sexta-feira, 15 de abril de 2011

Conhecendo Artistas | Araquém Alcântara

Hoje eu trago pra cá um dos mais conhecidos e respeitados fotógrafos do Brasil, Araquém Alcântara.
Com 59 anos, Araquém nasceu na cidade de Florianópolis, SC. Mas foi em Santos, SP, para onde se mudou quando jovem, que o também jornalista começou sua carreira. Desde 1970, ele tem como um de seus cenários prediletos de trabalho a natureza brasileira.


Um dado muito curioso sobre o fotógrafo é o fato de ele ter documentado todos os parques nacionais do Brasil. O resultado desse trabalho todo nós podemos encontrar no livro “TerraBrasil”, produzido em 1997, e com 80 mil cópias vendidas. Atualmente, a obra está em sua décima primeira edição.


Fotografias de Araquém podem ser encontradas em diversos lugares do mundo como, por exemplo, no Museu do Café, no Japão, Centro Cultural Georges Pompidou, em Paris, Museu Britânico, em Londres, entre outros. Este último o chamou para produzir a capa do livro “Unknow Amazon”, uma exposição sobre etnografia da Amazônica.


Hoje, Alcântara é uma fonte de inspiração para os jovens fotógrafos. O seu currículo é invejável, com 42 livros sobre o assunto, 22 livros em co-autoria, três prêmios internacionais, 32 nacionais e 75 exposições individuais.





A primeira foto

No outro dia uma amiga, Marinilda, mostrava-lhe umas fotos bem comuns, de álbum de família, feitas por uma Yashica muito caseira. Ainda mexido por causa de um filme que assistiu na véspera (A Ilha Nua, de Kaneto Shindo - quase sem história mas com a força e a beleza da pura imagem, a foto como síntese do dizer) que o deixou em transe, tonto e abalroado, ele mal olhou as fotos. pediu a yashica emropestada, comprou três filmes preto e branco e à noite doi para um cabaré do porto onde costumava ouvir bandas de rock e, com sorte, a canja de algum famoso de passagem.
Lá estava ele, a câmara na mão, os dois filmes no bolso. nenhuma técnica na cabeça, nervoso como em toda primeira vez. Mesmo sem coragem para nada, obscuramente sabia que naquala Yashica, naqueles filmes, estava segurando uma vida. Saiu tarde, sem apertar o botão.
No ponto do ônibus, já amanhecia quando uma sas moças do cabaré passou e desafiou:

Quer fotografar, é? Quer fotografar? Pois então fotografa aqui. - levantou a saia e mostrou o sexo.

Foi sua primeira foto.



Depois disso, não parou mais. As palavras já não serviam, guaguejava nelas. O que interessava eram os livros de fotografias e imagens: Kurosawa, Bergman, Truffaut, Fellini, WElls e os grandes fotógrafos Cartier Bresson, Werner Bischoff, Ansel Adans, Ernest Haas.

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Giovana Damaceno disse...

Que postagem linda para um final de domingo! Adorei.

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