segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ele voltou!

Sim, Chico Buarque fará uma turnê
Além das músicas do novo CD, o compositor vai cantar antigos sucessos, como Geni e Sonho de Carnaval. Chico não sai em turnê há cinco anos
Em: 13/10/2011
Por: Danilo Casaletti, para Revista Época.

Desde que lançou seu novo álbum, Chico, que chegou às lojas em julho e já vendeu 80 mil cópias, havia uma dúvida se o compositor faria ou não shows para promover seu mais recente trabalho. A resposta chegou nesta quinta-feira (13). A assessoria de imprensa de Chico divulgou que a nova turnê do artista começa no próximo dia 5 de novembro, em Belo Horizonte. Depois, o show segue para Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo (confira as datas no final desta reportagem).Outras cidades devem ser incluídas.

O roteiro do show foi construído a partir das dez novas canções lançadas por Chico. Elas serão amarradas por 18 canções de seu vasto repertório. No palco, o artista estará acompanhando por Luiz Claudio Ramos (violonista e arranjador), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros).

Em seu site oficial, o mesmo pelo qual lançou seu disco, Chico postou um vídeo falando sobre a turnê. “Vamos mostrar uma pouco da nossa bagunça”, diz o compositor, referindo-se ao ensaio. Chico também diz que enquanto gravava o disco não quis pensar em turnê, mas depois mudou de ideia. “Fiquei com vontade de cantar ao vivo as músicas do disco”.

No video, Chico dá algumas dicas das canções antigas que devem estar no show, como “Sonho de Carnaval”, uma das primeiras músicas gravadas por ele. “Ela foi reservada para o bis. Isso é, se pedirem bis”, diz. Outro grande sucesso dele, “Geni”, nunca cantada em shows por ele, também vai estar no roteiro, segundo Chico.

A última turnê de Chico aconteceu em 2006, quando ele lançou o elogiado álbum "Carioca". A apresentação rendeu um DVD. Aliás, sair com um espetáculo após lançar um trabalho não é algo que atraia muito o compositor. Apesar de já ter lançado mais de 40 discos, nos últimos 36 anos, Chico saiu em turnê apenas seis vezes: Chico e Bethânia (1975), Francisco (1988), Paratodos (1994), As Cidades (1999) e Carioca (2006).
(fim da matéria)
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Os fãs devem estar apreensivos com essa novidade, já que não é sempre que o ídolo da mpb dá o ar de sua graça nos palcos. O grande ícone da música nacional, começa sua carreira na década de 60 se destacando em 1966 quando vence o Fesival de Música Popular Brasileira com a canção "A Banda".


Pouco antes disso, em 63, ingressa no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU). Porém, cursa apenas dois anos e para em 1965, quando começa a se dedicar à carreira artística.
Conhece Elis Regina, que havia vencido o Festival de Música Popular Brasileira em 65 com a canção "Arrastão", mas a cantora acabou desistindo de gravá-la devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque revela-se ao público brasileiro quando ganha o mesmo Festival no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com "A Banda", interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com "Disparada", de Geraldo Vandré e interpretado por Jair Rodrigues ). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro "A Era dos Festivais: Uma Parábola", revela que "A Banda" venceu o festival. O musicólogo preserva por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, consta que a música "A Banda" ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, vai até o presidente da comissão e diz não aceitar a derrota de "Disparada". Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente. No dia 10 de outubro de 1966, data da final, se inicia o processo que torna Chico Buarque uma unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes.



Chico e seus amigos do MPB-4
No festival de 1967 faz sucesso também com "Roda Viva", interpretada por ele e pelo grupo MPB-4 — amigos e intérpretes de muitas de suas canções. Em 1968 volta a vencer outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Como compositor, em parceira com Tom Jobim, com a canção "Sabiá". Mas desta vez a vitória foi contestada pelo público, que preferiu a canção que ficou em segundo lugar: "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré.

Socialista declarado, Chico se autoexila na Itália em 1969 devido à grande repressão da ditadura militar no Brasil. Lá faz espetáculos com Toquinho e tem suas canções "Apesar de você" (que dizem ser uma alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici, mas que Chico sustenta ser em referência à situação) e "Cálice" proibidas pela censura brasileira. Adota o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: "Milagre Brasileiro", "Acorda amor" e "Jorge Maravilha". Na Itália Chico torna-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima "Minha História", versão em português (1970) da canção "Gesù Bambino" (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino. Em viagem a França, torna-se amigo de Carlos Bandeirense Mirandópolis inspirando-se em uma de suas composições para criar a famosa "Samba de Orly".




Ao retornar ao Brasil, em 1970, se torna um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do país. Continua com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre "Construção" ou a divertida "Partido Alto". Apresenta-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontra para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chega a ter cédula de identidade e até mesmo concede entrevista a um jornal da época.





Uma das canções de Chico Buarque que critica a ditadura é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem a Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar. A canção se chama "Meu Caro Amigo" e é dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado "Meus Caros Amigos", do ano de 1976.

O "Eu Feminino" é outro traço marcante na carreira de Chico. São muitas composições que se notabilizam pela decantação de um "eu" feminino, retratando temas a partir do ponto de vista das mulheres com notória poesia e beleza. Esse estilo é adaptado em "Com açúcar e com afeto" escrito para Nara Leão. Continua nessa linha com belas canções como "Olhos nos Olhos" e "Teresinha", gravadas por Maria Bethânia, "Atrás da Porta", interpretada por Elis Regina, e "Folhetim", com Gal Costa, "Iolanda" (versão adaptada de letra original de Pablo Milanés), num dueto com Simone, "Anos Dourados" – um clássico feito em parceria com Tom Jobim para a minissérie de mesmo nome e "O Meu Amor" para a peça "Ópera do Malandro" interpretada por Marieta Severo e Elba Ramalho sendo que, para essa última, fez também "Palavra de Mulher".


Desde muito jovem, Chico conquista reconhecimento de crítica e público tão logo os primeiros trabalhos são apresentados. Ao longo da carreira se torna parceiro como compositor e intérprete de vários dos maiores artistas da Música Popular Brasileira como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Os parceiros mais constantes são Francis Hime e Edu Lobo.



Edu Lobo e Chico Buarque
Como grande artista que é, não figura apena nas música. Na carreira literária ganhou 3 prêmios Jabuti: melhor romance em 1992 (Estorvo), além do Livro do Ano, tanto pelo livro "Budapeste" (2004) como por "Leite Derramado" (2010).




Tem ainda obras teatrais completas compostas, como "Roda Viva" (escrita no final de 1967 com estreia no Rio de Janeiro no início de 1968, direção de José Celso Martinez Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio Pedro nos papéis principais); "Calabar" (escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto); "Gota D'água" (escrita com Paulo Pontes a partir de um projeto de Oduvaldo Viana Filho, tragédia urbana em forma de poema com mais de quatro mil versos); "Ópera do Malandro" (texto baseado na 'Ópera dos mendigos' (1728), de John Gay, e na 'Ópera de três vinténs' (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O trabalho partiu de uma análise dessas duas peças conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa e que contou com a colaboração de Maurício Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório) e "O Grande Circo Místico" (inspirado no poema do modernista Jorge de Lima, Chico e Edu Lobo compuseram juntos a canção homônima para este espetáculo, que estreou em 17 de março de 1983).




Com 53 discos lançados, 7 livros, 4 filmes (como ator e co-autor), 6 dvds, entre outros, Chico Buarque hoje é considerado grande ícone e referência da música popular brasileira. Um nome que tem um legado marcado na historia brasileira de forma irretocável.

Veja agora as datas da nova turnê de Chico Buarque:

Belo Horizonte:
Palácio das Artes / De 5 a 8 de novembro
Porto Alegre:
Teatro do Sesi / Dias 28 e 29 de novembro
Curitiba:
Teatro Guaíra / De 15 a 18 de dezembro
Rio de Janeiro:
Vivo Rio / De 5 a 29 de janeiro
São Paulo:
HSBC Brasil / De 1 a 25 de março




Baixe aqui algumas das músicas citadas nesse 
post e mais algumas de Chico Buarque que eu 
selecionei especialmente pra vc!

3 CLIQUE AQUI E COMENTE!:

Giovana Damaceno disse...

Vivo Rio? que tal?!

Andre Bittencourt disse...

Eu tenho que ir!!!

Andre Bittencourt
(via Facebook)

Melissa Delunardo disse...

Eu tb!!!

Melissa
(via Facebook)

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