sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Grandes Pintores | Escher

O CCBB de Brasília abre uma exposição com o grande Escher, mestre da ilusão de ótica e das construções impossíveis. O artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher, terá 95 de suas obras exibidas a partir desta terça-feira (12). A mostra "O Mundo Mágico de Escher", que segue até 26 de dezembro, apresenta gravuras originais, desenhos e fac-símiles do artista, incluindo os trabalhos mais conhecidos.
Entre as atrações interativas da exposição, está um quebra-cabeça gigante que mostra como Escher utilizava imagens geométricas ou figurativas para criar gravuras que remetem ao infinito, como em "Menor e Menor" (1956), o clássico "Dia e Noite" (1938) e "Metamorphosis II" (1940).
Com a tecnologia dos dias de hoje, assim como Escher adorava brincar com a percepção imediata das pessoas, apresentando um mundo dos sonhos, onde não existem direções certas  - "Outro Mundo" (1947) e "Relatividade" (1953) são exemplos - a mostra também recriará essa sensação por meio de alguns efeitos, como o de uma imagem plotada no chão que se completa no espelho curvado, numa mistura das três dimensões. Se ele estivesse vivo para ver isso, certamente ficaria encantado e seu trabalho talvez tomasse outros rumos...
Entrando no clima da exposição de Escher, vamos conhecer mais sobre esse grandioso artista!

Bjs
Cintia
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Maurits Cornelis Escher (1898 - 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

Uma das principais contribuições da obra deste grande artista está na sua capacidade de gerar imagens com impressionantes (mesmo!) efeitos de ilusões de óptica. Foi numa visita à Alhambra, na Espanha, que o artista conheceu, e se encantou, pelos mosaicos que haviam num palácio de construção árabe. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava e se encaixava na outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Este foi o ponto de partida para os seus trabalhos mais impressionantes e famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas como os árabes faziam nas decorações (por causa da sua religião muçulmana, que proíbe representações de imagem ou seres).

A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área  do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.

Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.

"Another World"
 Embora tivesse sido péssimo aluno a Matemática, através da sua arte conseguiu cativar os mais repeitados Matemáticos e, em particular, os Geómetras. Observando atentamente os seus trabalhos, percebemos a complexidade criada, tanto geometricamente quanto pelas ilusões imaginadas, o que requer várias observações até serem compreendidos - se é que alguma vez o conseguimos...

• Drawing Hands: Um pedaço de papel é fixado a uma base com pequenos fixadores. Uma mão direita está ocupada esboçando um punho de manga de camisa no papel. Neste momento seu trabalho está incompleto, mas um pouco mais à direita já desenhou uma mão esquerda, emergindo de uma manga em tal detalhe que esta mão saiu certa para cima da superfície plana, e à sua volta está a esboçar o desenho do qual a mão direita está a emergir, como se se tratasse de um sócio vivente.
Drawing Hands é um dos desenhos mais reconhecidos de Escher, embora a maioria das pessoas que são questionadas não consegue nomear o artista.

Mão com Globo: Um globo refletor está na mão do artista. Neste espelho, ele pode ter uma visão muito mais completa do ambiente onde está, através da observação direta - quatro paredes, o chão e teto do seu quarto - está comprimido, embora torcido, dentro desta pequena esfera. A sua cabeça, ou para ser mais preciso, o ponto entre os olhos dele, entra no centro absoluto. O ego é o caroço inabalável do seu mundo.
Um desenho visto em livros de psicologia inversa, álbuns e vários outros textos. Este é outro dos trabalhos de Escher muito reconhecidos. Se quiser se divertir um pouco com os seus amigos, pergunte a eles com que mão é que Escher segura a esfera refletora. A maioria dá uma resposta errada. A propósito, você sabe?




Côncavo e Convexo: Três pequenas casas estão próximas umas das outras, cada uma debaixo de um telhado. Temos uma visão exterior da casa à esquerda e uma visão interior da casa da direita. Temos uma visão interior ou exterior da casa do meio de acordo com a escolha que façamos ao ver. Há várias inversões neste desenho. Por exemplo, dois rapazes estão a tocar flauta. O da esquerda está a olhar para baixo através da janela para o telhado da casa do meio. Se saltasse da janela ele conseguiria ficar no telhado desta casa e, se saltasse novamente, ficaria no andar de baixo no chão pintado a negro. O flautista da direita terá de pensar duas vezes antes de saltar pois para ele não existe chão, apenas o abismo.

 
Relatividade: Aqui estão representados três mundos completamente diferentes construídos numa unidade inalterável. Tudo nos parece bastante estranho e, no entanto, é bastante convincente... As dezesseis figurinhas que aparecem na litografia, podem ser divididas em três grupos, cada qual vivendo no seu próprio mundo. O que para uns é um teto, é para outros uma parede; o que para um grupo é uma porta, é para outro um buraco no chão. Há três pequenos jardins. Em parte nenhuma da gravura podemos distinguir o chão sobre o qual estas figurinhas vivem, mas as grandes áreas do teto sobre eles são visíveis na metade superior da composição. No meio da gravura, numa das paredes laterais, está sentada uma figurinha lendo. A sua posição deve parecer-lhe bastante estranha. Parece estar pairarando em posição horizontal acima do chão. Se se levantar para subir as escadas, à esquerda, depara-se com outra figurinha com um saco nos ombros que, estranhamente, desliza sobre o pavimento.

• Bond of Union:  Duas espirais fundem-se e retratam à esquerda a cabeça de uma mulher e à direita a de um homem. Como numa faixa infinita as frentes entrelaçam-se e acabam por formar uma unidade dupla. A sugestão de espaço é aumentada por esferas que flutuam na frente de dentro e detrás das imagens ocas.

"Muito antes de eu descobrir em Alhambra uma afinidade com os padrões na divisão regular do plano, eu, próprio, desenvolvi esse interesse . No princípio, eu não tinha ideia nenhuma de todas as possibilidades de construção de figuras, que tinha. Não sabia nada das regras básicas, mas fui tentando, sem saber o que estava a fazer, ajustar formas congruentes, que eu tentava dar a formas de animais. Minha experiência ensinou-me que as silhuetas de pássaros e peixes são as das mais agradáveis formas, de todas, para utilizar no jogo de dividir o plano. A silhueta de um pássaro voando tem, exactamente,a angulosidade necessária. E mais, tem uma forma característica, visto debaixo ou de cima, de frente ou de lado. Isso é o aspecto mais fascinante da divisão do plano... O equilíbrio dinâmico entre os motivos. conduziu à criação de numerosas impressões. Está aqui que a representação de opostos de todos os tipos."

Escher


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"O Mundo Mágico de Escher"
Quando: de 12 de outubro a 26 de dezembro de 2010. De terça a domingo, das 9h às 21h.
Onde: CCBB Brasília - sala multiuso, galeria, vão central e jardins (SCES, Trecho 02, lote 22, Brasília-DF)
Quanto: grátis
Info: 61 | 3310.7087


Fonte: Wikipedia e Faculdade de Ciências - Universidade de Lisboa
Fotos: All Posters

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YuRii disse...

olha que legal! eu fiz um vestibular que o tema da redação foi essa imagem "relatividade"!! eles deram a imagem e falaram pra fazer uma dissertação mostrando
"a necessidade
de que todos compreendam perspectivas diferentes das suas próprias para se conviver melhor."
;D

Teté disse...

Oi Cintia, essas imagens sempre me dão um "nó no cérebro"... são desconcertantes.
Veja no meu blog depois sobre as pinturas em café do Mané do Café... acho que vc vai gostar.
Abraço!

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