sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Conhecendo Artistas | Fayga Ostrower


Pegando carona no lançamento da Folha em sua coleção Cadernos de Desenho, vou apresentar hoje uma das grandes artistas da arte contemporânea. Ela é polonesa, mas morou no Brasil desde seus 13 anos e desde então se enredou pelos caminhos das artes de maneira intensa e muito satisfatória.
Espero que gostem!
Bjs
Cintia
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Fayga Ostrower é artista homenageada em número da Coleção Cadernos de Desenho
Em: 09/10/2011
Folha / Ilustríssima


Morta há dez anos, Fayga Ostrower (1920-2001) ganha edição na Coleção Cadernos de Desenho, com organização de Lygia Eluf e textos de Carlos Martins e Noni Ostrower, filha da artista polonesa.

Fugindo do nazismo, sua família chegou ao Rio quando Fayga tinha 13 anos. Estudou artes gráficas na FGV e, mais tarde, lecionou em instituições brasileiras e estrangeiras.

O livro (Editora Unicamp/Imesp, 192 págs., R$ 50) reproduz esboços e anotações feitos a partir de 1954, lamentavelmente, sem informações mais detalhadas.

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6534, exata 1965 - Xilogravura sobre papel
Fayga Perla Ostrower foi gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, ceramista, escritora, teórica da arte, professora e grande ícone das artes visuais.

Vem para o Brasil em 1934. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas - FGV, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald. Sua produção inicial em xilogravura apresenta temática predominantemente social.


No início dos anos 1950 passa a produzir obras abstratas. Entre 1954 e 1970, leciona no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Em 1955, viaja para Nova York como bolsista da Fulbright Comission. Trabalha no Brooklyn Museum Art School e estuda gravura no Atelier 17, de Stanley William Hayter.

Sem Título - xilogravura, 1967.
"Terra" - metal com papel, 1993.
"Transições" - aquarela sobre papel, 1994.

Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. A partir da década de 1970, dedica-se também à aquarela. Publica vários livros sobre questões de arte e criação artística, entre eles "Criatividade e Processos de Criação", 1978, "Universos da Arte" (um de meus livros favoritos sobre o tema), 1983, "Acasos e Criação Artística", 1990, e "A Sensibilidade do Intelecto", 1998.

Em 1983, é realizada retrospectiva dos 40 anos de sua obra gráfica, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA e, em 1995, a exposição "Gravuras 1950-1995", no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, no Rio de Janeiro.

Em 1999, recebe o Grande Prêmio de Artes Plásticas do Ministério da Cultura e participa, com o texto "Arte sobre Papel: da gravura chinesa às imagens de computador", da publicação "A Cultura do Papel", pela Casa da Palavra e Fundação Eva Klabin, em São Paulo.

No ano seguinte, é lançado o  vídeo "Gravura e Gravadores", documentário dirigido por Olívio Tavares de Araújo, com depoimentos da artista e outros gravadores, produzido pelo Instituto Itaú Cultural. Em 2001 é lançado pela GMT Editora o livro "Fayga Ostrower", organizado por Carlos Martins.

Em 2002, é fundado o Instituto Fayga Ostrower (IFO) para criar, instalar e manter um museu destinado à exposição pública permanente da obra da artista, reunindo e conservando o acervo de obras de arte deixado, além de documentos, escritos, fotografias, filmes e objetos pertencentes à artista, com a finalidade de recuperar sua memória viva.


Fontes:
- Itaú Cultural
- IFO - Inst. Fayga Ostrower

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Giovana Damaceno disse...

Juro que eu adoraria entender de arte. Estou anotando como projeto para a próxima encarnação.

Rosana Ventura disse...

Eu tenho um livro da Fayga Ostrower... muito bom!!! rs.

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