segunda-feira, 5 de abril de 2010

Falando em Páscoa

Já que ainda estamos em clima de Páscoa, resolvi dividir com vcs esse material que recebi hoje por email que fala dos famosos ovos decorados russos/ucranianos.
Eu sempre achei esse trabalho maravilhoso e uma vez assisti na TV uma matéria falando sobre a forma como eram feitos e eu fiquei ainda mais maravilhada, pois eles são pintados à mão com tamanha maestria que dá gosto de ver.

A autoria do texto não é minha, apenas copiei e disponibilizei aqui pra vcs.  Pena que no texto original não veio a fonte da pesquisa pra eu poder citar aqui. São esses emails maravilhosos que circulam pela internet completamente anônimos...
Espero que gostem!
Bjs
Cintia
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Rússia: Os Ovos de Fabergé 

Os mais belos ovos de páscoa do mundo são feitos pelos ucranianos, carregados de originalidade e com desenhos minuciosos e sofisticados. São chamados de pênssanky ou pênssanka, no singular. As pênssanky são produzidas à partir de ovos de galinha, codorna, ganso e outros animais (que botam ovo é claro!), em um trabalho artesanal super minucioso, carregado de arte e tradição. 
No Paraná, onde se concentra a maior parte dos 400 mil ucranianos que vivem registrados no Brasil, confeccionar as pênssanky é uma arte que vem se perpetuando através das gerações e que se constitui uma marca da cultura milenar do povo ucraniano. Os ovos de Fabergé são outra coisa mas a origem é lá por aquelas paragens longínquas da antiga União Soviética. Agora vamos da Ucrânia para a mãe Rússia...

Fabergé era a mais importante joalheria existente na Rússia ao final do século XIX e início do século XX. Era a essa joalheria, que levava o nome do seu dono e principal artista, que os czares russos encomendavam a confecção de ovos de páscoa para serem presenteados por ocasião da festa. Não eram fabricados com ovos, obviamente. Eram jóias sofisticadas e de enorme valor, feitas em ouro e pedras preciosas, aludindo aos tradicionais ovos de páscoa. A tradição dos ovos de Fabergé começou em 1885, quando Aleksander III, imperador da Rússia, procurou o mais famoso joalheiro da corte, Peter Carl Fabergé, e encomendou um ovo de páscoa para dar de presente a imperatriz Marie Feodorovna. No ano seguinte, fez a mesma coisa e assim continuou fazendo até sua morte.  

Com a morte de Aleksander, o seu filho passou a encomendar ao joalheiro dois ovos, uma para a mãe e outro para sua própria esposa. O ritual teve continuidade até a revolução de 1917. Durante esse período foram produzidas 56 jóias inspiradas na temática dos ovos de páscoa. 


São peças valiosíssimas e feitas com grande capricho, procurando superar-se a cada ano. É fácil imaginar o esmero com que eram fabricadas quando pensamos na imponência e riqueza do império russo e na figura do Czar. Cada jóia levava o ano inteiro sendo preparada, desde o desenho original, o corte, a lapidação das pedras e todos os detalhes, envolvendo diversos artistas, sempre com a supervisão e aprovação final de Fabergé.

Os ovos de páscoa de Fabergé podiam ser abertos e então revelavam o seu conteúdo, imagens e figuras ligadas a família imperial ou aos grandes feitos dos imperadores. Eram simplesmente maravilhosos e o seu número reduzido os faz ainda mais valiosos. Considere-se, além do mais, que cada um é especial, com desenho exclusivo. O primeiro deles, ao ser aberto, mostrava uma galinha colocando um ovo de safira. O trabalho foi admirado por toda a corte. À partir desse primeiro ano, a jóia era esperada por todos e motivo de desejo generalizado. Com a revolução russa Fabelgé foi morar na Suíça e lá viveu até o fim dos seus dias, em 1920. Os ovos pararam de ser fabricados, mas continuaram sendo disputadíssimos pelos donos de grandes fortunas.



Não se conhece o paradeiro de todos os ovos de Fabergé e possivelmente alguns ainda poderão ser descobertos, escondidos por algum familiar da antiga corte imperial ou de revolucionários do novo regime russo. É possível conceber qualquer história para os ovos desaparecidos, aproximadamente uma dúzia, não se sabe muito ao certo. Atualmente são jóias que atingem mais de US$ 5.000.000,00 quando eventualmente vão a algum leilão de arte. Cada uma dessas preciosas jóias é única e tem um tema especial de comemoração, como a coroação de Nicolas II ou outros fatos relevantes da história russa.

Os pênssanky, diferentemente dos ovos de Fabergé, são belos mas não são jóias e jamais poderiam atingir valores nesse patamar dos milhões de dólares. No entanto, a tradição ucraniana consegue também a sua visibilidade, pela beleza artística dos produtos e também porque o maior ovo do mundo é um pênssanka, ou pelo menos a imitação de um pênssanka da tradição ucraniana. Foi fabricado no Canadá onde fica um centro cultural ucraniano, na pequena cidade de Vegreville, em Alberta. Em 1975 a galeria de lá construiu o ovo em alumínio e conseguiu ir para o Livro dos Recordes. O ovo tem oito metros e meio de comprimento e seis de largura. Foram empregados 6.978 parafusos na construção, se isso interessa aí a vocês. Não consegui aqui nenhuma imagem do tal monumento, para ilustrar a história.

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YuRii disse...

realmente deve ser um trabalho mtoooo minuncioso.. merece mesmo ser Valioso!!

Sissym disse...

Quanta preciosidade! Olhei, aliás, degustei ccm olhos de quem adora arte. Que delicadeza em cada trabalho. Adorei seu post!

Giovana Damaceno disse...

A história dos ovos de Fabergè é muito bonita e fica mais curiosa ainda por se tratar de peças únicas. Tenho um livro (não lembro o nome!) que é um romance baseado no declínio dos czares russos e há uma passagem em que uma das filhas do czar foge do país com pequenoos ovos/jóias escondidos por dentro da saia. Boa postagem. Adorei.

c i n t i a disse...

É mesmo, gente! Um trabalho assim deve ser muito apreciado.

Obrigada pela visita e pelos recadinhos!!! Amo.

bjZ

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