quinta-feira, 19 de junho de 2014

Atrevida | Mostra com 300 obras no Rio

Lançar um olhar sobre a história da arte é sempre algo desafiador e novo. Proposta muito interessante, vale a pena conferir!
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Com 110 artistas, mostra no Rio propõe novo olhar sobre história da arte
Exposição ‘artevida’, com curadoria de Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa, ocupará quatro espaços na cidade
Por: Audrey Furlaneto para O Globo/Cultura
Em: 17/06/2014


Detalhe da obra “Seven Twists” (1979), da húngara Dóra Maurer - Divulgação

RIO - Ao espalhar 300 obras de arte pelo Rio, os curadores Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa têm um projeto ambicioso: “inverter a angulação” da história da arte — leia-se: partir de matrizes brasileiras, e não europeias ou norte-americanas, para buscar conexões com a arte produzida globalmente. O que os dois querem é observar artistas e suas criações a partir de filtros próprios, “fora do eixo”, algo que, dizem eles, ainda não foi feito no país.

Assim, a partir de 27 de junho na Casa França-Brasil, no Parque Lage e na Biblioteca Parque Estadual e de 19 de julho no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, a exposição “artevida” reunirá, até 21 de setembro, 110 artistas — entre brasileiros e nomes sobretudo do Leste Europeu, do Sudeste Asiático, da Índia, da África e do Oriente Médio — não para estabelecer uma tese, mas para propor um exercício: e se observarmos a história da arte a partir do Brasil?

Isto porque, explica Pedrosa, “as narrativas hegemônicas vêm se apropriando das narrativas periféricas”. As vanguardas brasileiras, por exemplo, despertam cada vez mais interesse, mas são lidas a partir de referências eurocêntricas, do construtivismo ou do minimalismo.

Nas grandes exposições internacionais dos últimos 15 anos, segue o curador, houve montagens como “Global minimalism”, “Global pop” ou “Global conceptualism”, mostras organizadas nos Estados Unidos e na Europa para observar o minimalismo, as artes pop ou conceitual.

— Essas são as rubricas deles (dos europeus e dos norte-americanos). Eles não vão fazer “Global dictatorship” (referindo-se à ditadura), “Global violence” (tratando da violência) ou “Global censorship” (sobre a censura). Isso nós é que temos de fazer. Então, nossa política é muito no sentido de olhar para essas relações: a relação da ditadura, da opressão, da censura e da margem. O que temos em comum com o Sudeste Asiático, com a Índia, com o Leste Europeu? (A resposta) Passa muito por esses temas de eleições, censura, violência, racismo, feminismo — afirma Pedrosa.

O curador foi convidado para o projeto pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio, em 2011, quando assinava a 12ª Bienal de Istambul. À época, a secretaria lhe informou sobre a intenção de fazer uma grande exposição no Rio envolvendo equipamentos do Estado. Após aceitar a proposta, Pedrosa convidou Rodrigo Moura, diretor de programas artísticos e culturais do Instituto Inhotim, em Minas, para dividir com ele a tarefa. Ambos têm o perfil de circular “fora do eixo” e pesquisar artistas na África, no Leste Europeu ou no Oriente Médio, a fim de sair dos nomes óbvios. Outros pesquisadores de arte, afirma a dupla, pouco conhecem ou mesmo desconhecem os nomes convidados para “artevida”. Há artistas do Líbano, do Paquistão, da Turquia, da Hungria, do Japão, da Argentina, do Peru, da Alemanha, entre outros países.

— É claro que tem (artista) americano e europeu ocidental, mas a exposição tem foco em América Latina, em mundo árabe, Ásia, um pouco de África e também em artistas mulheres. Existe esse foco deliberadamente. Como estamos tentando propor outras hipóteses, outras narrativas, também estamos evitando os grandes nomes mais canônicos — explica Pedrosa.

Rodrigo Moura explica que a mostra não ignora o minimalismo ou o abstracionismo geométrico, por exemplo. Mas, se esses movimentos são tradicionalmente vistos como “supressão da vida, assepsia e limpeza”, nas palavras de Moura, serão tratados na exposição a partir da ideia de vida, por meio de elementos como “tecido, trama ou linhas orgânicas”. A ideia é explorar as vanguardas brasileiras dos anos 1960, 1970 e 1980 — que se desenvolviam com ênfase no Rio, com Lygia Clark e Hélio Oiticica — e conectá-las a outras produções do Hemisfério Sul.

Assim, o trabalho que a alemã Annegret Soltau fazia nos anos 1970, cobrindo o próprio rosto com um emaranhado de linhas, relaciona-se com obras que a italiana radicada em São Paulo Anna Maria Mailiono criava, com barbantes, no mesmo período. Ambas as artistas terão obras na Casa França-Brasil, onde fica o segmento denominado pelos curadores como “artevida (corpo)”. Estarão lá também experiências com a articulação dos planos, feita por Lygia Clark com os “Bichos”, e por artistas como Mathias Goeritz (1915-1990), alemão que viveu no México e criou esculturas com dobradiças, bem como Clark.

Nessa linha curatorial, há trabalhos de artistas brasileiros notórios por abordar a política em suas produções (nomes como Cildo Meireles, Carlos Zílio e Artur Barrio, entre outros). As obras deles se relacionam com outras como, por exemplo, “Painting for poster — 1977 First of May (In that bloody celebration 36 people lost their lives with gun fire from the police)”, da artista turca Gülsün Karamustafa, que costuma tratar de imigração, exílio e deslocamentos.

Para Pedrosa, a possibilidade de reunir tal produção cabe ao Brasil, “país com sistema de arte com maiores recursos e mais desenvolvido dessa região (fora do eixo da Europa e dos Estados Unidos)”.

— Não existe uma cena de arte com instituições e recursos tão desenvolvidos como a nossa no mundo Sul global. Não há (tal cena) na África do Sul, na Índia, em outro país da América Latina. Esse é um papel que tínhamos que assumir, porque nós temos os recursos e as instituições — diz o curador. — É preciso ter o desejo, e não apenas ficar fazendo exposições dos grandes mestres modernos europeus, como com frequência a gente vê. Isso é importante também, mas é importante fazer pensar que nós temos conexões com a África, com o Oriente Médio, e que ninguém nem sabe.

MAIS DOIS SEGMENTOS

Na Biblioteca Parque Estadual, na Avenida Presidente Vargas, a mostra se desdobra em “artevida (arquivo)” e tem cocuradoria de Cristiana Tejo. Lá, será exposta parte dos arquivos de Paulo Bruscky (com abertura em 27 de junho) e de Graciela Carnevale (a partir de 19 de julho), membro do Grupo de Arte de Vanguardia de Rosário, na Argentina.

De Bruscky, artista que vive em Recife — onde guarda cerca de 70 mil documentos, entre livros de artista, arte postal, revistas, convites de mostras etc. — virá ao Rio uma seleção de 400 itens, a serem expostos em vitrines temáticas distribuídas pela Biblioteca Parque Estadual.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, por fim, receberá a única obra criada especialmente para a exposição — o artista do Benim Georges Adéagbo, que já participou da Bienal de São Paulo (em 1998), prepara uma obra para as Cavalariças do Parque Lage (a abertura será em 19 de julho).

Também estarão no parque obras da japonesa Tsuruko Yamazaki, do grupo Gutai, e da brasileira Martha Araújo (estas duas com inauguração em 27 de junho).

Os gastos do orçamento da exposição (de ao todo R$ 4 milhões), conta Pedrosa, foram concentrados no transporte das obras — na maioria dos casos, os trabalhos foram negociados diretamente pelos curadores com seus autores e vêm de 23 países rumo ao Brasil.

— A ideia é justamente ampliar o repertório das pessoas. Trabalhamos com perspectiva de outras latitudes e, forçosamente, vamos trazer artistas menos conhecidos. Essa é a graça — diz Rodrigo Moura.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dalí no CCBB

 
Pinturas, gravuras, documentos, fotografias e ilustrações vindas das principais instituições colecionadoras do artista.
 
Não deixe de visitar a biblioteca, no 5º andar. Tem uma exposição com várias publicações de Salvador Dalí. E muita curiosidade sobre este artista surreal!

No CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, de 30 de maio a 22 de setembro. Entrada franca, de Qua a Seg, das 9h às 21h.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Expo | A Cor que Desenha



O Centro de Cultura Estação das Artes juntamente com a Prefeitura de Barra Mansa, através da Fundação de Cultura, convidam para a abertura da Exposição A cor que desenha de Luciana Neves de Souza, dia 06 de junho sexta feira às 20h .

A exposição é composta por 45 desenhos produzidos com lápis de cor e giz pastel sobre cartão. Luciana apresenta para a cidade onde nasceu, vive e trabalha, o resultado da mistura de cores que criaram formas, texturas, relevos... desenho.

Criando paisagens, lugares, atmosferas, ela segue fazendo o que mais gosta. Sem se prender a técnicas ou modelos ela coloca no papel a simplicidade e a luz que percebe no mundo, nas pessoas, nos seus sonhos e no universo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lançamento do livro "No Japão, na Coreia e em uma cidade que nem está no mapa" em Volta Redonda



Entrando em clima de copa do mundo, no próximo sábado acontece o lançamento do livro "No Japão, na Coreia e em uma cidade que nem está no mapa" do psicólogo, nascido em Volta Redonda - RJ, Luciano Canavez.

O livro conta a história de um sujeito que é completamente apaixonado por futebol. Não perde um jogo, e gosta de fazer apostas. Copa do Mundo para ele é o principal evento. Ele aguarda ansiosamente para um novo mundial. Acontece que ele tem que fazer uma viagem, justamente durante a Copa do Mundo de 2002, para uma cidade no interior do Brasil que nem está no mapa.

Há um mistério nessa cidade envolvendo pessoas que para lá foram e nunca mais saíram e pessoas que foram embora e nunca mais voltaram. E porque todos os moradores desta cidade, que nem está no mapa, sabem dos resultados dos jogos antes mesmo destes acontecerem?


Além de falar sobre a última Copa em que o Brasil foi campeão, o livro presta uma homenagem as outras Copas, lembrando de jogos, fatos e personagens, o que certamente trará lembranças aos leitores. Quem não se lembra da eliminação do Brasil para a Itália em 1982 e os gols do Paolo Rossi. Ou, o pênalti de Roberto Baggio em 1994. Ou, mais recentemente da final com a Alemanha em 2002. Podemos até não nos recordar de todo o jogo, mas certamente guardamos o lugar que estávamos, as pessoas com quem compartilhamos e até a emoção que sentimos.

A história prende a atenção do leitor do início ao fim, pois fala de um assunto que faz parte da vida dos brasileiros que é o futebol. Seu grande trunfo é trazer um tema rico em nossa cultura sob a forma de ficção. Apesar do Brasil possuir muitas publicações sobre futebol, poucas exploram essa paixão através da ficção.

O livro, o primeiro editado pela Anagrama também de Volta Redonda, tem 300 páginas e pode ser encontrado na Livraria Veredas e no Mercado Livre, na Internet.

Aos que quiserem publicar um livro, pela editora, basta entrar em contato pelo e-mail: anagramaeditora@gmail.com.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Lego e arte

Defendendo a ideia de que “Com Lego toda criança é um artista”, o diretor de arte Marco Sodano da agência Geometry de Hong Kong, criou uma série de anúncios onde os maiores quadros da pintura mundial são recriados com as peças de plástico mais famosas do mundo. Entre eles, Leonardo da Vinci e Vincent Van Gogh.

Via: Follow the Colours

Vincent Van Gogh - "Autorretrato"


 René Magritte - "O Filho do Homem"


Johannes Vermeer - "Moça com Brinco de Pérola"


 Leonardo Da Vinci - "Monalisa"


 Grant Wood - "American Gothic"

terça-feira, 27 de maio de 2014

Expo | Richard Serra na Gávea

Imagem: "Drawings after Circuit", 1972

 A exposição "Richard Serra: desenhos na casa da Gávea" fica em cartaz no IMS-RJ de 30 de maio a 28 de setembro.

Composta por 96 obras selecionadas pelo próprio artista, a mostra foi especialmente concebida para o centro cultural do IMS no Rio de Janeiro, a antiga residência do embaixador Walther Moreira Salles (1912-2001), patrono e criador da instituição.

Para instalar seus desenhos no local, o artista solicitou a remoção de algumas paredes falsas, construídas sobre as paredes de vidro do projeto original para que o espaço abrigasse exposições. Os desenhos foram escolhidos a partir da escala da casa, “um espaço doméstico”, segundo Serra.

Mais informações aqui


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Richard Serra - Desenhos na casa da Gávea
Quando: de 30/05 a 28/09, terça a domingo das 11h às 20h.
Quanto: entrada franca
Onde: Instituto Moreira Salles | rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, Rio de Janeiro - RJ

segunda-feira, 19 de maio de 2014

RIO:OIR | Cildo Meireles

Ouvir o Rio: Uma Escultura Sonora de Cildo Meireles tem exibição gratuita no Espaço Itaú

Em 1976, Cildo Meireles teve uma idéia para um projeto e a escreveu em um de seus cadernos. Décadas depois, o artista plástico resolveu resgatar essa idéia e colocar em prática o "Rio Oir", um disco de vinil onde em um lado estariam gravados os sons de rios e do outro os sons de risos de amigos. Inspirado no palíndromo entre "rio", a palavra espanhola para "ouvir" e o verbo "rir", o projeto sonoro começou a criar sua estrutura.

A cineasta Marcela Lordy acompanhou o artista plástico Cildo Meireles enquanto ele captava o som das principais bacias hidrográficas do país para a sua exposição RIO OIR.

Eles viajaram de Foz do Iguaçu a Foz do Rio São Francisco, passando pela Pororoca do Macapá e pelo Parque das Águas Emendadas, no Distrito Federal. Depois disso, o material foi levado à um estúdio para ser combinado à cacofonia das gargalhadas humanas.
Cildo tenta mostrar como a relação do homem com a água amplia nossas percepções, criando uma espécie de "escultura sonora". Além disso, o artista naturalmente chama atenção para temas ecológicos e a importância de preservar este elemento fundamental para a vida humana.



O processo de criação da obra RIOOIR exposta na "Mostra Ocupação Cildo Meireles" no Itaú Cultural. O filme revela a simplicidade do artista, a relação dos habitantes dessas regiões com a água e potencializa nossa percepção entre o som e a imagem.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Na ondas dos selfies...


Restaurar é viver

Esta obra que o americano Richard Serra, um dos mais importantes artistas do século XX, fez no Centro de Arte Hélio Oiticica, em 1997, está sendo restaurada pelo carioca Ronald Duarte.


Ele trabalhou com Serra na exposição “Rio Rounds”, quando o artista fez várias intervenções ali. Esta é a única obra permanente de Serra, que também ganhará exposição no Instituto Moreira Salles, no Brasil.
Richard Serra é um escultor norte-americano. Para alguns críticos é considerado como um dos artistas mais importantes do pós-guerra.

Via: O Glogo / Blogs

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Expo | O Quintal é o Mundo


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