a letra “l”. Há 77 anos no país e consagrada como uma das maiores pintoras brasileiras, para ela, galeria ainda é “gareria” e tela vira “tera”. Às vésperas de iniciar as celebrações de seus 100 anos (dia 21 de novembro), ela ri do próprio sotaque:

— Nunca “aprendeu” a falar português. Agora não “aprende” mais, né?

Mas Tomie fala com parcimônia. Como sua obra, ela é rigorosa, suave e de poucos elementos. Se um poema haikai trata do mundo em 17 sílabas, afirma, por que ela deveria usar mais?

Sua carreira, que se iniciou aos 40 anos (só após ter criado os filhos), começa a ser revista a partir desta semana. Abrindo os festejos do centenário, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, inaugura na quarta-feira a primeira de uma série de mostras que serão dedicadas à artista até novembro. “Tomie Ohtake - Correspondências” relaciona suas obras com as de Mira Schendel, Cildo Meireles e Nuno Ramos, entre outros. E, no dia 23, a galeria Nara Roesler, também em São Paulo, exibe telas recentes da artista, de 2012 e 2013.

— Agora só se fala em centenário — ela diz, sorrindo. — É engraçado. Nunca senti os anos...

À cabeceira de uma mesa de concreto na casa modernista que o filho Ruy Ohtake projetou há 44 anos no bairro Campo Belo, em São Paulo, a artista recebe O GLOBO com um almoço à brasileira, servido em louças de delicada cerâmica (presente e obra de sua melhor amiga, a ceramista Kimi Nii), com talheres do designer finlandês Arne Jacobsen que, vaidosa, Tomie conta ter ganhado do filho Ruy nos anos 1970. À mesa, estão arroz, purê de batata-baroa, carne de panela com legumes - E tem saladinha, né? - diz.

Quando se trata de Tomie, os críticos de arte dizem que vida e obra estão “amalgamados”. A casa, de fato, parece o centro de tudo. Lá está seu ateliê, onde ela mandou instalar uma cama, de solteiro, ao lado das telas — “assim, já fica olhando quando acorda”.

E a sala de jantar não é só um ambiente a mais. Para Tomie, o “dia mais contente” é domingo, quando a mesa fica cheia. Há 30 anos, ela espera à cabeceira pela chegada dos filhos — Ruy, 75 anos, e Ricardo, 70, diretor do Instituto Tomie Ohtake — da nora Marcy (casada com Ricardo e também sua assessora de imprensa) e dos dois netos, Rodrigo, 28 anos, e Elisa, 32.

Durante a semana, Tomie almoça sozinha, sempre às 13h. Tem a disciplina dos orientais. Acorda às 8h, toma banho, aplica um creme antirrugas e senta-se, às 9h, para o café. Três vezes na semana vai ao ateliê, onde um assistente a aguarda. Às terças e quintas, faz fisioterapia e, uma vez por semana, recebe a cabeleireira do bairro, que mantém seu corte rigorosamente na altura do queixo e os fios pintados de preto. Também costuma vestir-se de preto. Guarda as cores para as telas.

Quando desembarcou do navio que a trouxe, após 40 dias de viagem, de Kioto para São Paulo, a primeira sensação que teve foi relacionada a uma cor.

— Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil.


Tomie chegou ao Brasil Nakakubo, sem o sobrenome Ohtake. Veio acompanhada do irmão em 1936. Algum tempo depois, estourou a Guerra do Pacífico, e o irmão voltou. Morreu lutando. Mas Tomie tinha outro irmão em São Paulo, que mantinha um laboratório em sociedade com Oshio Ohtake, “esse moço muito boa pessoa e muito bonito”, diz ela, sorridente.

Em um mês no país, aos 23 anos, ela se casou com Oshio.

— Minha mãe pediu uma fotografia do casamento. Não acreditava! Tive que botar vestido para a foto — diverte-se.

Um ano depois do casamento, nasceu Ruy. A família Ohtake, então, mudou-se para o Rio, onde Tomie desfrutou do mar, de que tanto gosta:

— Pegava a barca e ia nadar em Niterói, porque a praia era muito bonita!

Recém-casada, a jovem Tomie se fez a pergunta: “Família é mais importante que trabalho?”. Já tinha apreço pela pintura e, no Japão, comprava catálogos e desenhava. Mas a decisão de priorizar a família a manteve distante dos pincéis até os 40 anos, quando encontrou o artista Keisuke Sugano. Ele dava aulas a Tomie e outros japoneses. Pedia aos alunos que pintassem uma flor, por exemplo. Ao fim, criticava as pinturas. A de Tomie, no primeiro dia, foi eleita a melhor. Começava ali uma carreira que nasceu figurativa e tornou-se abstrata. Dez meses depois, ela já exibia telas no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Em 1951, com o filho Ricardo já nascido, voltou ao Japão. Sentia saudade da mãe, Kimi. Passaram o dia conversando e, entre um diálogo e outro, conta, a mãe suspirou e morreu.

— Meu irmão colocou a mão no pulso dela e disse: “Ih, parou!”. Às vezes tenho saudade, mas já estou acostumada. A única coisa que pode me deixar muito triste hoje é a morte de um filho. Se um filho morre antes de mim, eu morro.

Depois da pintura abstrata dos anos 60, Tomie se aventurou pelas gravuras nos anos 70. Em 1977, ficou viúva de Oshio Ohtake e não voltou a se casar. Na década seguinte, sua obra foi marcada por cores contrastantes e intensas, talvez inspirada em Mark Rothko, seu pintor preferido. Foi também nos anos 1980 que floresceu sua produção de esculturas, muitas delas públicas, como a “Estrela-do-mar” (1985), instalada na Lagoa, no Rio, que gerou polêmica, foi removida para manutenção em 1990 e nunca voltou. [Procurei essa imagem no Google e no site T.O. Inst. e não encontrei!]


Na casa onde vive, fez o paisagismo com mudas que ganhou de Burle Marx. Ao lado das plantas e da piscina, estão esculturas suas. Todos os dias, ela alimenta os pássaros no jardim, vizinho a seu ateliê.

Antes de passar por uma cirurgia na coluna aos 93 anos, Tomie era assídua de exposições. No ano passado, teve pneumonia, caiu doente e “a perna ficou muito fraquinha, né?”. Passou a usar cadeira de rodas e não vai mais a vernissages. Mas lê quase todos os (muitos) catálogos que recebe. Leitura é sua distração. Não gosta de cinema ou TV, porém não dispensa jornais, incluindo o “São Paulo Shimbun”, em japonês.

Sobre arte contemporânea, não se sente muito tocada pelo que vê. Gosta de Regina Silveira, Tunga e Adriana Varejão. Arte, diz, é para ser sentida.



O curador Paulo Herkenhoff costuma dizer que “não há pintura brasileira sem Tomie Ohtake”. Para o crítico Frederico Morais, ela soube equilibrar a tradição japonesa e a vivência no Brasil. Tomie criou algo muito particular entre os artistas nipo-brasileiros, afirma ele, ao combinar o informalismo dos anos 1950 com o “desejo de organizar” o informal.

— A arte de Tomie nunca foi muito expansiva, excessivamente lírica. É contida, nipônica. A pintura dela é como ela mesma: de poucas palavras.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

172 anos de Rodin

Auguste Rodin, escultor francês que completaria 172 anos hoje, é homenageado pelo Google com um logotipo especial em sua página inicial nesta segunda-feira. O doodle destaca uma das obras mais importantes do artista, a escultura O Pensador, que retrata um homem em meditação.

Auguste Rodin nasce em Paris em 1840 e é considerado o pai da escultura moderna. Filho de uma família da classe operária parisiense, Rodin é aceito na Escola de Artes Decorativas e posteriormente na Academia de Belas-Artes. Entre suas obras mais célebres estão "O Beijo" e "Porta do Inferno". O escultor morre em 1917, e seu corpo está sepultado em um museu em Meudon. No Brasil, podemos ver algumas de suas obras na Pinacoteca de São Paulo.

"O Beijo"


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"Porta do Inferno"
A exemplo do que tantas vezes acontece com grandes artistas, a primeira obra de Rodin, "O Homem de Nariz Quebrado" (1864), não é aceita no Salon de Paris. A justificativa do júri foi que a obra era um esboço, algo inacabado. Paradoxalmente, toda a criação do escultor se basearia no conceito de "non finito". No ano de 1875, Rodin conhece Meunier e realiza uma viagem à Itália, de importância fundamental para sua futura estatuária. Lá se interessa principalmente pela obra de Michelangelo, mais precisamente pela escultura "O Prisioneiro", que o mestre deixou inacabada, influência esta que o liberta do academicismo. Na sua volta, o escultor visita e estuda as catedrais góticas. Em pouco tempo cria seu famoso "São João Batista Pregando" (1878).

"São João Batista Pregando"
Na contemplação de fragmentos de esculturas clássicas, Rodin compreende até que ponto uma parte da obra era capaz de representar o todo dela. Assim, começa fazendo obras cerceadas, por assim dizer, algo que ninguém jamais havia tentado. Exemplo disso são "O Homem que Caminha" e "Torso". No entanto, esses fragmentos de obras não são produto de um capricho artístico. Na obra "A Mão de Deus", há uma ambivalência de significados: a mão divina é na realidade a de um escultor em plena atividade. E é exatamente o que Rodin tenta plasmar ao longo de toda a sua obra: o momento da criação. Por esse motivo que ele pode ser considerado um verdadeiro impressionista.

"O Pensador"
Suas obras mais célebres, "O Beijo", que faz parte de uma série de esculturas realizadas para a Porta do Inferno, do Museu de Artes Decorativas, "O Pensador", da mesma série, e o "Retrato de Balzac" confirmam isso. Tem hoje um museu em Paris dedicado as suas obras e vida (o Musée Rodin), situado no Hôtel Biron, ao lado do Hôtel des Invalides, túmulo de Napoleão.

Detalhe da assinatura de Rodin em uma obra na Pinacoteca de SP

"Denaide"
Rodin teve como assistente a escultora Camille Claudel, com quem teve um romance e cujos trabalhos são muitas vezes confundidos com os de Rodin. Camille acreditava que Rodin queria se apropriar dos seus trabalhos. À época, foi considerada insana e terminou seus dias internada em um manicômio.

Rodin conquistou fama em vida, e suas obras chegaram a ser as mais apreciadas no mercado de arte europeu e americano. Hoje em dia encontram-se nos museus mais importantes do mundo.

Pátio com algumas esculturas de Rodin na Pinacoteca de SP

sábado, 23 de junho de 2012

'Corpos Presentes' no CCBB Rio

Em Julho, o CCBB Rio de Janeiro recebe a exposição Antony Gormley, "Corpos Presentes". Não dá pra perder! Pra conhecer mais sobre Gormley, acesse aqui o site com toda a obra do artista britânico.



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