segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Grandes Pintores | Vincent Van Gogh

Oi Gente! Hj vim trazer pra vcs um pouco da vida desse gênio da arte mundial. Um dos meus artistas favoritos, pesquisei todo esse post na minha coleção de artistas publicado pela Livraria da Folha em 2007. 
Com vocês:Vincent Van Gogh!
Beijos,
Cintia
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Entre a loucura e a genialidade

["Autorretrato" - 1889, óleo sobre tela]

Embora o termo gênio seja, muitas vezes, utilizado de forma gratuita e discutível (o que é bastante evidente no universo das manifestações artísticas), é totalmente merecido no caso de Vincent Van Gogh.
Detentor de uma força espiritual tão extraordinária como incontrolável, o pintor holandês encontrou - quiçá como um exercício de sobrevivência - o modo de expressar paixões e sentimentos que brotavam de sua mente doentia e de sua alma atormentada. Com esses precedentes, reunidos e por meio de um novo código de cores, linhas e composições, Van Gogh conseguiu mostrar como um artista vê, entende e sente o mundo que o rodeia.
Com pinceladas expressivas e carregadas de energia, com cores provenientes do coração - e não somente da contemplação - e com uma incrível capacidade de transformar a natureza observada em sensações que chegam à alma, Van Gogh criou uma linguagem artística pessoal e inimitável. Embora seu estilo tenha sido ignorado e até desprezado pla maior parte de seus contemporâneos, teria uma influência decisiva no desenvolvimento das principais correntes artísticas do século XX.
["O Café de Noite" - 1888, óleo sobre tela]




Nesse sentido, como costuma ocorrer na vida daqueles que puseram seu talento a serviço da inovação, mas desfrutaram de uma vida breve e intensa, o pleno reconhecimento da genialidade artística de Van Gogh não surgiu antes de sua morte. Surpreende saber, por exemplo, que sua frenética e quase obsessiva capacidade criativa o levou a pintar 879 quadros em menos de uma década - entre dezemdro de 1881 e julho de 1890. Apesar disso, o artista vendeu apenas uma obra, "A Vinha Vermelha" negócio fechado por uma quantia insignificante, cerca de 400 francos à época. O preço torna-se ainda mais irrisório quando comparado aos mais de 82 milhões de dólares pagos em 1990 pelo retrato "O Dr. Gachet", valor recorde até então.

["Os Comedores de Batatas" - 1885, óleo sobre tela. Uma das obras-primas do artista.]

["Dois Girassóis Cortados" - 1887, óleo sobre tela.]
["A Casa Amarela" - 1888, óleo sobre tela.]
É curioso observar tanbém que Van Gogh não cresceu em uma família de artistas nem foi um menino prodígio. Ao contrário, descobriu seu talento bem tarde. A capacidade criativa do geinal pintor, que se destacou pelo perfil autodidata e por ser bastante arredio em aceitar as normas  de seus mestres, surgiu como resposta a suas contínuas frustrações e desenvolveu-se ao mesmo tempo que fracassavam todos os seus projetos pessoais.

["O Quarto de van Gogh em Arles" - 1889, óleo sobre tela.]
[Como se quisesse registrar a visão externa e interna de sua casa em Arles, Van Gogh pintou duas semanas após finalizar "A Casa Amarela", em outubro de 1888, a primeira versão dos três quadros que fez de seu quarto. Poucas vezes o artista mostrou uma visão tão precisa de uma obra, uma descrição tão detalhada dos elementos da composição. E explicou a razão pela qual a pintou: a sensação de repouso e descanso.]

Para compreender com certa precisão a vida desse gênio, devem ser levados em consideração dois fatos fundamentais: a relação com seu irmão Theo e sua doença. A difícil trajetória da vida de Vincent - agravada especialmente pela precária situação econômica - só teve continuidade graças aos cuidados materiais e morais que seu irmão, quatro anos mais novo,  garantiu: deu-lhe dinheiro para sobreviver, aconselhou-o em todos os momentos, sacrificou-se para ajudá-lo.

["A Noite Estrelada" - 1889, óleo sobre tela.]
["Campo de Trigo com Ciprestes" - 1889, óleo sobre tela.]
[Van Gogh é conhecido como o pintor dos Girassóis, mas suas obras com ciprestes também chamam a atenção pelo vigor e pela genialidade: "Quisera eu fazer os ciprestes como as telas dos girassóis, porque me surpreende que ninguém os tenha feito como os vejo". Escreveu o artista em junho de 1889. "A Noite Estrelada" foi feita no mesmo período e essas telas mantém as mesmas propostas: decantação para uma obra de síntese e de concepção mais abstrata. Os detalhes tendem a perder importância para um espaço unificado, para um único sentido espacial.]

Na verdade, ainda que a arte tenha, por vezes, funcionado como válvula de escape de seus conflitos emocionais, ela não foi  suficiente para livrá-lo completamente de suas constantes depressões e dos ataques de loucura. Vítima desse desequilíbrio vital, Van Gogh acabou por tirar a própria vida em 1890, aos 37 anos.

["A Sesta (depois de Millet)" - 1889, óleo sobre tela.]
[Van Gogh sempre se mostrou grande admirador da pintura campesina de Jean-François Millet, cujos temas reproduziu em diversas ocasiões, como forma de aprendizado. Uma dessas reproduções é a tela acima (A Sesta): "Quero explicar-lhe o que busco com isso e porque me parece útil copiar. A nós, os pintores, exige-se compor e ser apenas compositores, mas na música nõ é assim. Quem toca Bethoven acrescenta sua interpretação e o compositor não é o único a tocar sua composição". Foi o que escreveu Van Gogh em setembro de 1889 para justificar suas cópias de Rembrandt, Delacroix e, em especial, Millet, em que se baseia "A Sesta".]

["Campo de Trigo com Corvos" - 1890, óleo sobre tela.]
[Ainda que a tela acima faça parte de um grupo de telas pintadas em Auves, cujo tema era a colheita, este quadro, um dos últimos de Van Gogh, está cercado de um lúgubre misticismo, já que foi interpretado como presságio de sua morte. Modelou com toda precisão a angústia que o acometia, nesses campos solitários repletos de corvos, com caminhos que não levam a lugar nenhum. Céus sombrios e mares de trigos que parecem uma onda que não se pode atravessar. Enfim, a impotência diante da imensidão.]

["Os Girassóis" - 1888, óleo sobre tela.]
[Van Gogh aperfeiçoou em Arles a harmonia de amarelos que já buscava em Paris. A dourada luz do sul da França proporcionou ao artista uma nova e deslumbrante visão da cor. Em "Os Girassóis" o amarelo invade completamente a tela, integra os vermelhos e azuis, atenuando-os e ressaltando-os. De dia e de noite, nos autorretratos, o amarelo luminoso dominou esse período.]


Fonte: Coleção Folha - Grandes Mestres da Pintura, 2007.
Fotos: Google

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Giovana Damaceno disse...

Toda vez que vejo a obra "O Quarto de van Gogh em Arles", tenho uma sensação estranha, de já conhecer tal cômodo...

c i n t i a disse...

Giovana, não admiro vc ter essa sensação. Muitas pessoas tem as mais diversas sensações quando se deparam com as obras de Van Gogh. É estranho, mas parece algo até espiritual.
Um amigo nosso, em uma exposição certa vez, passou mal e não conseguiu ficar na sala onde estavam as obras reunidas. Aliás, ele não consegue fitar as telas de Van Gogh.

A vida desse atista foi muito conturbada e ele conseguiu transmitir todo seu sofrimento para as telas, acho que por isso vem daí as mais variadas sensações que as pessoas em geral sentem.

Bjs!

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