segunda-feira, 1 de julho de 2013

Renoir na telona

Apresentado na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2012, o drama "Renoir" está chegando nos cinemas brasileiros, distribuído pela Europa Filmes e com estreia marcada para 19 de julho.

Enquanto esse dia não chega, aproveite para assistir - em primeira mão - o trailer original do longa escrito e dirigido por Gilles Bourdos, estrelado por Michel Bouquet, Christa Theret, e contando ainda com a trilha sonora do premiado compositor Alexandre Desplat, cinco vezes indicado ao Oscar.




Por: Adoro Cinema


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Kurt Cobain

Arte com sal!
Produzido pelo artista Bashir Sultani  



Veja mais videos acessando o canal do artista no YouTube:

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gaudí e seus 161 anos de história


Se Antoni Gaudí, arquiteto catalão, estivesse vivo completaria hoje 161 anos! Gaudí é um dos símbolos da cidade de Barcelona, local onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquiteto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão.

Grande parte da obra de Gaudí é marcada pelas suas grandes paixões na vida: arquitetura, natureza e religião. Gaudí prestava atenção aos mais ínfimos detalhes de cada uma das suas obras, incorporando nelas uma série de ofícios que dominava: cerâmica, vitral, ferro forjado e marcenaria. Introduziu novas técnicas no tratamento de materiais, como o trencadís, que consiste em usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies.

Depois de vários anos sob influência do neogótico e de técnicas orientais, Gaudí tornou-se parte do movimento modernista catalão, que atingiu o seu apogeu durante o final do século XIX e início do século XX. O conjunto da sua obra transcende o próprio movimento, culminando num estilo orgânico único inspirado na natureza. Gaudi raramente desenhava projetos detalhados, preferindo a criação de maquetes e moldar os detalhes à medida que os concebia.

A obra de Gaudi é amplamente reconhecida internacionalmente e objeto de inúmeros estudos, sendo apreciada não só por arquitetos como pelo público em geral. A sua obra-prima, a inacabada Sagrada Família (foto abaixo), é um dos monumentos mais visitados de Espanha. Entre 1984 e 2005, sete das suas obras foram classificadas Património Mundial pela UNESCO. A devoção católica de Gaudi intensificou-se ao longo da sua vida e a sua obra é rica em imaginária religiosa, o que levou a que fosse proposta a sua beatificação.


Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura. Com o tempo, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família, possuem um poder quase alucinatório.



Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde estudou arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tendeu para a procura do luxo durante a juventude; no entanto na idade adulta e no final da vida, essa sua tendência diluiu-se por completo.

Morreu aos 72 anos, vítima de atropelamento. Encontra-se sepultado no Templo Expiatório da Sagrada Família, Barcelona, na Espanha.

Exemplo de Trocadís, a arte de combinar pedaços cerâmicos partidos.


Parque Guell, em Barcelona.


O Doodle de hoje homenageia esse grande artista:



Fonte: Wikipédia
Fotos: Wikipédia e Google

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Das telas para o palco

Acrobacias para Salvador Dalí
Trupe internacional apresenta espetáculo baseado na obra do pintor catalão
Em: Jun/2013
Por: Scientific American Mente Cérebro


Uma imensa tela de quase 10 metros de altura, pintada por Salvador Dalí nos anos 40 e desaparecida por várias décadas, foi a inspiração para La veritá, espetáculo da companhia suíça de teatro e dança Finzi Pasca, que conta de forma poética a trajetória do artista catalão, um dos nomes mais importantes do surrealismo, movimento artístico do século 20 influenciado pelas ideias de Sigmund Freud sobre o inconsciente e marcado pela tentativa de retratar aspectos ocultos da mente.


A obra original faz parte do cenário da apresentação, que mescla técnicas circenses, balé e teatro. Segundo o criador da companhia, Daniele Finzi Pasca, as imagens de Dalí pertencem à dimensão dos sonhos – não é possível distinguir se é noite ou dia ou o que é real ou imaginário. “A linguagem dos acrobatas, que não ficam nem no chão, nem no ar, fala ao nosso inconsciente. Na verdade, nossas paisagens internas parecem mais verdadeiras que a realidade”, diz. A companhia fará turnê por várias capitais. Em junho, se apresentará em Porto Alegre e Curitiba. Em julho e agosto, passa por Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.


"La veritá"
. . . . . . . . . .
Onde: Em Curitiba, no Centro Cultural Teatro Guaíra - Rua XV de Novembro, 971, Centro
Quando: De 13 a 23 de junho, de quinta a sábado, às 21h, domingos, às 20h.
Quanto: De R$70 a R$180
Info: 41 | 3304 7900 • Em julho, a companhia segue para Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. Em agosto, para São Paulo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Expo | Sobre as Urgências da Pele

A exposição "Sobre as Urgências da Pele" inaugura nesta quarta feira, dia 15/05, às 19h, no MAM de Resende (próximo à Câmara Municipal).
Será um encontro de amigos, com instalações, obras de arte e música.

Esta exposição está inserida na programação nacional da 11ª Semana de Museus organizada pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) com o tema "Museus (Memória + Criatividade = mudança social)". A exposição em Resende é a única oportunidade do público do Sul Fluminense ver de perto as obras. Em setembro a coletiva vai para o Centro Cultural do Banco Central, no Rio de Janeiro, e depois para a PUC em São Paulo.

Os artistas Anderson de Souza, João Bosco Millen e Vanessa Gerbeli Ceroni esperam vocês lá. Participem!



. . . . . . . . . .
"Sobre as Urgências da Pele"
Quando: De segunda a sexta, das 9h às 17:30h, do dia 16 de maio ao dia 28 de junho de 2013
Onde: Museu de Arte Moderna de Resende fica situado na Rua Dr. Cunha Ferreira, nº 104, Centro Historico, Resende.
Quanto: Gratuito
Info: (24)3360 6155 - 3360 4470 | email: mam.resende@gmail.com

sexta-feira, 26 de abril de 2013

1ª Bienal do Livro de Volta Redonda


Acontece a partir de hoje começa a 1ª Bienal do Livro de Volta Redonda. Uma iniciativa pioneira na cidade, idealizada e desenvolvida pelo Instituto Dagaz, com a colaboração de muita gente interessada na formação cultural do nosso povo.

Começa hoje, a partir das 14 horas, e vai até domingo, no Condomínio Cultural, no bairro Volta Grande. A abertura oficial será ás 19 horas, com a jornalista e escritora Giovana Damaceno na condução da cerimônia. No sábado, ela vai estar na Sala de Debates, às 18 horas, num bate-papo com o tema “Mudando de assunto – o cotidiano no universo da crônica”.

Veja abaixo todos os detalhes do evento e a programação completa na Revista da Bienal.




Instituto Dagaz é uma associação civil sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento sociocultural de comunidades de baixa renda vilipendiadas, localizadas em centros urbanos, situada em Volta Redonda.

terça-feira, 12 de março de 2013

A tal "zona de conforto"

Pra refletir! Bom dia!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Paul Gauguin


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tomie Ohtake - Correspondências

Uma das grandes artistas no cenário artístico e cultural brasileiro completa 100 anos em novembro com exposições.
- - - - - - - - - -
Tomie Ohtake relembra sua trajetória e celebra seu centenário com exposição em São Paulo
Uma das maiores pintoras do Brasil, ela iniciou a carreira aos 40 anos após ter criado cinco filhos
Em: 03/02/2013
Por: Audrey Furlaneto para O Globo / Cultura



SÃO PAULO - Desde que trocou o Japão pelo Brasil, Tomie Ohtake nunca aprendeu a pronunciar a letra “l”. Há 77 anos no país e consagrada como uma das maiores pintoras brasileiras, para ela, galeria ainda é “gareria” e tela vira “tera”. Às vésperas de iniciar as celebrações de seus 100 anos (dia 21 de novembro), ela ri do próprio sotaque:

— Nunca “aprendeu” a falar português. Agora não “aprende” mais, né?

Mas Tomie fala com parcimônia. Como sua obra, ela é rigorosa, suave e de poucos elementos. Se um poema haikai trata do mundo em 17 sílabas, afirma, por que ela deveria usar mais?

Sua carreira, que se iniciou aos 40 anos (só após ter criado os filhos), começa a ser revista a partir desta semana. Abrindo os festejos do centenário, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, inaugura na quarta-feira a primeira de uma série de mostras que serão dedicadas à artista até novembro. “Tomie Ohtake - Correspondências” relaciona suas obras com as de Mira Schendel, Cildo Meireles e Nuno Ramos, entre outros. E, no dia 23, a galeria Nara Roesler, também em São Paulo, exibe telas recentes da artista, de 2012 e 2013.

— Agora só se fala em centenário — ela diz, sorrindo. — É engraçado. Nunca senti os anos...

À cabeceira de uma mesa de concreto na casa modernista que o filho Ruy Ohtake projetou há 44 anos no bairro Campo Belo, em São Paulo, a artista recebe O GLOBO com um almoço à brasileira, servido em louças de delicada cerâmica (presente e obra de sua melhor amiga, a ceramista Kimi Nii), com talheres do designer finlandês Arne Jacobsen que, vaidosa, Tomie conta ter ganhado do filho Ruy nos anos 1970. À mesa, estão arroz, purê de batata-baroa, carne de panela com legumes - E tem saladinha, né? - diz.

Quando se trata de Tomie, os críticos de arte dizem que vida e obra estão “amalgamados”. A casa, de fato, parece o centro de tudo. Lá está seu ateliê, onde ela mandou instalar uma cama, de solteiro, ao lado das telas — “assim, já fica olhando quando acorda”.

E a sala de jantar não é só um ambiente a mais. Para Tomie, o “dia mais contente” é domingo, quando a mesa fica cheia. Há 30 anos, ela espera à cabeceira pela chegada dos filhos — Ruy, 75 anos, e Ricardo, 70, diretor do Instituto Tomie Ohtake — da nora Marcy (casada com Ricardo e também sua assessora de imprensa) e dos dois netos, Rodrigo, 28 anos, e Elisa, 32.

Durante a semana, Tomie almoça sozinha, sempre às 13h. Tem a disciplina dos orientais. Acorda às 8h, toma banho, aplica um creme antirrugas e senta-se, às 9h, para o café. Três vezes na semana vai ao ateliê, onde um assistente a aguarda. Às terças e quintas, faz fisioterapia e, uma vez por semana, recebe a cabeleireira do bairro, que mantém seu corte rigorosamente na altura do queixo e os fios pintados de preto. Também costuma vestir-se de preto. Guarda as cores para as telas.

Quando desembarcou do navio que a trouxe, após 40 dias de viagem, de Kioto para São Paulo, a primeira sensação que teve foi relacionada a uma cor.

— Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil.


Tomie chegou ao Brasil Nakakubo, sem o sobrenome Ohtake. Veio acompanhada do irmão em 1936. Algum tempo depois, estourou a Guerra do Pacífico, e o irmão voltou. Morreu lutando. Mas Tomie tinha outro irmão em São Paulo, que mantinha um laboratório em sociedade com Oshio Ohtake, “esse moço muito boa pessoa e muito bonito”, diz ela, sorridente.

Em um mês no país, aos 23 anos, ela se casou com Oshio.

— Minha mãe pediu uma fotografia do casamento. Não acreditava! Tive que botar vestido para a foto — diverte-se.

Um ano depois do casamento, nasceu Ruy. A família Ohtake, então, mudou-se para o Rio, onde Tomie desfrutou do mar, de que tanto gosta:

— Pegava a barca e ia nadar em Niterói, porque a praia era muito bonita!

Recém-casada, a jovem Tomie se fez a pergunta: “Família é mais importante que trabalho?”. Já tinha apreço pela pintura e, no Japão, comprava catálogos e desenhava. Mas a decisão de priorizar a família a manteve distante dos pincéis até os 40 anos, quando encontrou o artista Keisuke Sugano. Ele dava aulas a Tomie e outros japoneses. Pedia aos alunos que pintassem uma flor, por exemplo. Ao fim, criticava as pinturas. A de Tomie, no primeiro dia, foi eleita a melhor. Começava ali uma carreira que nasceu figurativa e tornou-se abstrata. Dez meses depois, ela já exibia telas no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Em 1951, com o filho Ricardo já nascido, voltou ao Japão. Sentia saudade da mãe, Kimi. Passaram o dia conversando e, entre um diálogo e outro, conta, a mãe suspirou e morreu.

— Meu irmão colocou a mão no pulso dela e disse: “Ih, parou!”. Às vezes tenho saudade, mas já estou acostumada. A única coisa que pode me deixar muito triste hoje é a morte de um filho. Se um filho morre antes de mim, eu morro.

Depois da pintura abstrata dos anos 60, Tomie se aventurou pelas gravuras nos anos 70. Em 1977, ficou viúva de Oshio Ohtake e não voltou a se casar. Na década seguinte, sua obra foi marcada por cores contrastantes e intensas, talvez inspirada em Mark Rothko, seu pintor preferido. Foi também nos anos 1980 que floresceu sua produção de esculturas, muitas delas públicas, como a “Estrela-do-mar” (1985), instalada na Lagoa, no Rio, que gerou polêmica, foi removida para manutenção em 1990 e nunca voltou. [Procurei essa imagem no Google e no site T.O. Inst. e não encontrei!]


Na casa onde vive, fez o paisagismo com mudas que ganhou de Burle Marx. Ao lado das plantas e da piscina, estão esculturas suas. Todos os dias, ela alimenta os pássaros no jardim, vizinho a seu ateliê.

Antes de passar por uma cirurgia na coluna aos 93 anos, Tomie era assídua de exposições. No ano passado, teve pneumonia, caiu doente e “a perna ficou muito fraquinha, né?”. Passou a usar cadeira de rodas e não vai mais a vernissages. Mas lê quase todos os (muitos) catálogos que recebe. Leitura é sua distração. Não gosta de cinema ou TV, porém não dispensa jornais, incluindo o “São Paulo Shimbun”, em japonês.

Sobre arte contemporânea, não se sente muito tocada pelo que vê. Gosta de Regina Silveira, Tunga e Adriana Varejão. Arte, diz, é para ser sentida.



O curador Paulo Herkenhoff costuma dizer que “não há pintura brasileira sem Tomie Ohtake”. Para o crítico Frederico Morais, ela soube equilibrar a tradição japonesa e a vivência no Brasil. Tomie criou algo muito particular entre os artistas nipo-brasileiros, afirma ele, ao combinar o informalismo dos anos 1950 com o “desejo de organizar” o informal.

— A arte de Tomie nunca foi muito expansiva, excessivamente lírica. É contida, nipônica. A pintura dela é como ela mesma: de poucas palavras.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Caravaggio nas lentes de Miro

Azemiro de Souza, mais conhecido como Miro, fotógrafo brasileiro voltado para o mercado da moda e publicidade, reproduz obras do pintor Caravaggio. Natural de Bebedouro, é considerado por muitos o mais talentoso fotógrafo de moda do país.

A foto de São Jerônimo (o velho com barbas brancas escrevendo num pergaminho, abaixo) foi capturada num clique que custou mais de um ano de trabalho, milhares de polaroides, centenas de rolos de filme. E tudo começou com uma síndrome de pânico. Miro achava que estava se aproximando da morte mas, ao invés de fugir dela, foi ao seu encontro para fotografá-la. Essa busca o levou até os grandes mestres da pintura italiana e espanhola e o fez produzir alguns dos trabalhos mais bonitos da sua carreira, a série Vanités. Crânios, ossos, velhos esqueléticos, ratos, lesmas, tudo ganha beleza e dignidade sob a luz, a produção, o cenário, o figurino e o talento de Miro.

Miro, como é conhecido Azemiro de Souza, nasceu há 61 anos em Bebedouro, interior de São Paulo. Aos 19 anos, mudou-se para a capital sem um rumo profissional certo. O primeiro emprego foi como laboratorista e, depois, como assistente. Miro começou a fotografar no início dos anos 70. Em 1973, mudou-se para Paris, onde trabalhou com o diretor de arte Peter Knapp



Quando voltou ao Brasil, o fotógrafo passou a trabalhar com moda e publicidade, e nas últimas décadas foi responsável por várias campanhas premiadas e imagens que se tornaram clássicos dos ensaios editoriais de revistas como Vogue, Interview e Marie Claire. Além disso, Miro fotografou para anúncios para as marcas Lycra, Hering, Melissa, Fiorucci e Forum. Em 2010, toda a obra e a história do profissional foram registradas no livro “Miro – Artesão da Luz".


Fonte: Meio e Mensagem

ShareThis