quarta-feira, 22 de junho de 2011

Grandes Pintores | Cândido Portinari

Hoje eu trouxe um grande artista brasileiro para ilustrar esse blog. Estou falando de Cândido Portinari, muito conhecido meu e de vcs também, certamente!

"Meu Primeiro Trabalho" - 1921

Cândido Portinari nasce em Brodósqui, SP, em 1903 e morre no Rio de Janeiro, 1962. Passa a infância numa fazenda de café do interior do Estado de São Paulo, cidade pequena com pouco mais do que uma parada para o trem carregar o café, e assim descrita pelo pintor: “...pequenininha, duzentas casas brancas de um andar, no alto de um morro espiando para todos os lugares... Lugar arenoso no meio da terra roxa cafeeira. Imenso céu azul circula o areal. Milhares de brancas nuvens viajam”.

"O Mestiço" - 1934

Observador, o menino Candinho impressiona-se com os pés dos lavradores das fazendas de café: “Pés disformes. Pés que podem contar uma história. Pés semelhantes aos mapas, com montes e vales, vincos como rios. Quantas vezes, nas festas e bailes, no terreiro, que era oitenta centímetros mais alto do que o chão, os pés ficavam expostos e era divertimento de muitos apagar a brasa do cigarro nas brechas dos calcanhares sem que a pessoa sentisse” – ele relembra num relato autobiográfico escrito poucos anos antes de sua morte.

"O Lavrador de Café" - 1934

Grande pintor, gravador, ilustrador e professor. Inicia-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, muda-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressa no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, na qual cursa desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo, Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland.

Em 1929, viaja para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorre vários países durante dois anos. Em 1935, recebe prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura da obra "Café" (1935), tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, é convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando tem como alunos Burle Marx e Edith Behring, entre outros.

"Café" - 1935

Em 1936, realiza seu primeiro mural, que integra o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pinta vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura - MEC (1936-1938), com temas dos ciclos econômicos do Brasil, propostos pelo ministro. Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publica o primeiro livro a seu respeito, "Portinari: His Life and Art", com introdução de Rockwell Kent.

Em 1941, pinta os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C. com temas da história do Brasil, descobrimento, desbravamento da mata, catequese e descoberta do ouro. Filiado ao Partido Comunista Brasileiro, PCB, candidata-se a deputado, em 1945, e a senador, em 1947, mas não se elege. Em 1946, recebe a Legião de Honra do governo francês. Em 1956, com a inauguração dos painéis "Guerra e Paz" na sede da ONU, em Nova York, recebe o prêmio Guggenheim.

"Retirantes" - 1936

Ilustra vários livros, como "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "O Alienista", de Machado de Assis, entre outros. Em 1958, inicia um livro de poemas - editado por José Olympio em 1964 -, com textos introdutórios de Antônio Callado e Manuel Bandeira.

Em 1979, seu filho João Candido Portinari implanta o Projeto Portinari que reúne um vasto acervo documental sobre a obra, a vida e a época do artista, no campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ.

"Jangadas do Nordeste" (painel da Feira de Nova York), ca. - 1939

"Descobrimento" (mural da Biblioteca do Congresso em Washington)  - 1941


Fonte: Itaú Cultural

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Giovana Damaceno disse...

Pra você ver o quanto nosso povo é inculto. Levante uma pesquisa e pergunte se alguém sabe a nacionalidade de Cândido Portinari.
Para a maioria dos brasileiros, não há brasileiro bom, não se faz nada de bom por aqui. E aí está, um dos nossos melhores exemplos, cujas obras são disputadíssimas e altamente valorizadas. Quem sabe disso? Quem conhece?

c i n t i a disse...

Infelizmente, Giovana, vc tem razão.

Por isso achei genial a ideia de mostrar obras de artistas brasileiros no Programa do Faustão. Leva a arte para as pessoas menos esclarecidas e que assistem a atração nas tardes de domingo.

Bjs!!!!

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